As Andorinhas

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Estava caminhando na área externa da nossa casa de campo, procurando meditar e rezar um pouco, para me refazer da faina e das tribulações de um dia típico do verão baiano ,enquanto um bando de simpáticas andorinhas esvoaçavam, enfeitando o céu azul que aos poucos esmaecia, em razão do sol que ia lentamente se pondo, espargindo seus amenos e derradeiros raios, de um dourado um tanto avermelhado.

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Mas as avezinhas não se cansavam, realizando seus vôos rápidos e graciosos, em torno do telhado de nossa casa.

Era agradável assistir aquele pequeno espetáculo que elas nos ofereciam. De repente, ouvi uns piados, que pareciam provir do parque infantil, contíguo à varanda da casa, guarnecido por um muro de meio metro de altura.

Tirei as sandálias e comecei a andar nas pontas dos pés, em direção àquele parquinho, para observar melhor e não assustar o autor dos trinados.

Minha curiosidade ia aumentando, “pari passu”, à medida em que me aproximava do local, até que visualizei uma andorinha numa pocinha de água de chuva, que se formou na areia do parque, tomando seu banho de uma forma muito alegre e pitoresca.

Ela pulava dentro da pocinha e mergulhava, em seguida se sacudia e usava também de seu pequeno bico para assear-se melhor, tudo de uma forma muito linda, e, de repente, começou a cantar, atraindo para aquela piscininha natural uma outra andorinha, que desceu de uma árvore existente nas cercanias do parque, e lançou-se avidamente na água para também banhar-se.

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Mas não somente isto, logo começou também a cantar e a brincar com sua companheira. A cena estava tão interessante e ‘flashosa”* que minha curiosidade impeliu-me a me aproximar mais, mas isto fez com que as avezinhas se assustassem e voassem para uma árvore bem frondosa e logo depois foram executar seus graciosos vôos, juntamente com o bando que sobrevoava em torno da casa, não retornando mais para a terra.

São regalos simples e belos que Deus nos proporciona, quando nos retiramos para sítios mais sossegados e bucólicos, e que nos restauram as energias e ordenam nosso psiquismo.

Estimados irmãos e irmãs, fiz um post no ano passado falando sobre o ninho dos pássaros.

Gosto muito de admirar tudo que Deus criou de belo para que nós pudéssemos contemplar e também tirar ensinamentos para nossa vida, como vimos, também, no post “A lição das formigas”.

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Após aquela tarde, fiquei curiosa para conhecer um pouco sobre estas avezinhas tão encantadoras.

E logo à noite, iniciei minhas pesquisas em um livro e sites e fiquei sabendo coisas superinteressantes sobre as andorinhas que abaixo repasso para vocês.

Começo dizendo que elas são aves passeriformes de pequenas dimensões, pertencentes a família de Hirundinidae. São aves que possuem beleza, elegância, agilidade, charmosas, e seus vôos são simplesmente maravilhosos.

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Realizam longas migrações, às vezes de um continente para outro, e o que é mais interessante irmãos, é que depois de uma longa viagem e estada em outras paragens, distantes centenas de quilômetros, e que por vezes pode durar em torno de seis meses fora do seu habitat, elas retornam para o local de origem, inclusive reaproveitando seus ninhos.

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Em linhas gerais, as andorinhas são aves de pequeno porte, asas longas e pontiagudas, cauda bifurcada, bico e patas curtas.

O colorido, de modo geral, “é azul–metálico e pode-se dizer que é pardacento o lado superior, enquanto que a parte ventral de muitas espécies é branca ou, mais raramente, com ornatos avermelhados. São aves insetívoras, que se alimentam de insetos que capturam durante o vôo, com o bico aberto, como se fosse um funil”.

Vejam, irmãos, que coisa impressionante: uma andorinha adulta consome cerca de 2.000 insetos por dia, enquanto que um filhote se alimenta com 1.500 insetos, diariamente.

Em vinte dias, uma família de andorinhas é capaz de consumir mais de 200.000 insetos!

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“Os seus ninhos são feitos de lama, restos de vegetais e saliva e são encontrados em barrancos, árvores e são vistos nas estruturas dos edifícios, estábulos, garagens, túneis, açudes e barragens”.

Elas estão presentes em todos os continentes, salvo na Antártida. Atingem a maturidade com um ano de idade. A fêmea põe de três a cinco ovos de cada vez, entre maio e junho, para serem incubados pelo casal. A incubação prolonga-se por 13 a 15 dias e os filhotes se emancipam cerca de 30 dias depois de nascerem.

“Tanto o macho como a fêmea se ocupam com a construção do ninho que é usado durante anos seguidos. Elas possuem um sentido de orientação tão aguçado que depois de voar centenas de quilômetros em migrações, conseguem voltar exatamente ao mesmo ninho”.

Realmente, irmãos, é impressionante a sagacidade, esperteza e instinto apurado dessas pequenas criaturas de Deus.

“Os filhotes saem do ninho, mas a família continua unida até que sejam completamente independentes”.

Como devemos aprender com as andorinhas, caros leitores, no cuidado com nossos filhos e em nossas relações familiares!

“No inverno, as andorinhas abandonam os locais frios à procura de alimentação farta e migram para locais mais amenos e no final do inverno voltam em bandos barulhentos à sua região natal. Este retorno anuncia que a primavera está chegando.”

Que coisa impressionante, caros irmãos!

“Aqui no Brasil, a espécie mais conhecida chama-se andorinha- grande, seu peso é de 43 gr e mede 20 cm e seu nome científico é (Progne chalybea). São conhecidas 80 espécies de Andorinhas.

Seu figurino é esguio e sua cor a ele se adéqua como uma luva, caros irmãos, vejam que maravilha: azul no seu dorso , seu peito é castanho acinzentado, às vezes avermelhado, ladeado de azul e sua cauda é bifurcada.

“Temos também, a andorinha-pequena-de-casa, que tem o peito cstanho-cinzentado, ladeado de azul, mede cerca de 12cm de comprimento e pesa apenas 12 gr”.

“Algumas espécies de andorinhas podem viver até oito anos, com exceção da andorinha do mar, que pode viver por vinte anos, isso quer dizer que uma andorinha do mar pode voar 20 vezes ao redor do mundo durante toda sua vida.”

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Elas são simplesmente fantásticas!

O criativo imaginário popular considera a andorinha como símbolo de virtudes e de muitos valores metafísicos, entre os quais sobressaem os seguintes:

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“No Hemisfério Norte, são vistas como mensageiras; na Estônia representa a liberdade do céu azul e a felicidade eterna. Elas são símbolo da fidelidade, esperança, da boa sorte, do amor, da fertilidade, luz, pureza, da primavera, e da ressurreição”.

Consta que “para os marinheiros as andorinhas eram um símbolo de boa sorte, isso porque elas percorrem longas distâncias em suas migrações. Mas mesmo depois da jornada cansativa, elas retornam para casa vitoriosas. No mar, quando

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eram avistadas era um sinal de terra firme, pois elas nunca voam muito longe em direção ao mar.”

Para se ter uma idéia, as migrações das andorinhas da espécie “hirundo rústica erythogaster” estendem-se na América do Sul, até a Terra do Fogo.

Mas, irmãos como nasceram as andorinhas?

Vejam a bela história, adaptado de um texto que se encontra, na integra, no site http://www.arautos.org, que deixo para vocês:

Há perto de dois mil anos numa manhã clara e aprazível, o sol espargia seus raios benfazejos sobre a região de Nazaré, na Galiléia.

Algumas crianças brincavam num campo à margem do caminho que leva a Jerusalém.

Destacava-se a figura de uma criança alegre, luminosa, espirituosa, filho de José, o carpinteiro, e de Maria.

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Era Jesus que brincava com seus companheiros, formando pequenos passarinhos com a argila do caminho, e os criativos dedinhos, modelavam a cauda, as asas, o bico e os olhos.

Ora, era dia de sábado. Um austero ancião de testa franzida e roupa envelhecida passou, então, pela estrada que leva a Jerusalém e ao deparar-se com a ruidosa “assembléia”, que despreocupadamente executava seus “trabalhos de modelagem” gritou:

– Meninos, hoje não é permitido laborar com as mãos!

A estupefação estampou-se nas cândidas fisionomias dos “escultores” e esse ancião cheio de azedume, dirigiu-se com um bastão, e dispunha-se a transformar em cacos as graciosas figurinhas.

Então Jesus, o filho de Maria, ergueu-se e bateu palmas sobre as aves de barro.

Oh! Que milagre estupendo, irmãos!

Elas cobraram vida e cor, levantaram leve e apressado vôo e perderam-se no azul do firmamento.

Quando Jesus exangue subiu ao alto do Calvário, no trágico dia da Sexta Feira Santa, que pavorosas trevas tomavam conta do universo, as humildes e gratas andorinhas, em um bando reverente e compassivo, vieram arrancar com seus delicados bicos os espinhos, que perlavam de sangue a fronte divina e Sagrada de Jesus, o arrebatador Menino da cidade de Nazaré, que num sublime e divino impulso, cheio de alegria, cerca de trinta anos atrás, as havia criado…

Que coisa linda irmãos, benditas andorinhas que foram retirar de Homem-Deus, aqueles espinhos da Sua Sagrada Face!

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Oh! Doces e encantadoras andorinhas!

Imitemos, também nós, as andorinhas, oferecendo a Jesus, por meio de Sua Mãe, Nossa Senhora das Dores, neste tempo da Quaresma, orações e boas obras de caridade com relação ao nosso próximo, pois assim estaremos também retirando espinhos da fronte de nosso Redentor Jesus, que se encontra presente em todas as pessoas carentes e sofredoras.

*Flashosa: Neologismo proveniente da palavra ‘flash’ que significa uma graça mística muito especial, através da qual a pessoa experimenta a presença de Deus.

Bibliografia

As informações entre aspas foram transcritas do primeiro e segundo sites abaixo indicados.

www.infoescola.com

pt.fantasia.wikia.com

www.arautos.org

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