A família, a televisão e o perversor

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Caríssimos irmãos e irmãs , no momento encontram-se em ebulição alguns assuntos (  exposições de “arte” , filmes blasfemos e grotescos e outras aberrações atingindo até crianças) que têm provocado os mais acirrados debates, seja nos órgãos da mídia, digamos convencional, quer nas denominadas redes sociais, que cada vez mais vão se impondo como um veículo democrático das mais diversas opiniões, dos mais diversos matizes, de boa ou má qualidade, comprometidas ou não com a verdade. Felizmente que nosso povo tem se posicionado, majoritariamente, contra tais aberrações!

Poderíamos dizer que tais assuntos estão relacionados aos seguintes temas: à família,  à cultura, à liberdade de expressão e seus limites.

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E assim julguei por bem me posicionar, e trazer à baila algum contributo que possa trazer luzes e suscitar sérias e graves reflexões para o debate.

No   tocante à família, já tratamos do tema em vários outros posts anteriores e é extreme de dúvidas que se trata de uma instituição de origem divina, conforme se lê no Livro do Gênesis e por isso mesmo é a “celula mater” da sociedade. E é nela que nascem, se desenvolvem ,  se consolidam e se destilam as virtudes que, de seu turno vão engendrar os costumes, as tradições, enfim a cultura e as civilizações.

No que concerne ao conceito de cultura,  é lugar comum dizer-se que é o conjunto das manifestações de um povo  nas mais variadas atividades do agir humano: na música, no teatro,  na gastronomia, na poesia e na literatura, nas danças, esculturas, pinturas, nas vestimentas e adornos,  enfim, nos diversos ramos do conhecimento, etc.

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No entanto, a rigor, para que essas expressões possam merecer tal nome, devem estar sempre relacionadas e sempre buscar o favorecimento dos princípios da verdade, do bem e do belo.

Muitas vezes ouvi dizer que a arte é a expressão do belo. Em outras palavras, conforme refletimos nos posts “A pulcritude do belo” e “Há esperança?”, uma sociedade deve buscar sempre o aprimoramento do espírito, a Virtude, ou seja, a Honestidade.

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Tratando do tema, o Professor Plinio Correa de Oliveira, em conferência  publicada pela revista Catolicismo nº 51, de Março 1955, teceu o seguinte comentário: “Entretanto, podemos considerar seriamente o assunto, tomando a palavra “cultura” nos mil significados de que ela se reveste na linguagem de tantos povos, classes sociais e escolas de pensamento, e começando por mostrar que em todas estas acepções a “cultura” contém sempre um elemento basilar invariável, isto é, o aprimoramento do espírito humano.

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Dr. Plinio

No âmago da noção de aprimoramento, está a ideia de que todo homem tem em seu espírito qualidades susceptíveis de desenvolvimento, e defeitos passíveis de repressão. O aprimoramento tem pois dois aspectos: um, positivo, e que significa crescimento do que é bom, e outro negativo, ou seja, a poda do que é mau”.

O que vale dizer, que cultura não é tudo aquilo que o homem produz ou realiza, porquanto para sua caracterização é necessário que contenha sempre o aspecto positivo que implica o aperfeiçoamento do que é bom e a poda do que é mau e nocivo. E logo se vê que as

manifestações a que algumas pessoas chamaram de expressão cultural, não passam de manifestações de ódio metafísico a Deus e ao que é sagrado e explosões de anticultura.

Portanto a liberdade de expressão será legítima e sadia se for exercida com responsabilidade e comprometida com a verdade, respeitando os direitos alheios e imbuída do escopo de fazer o bem e favorecer a prática das virtudes.

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E, por conseguinte, não poderá ser aceita nem digna de tal nome, se atentar de forma ignóbil e preconceituosa contra os princípios elementares do respeito à vida, à dignidade e honra de crianças, e às crenças e símbolos que, além de representativos de pessoas sagradas e verdadeiras, como o são Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora, são venerados e amados pela imensa maioria de nossa população!

Destarte, não e não, a essas explosões de ódio e blasfêmias ao Sagrado; ao atentado ao pudor, à inocência e à dignidade de crianças e aliás, também da maioria de nossa população; ao feio e grotesco, que jamais serão justificados por uma minoria insignificante de pessoas e por alguns órgãos de nossa imprensa, sob o infundado e sofístico pretexto de liberdade de expressão.

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Feitas tais colocações preliminares, deixo-lhes um artigo do já falecido D. Lucas Moreira Neves, que foi Cardeal Arcebispo de Salvador (de 1987 a 1998), o qual foi publicado na edição do Jornal do Brasil, de 13 de janeiro de 1993.

São palavras duras de um dos mais influentes e respeitados Cardeais da Igreja Católica que chegou a ocupar  no Vaticano o  importantíssimo cargo de Prefeito  da Congregação  para os Bispos, mas utilíssimas para um…. quem sabe, exame de consciência nacional e mudança de atitudes e de rumo, enquanto é tempo, pois com Deus não se brinca!

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“J’accuse! – A escola de criminalidade e violência que se tornou a televisão brasileira.

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Dom Lucas Moreira Neves

Do polêmico manifesto de Emile Zola estou plagiando somente o título – e, se puder, a veemência. Fora isso, não pretendo revisitar nesta crônica o clamoroso affaire Dreyfus. O meu j’accuse é assestado contra a televisão brasileira. E o lanço como brasileiro preocupado com meu País e como bispo responsável por grande número de fiéis.

Não quero, de modo algum, generalizar. Estou pronto a excetuar da minha acusação o canal dedicado à educação e cultura e os programas que, nos diferentes canais, contribuem para o crescimento e a elevação cultural e humana da população.

Feito isso, e tomando por testemunhas a sociedade brasileira em geral, os pais de família e os educadores em particular, os pastores de Igrejas e líderes religiosos, eu acuso a televisão brasileira pelos seus muitos delitos.

Acuso-a de descumprir sistematicamente as funções em vista das quais obteve do governo uma concessão: informar, educar, cultivar, formar consciência e divertir. Em vez disso, ávida somente de pontos no Ibope e de faturamento, ela não hesita em apelar aos instintos mais baixos do homem. Seu pecado mais grave é o que concerne à educação por ser esta a necessidade e as exigências fundamentais no nosso País. Com raras e louváveis exceções, a tevê brasileira não só  (não) educa, mas, com requinte de perversidade, deseduca. Abusando dos seus recursos técnicos, do seu poder de persuasão e de penetração nos lares do País inteiro, ela destrói o que outras instâncias pedagógicas e educativas, a duras penas, procuram construir.

Acuso a televisão brasileira de ministrar copiosamente à sua clientela os dois ingredientes que, por um curioso fenômeno, andam sempre juntos: a violência e a pornografia. A primeira é servida em filmes para todas as idades. A segunda impera, solta, em qualquer gênero televisivo: telenovelas, entrevistas, programas ditos humorísticos, spots publicitários e clips de propaganda. Há cerca de três anos, em artigo no JB, o editor e jornalista Sérgio Lacerda denunciava que, com sua enxurrada de pornografia, a TV brasileira está formando uma geração de voyeurs.

Acuso a televisão do nosso País de estar utilizando aparelhagens e equipamentos sofisticados com o objetivo de imbecilizar faixas inteiras da população. Uma geração de debilóides. O processo se torna consternador e inquietante quando, a pretexto de humor, um instrumento de educação, como a escola, se transforma em “escolinha”, onde o mau gosto, a idiotice, o achincalhe são dados em pasto a crianças, adolescentes e jovens em formação. Em matéria de humor televisivo, aliás, poucos o analisaram tão profundamente como Moacyr Werneck de Castro, ao apontá-lo como verdadeira regressão à infância, por meio de um ‘repertório de boçalidades’ (Humor na Televisão, JB 06/07/91).

Acuso a TV brasileira de ser demolidora dos mais autênticos e inalienáveis valores morais, sejam eles pessoais ou sociais, familiares, éticos, religiosos e espirituais. Demolidora porque não somente zomba deles, mas os dissolve na consciência do telespectador e propõe, em seu lugar, os piores contravalores. Neste sentido, é assustadora a empresa de demolição da família e dos mais altos valores familiares – amor, fidelidade, respeito mútuo, renúncia, dom de si – realizada quotidianamente, sobretudo pelas telenovelas. Em lugar disso, o deboche e a dissolução, o adultério, o incesto.

Acuso a TV brasileira de ser corruptora de menores, em virtude de programas da mais baixa categoria moral, pelas cenas e pelo palavreado, em horários em que crianças estão diante da caixa mágica.

Acuso-a de atentar contra o que há de mais sagrado, como seja, a vida. Não há muitos dias, em programa reprisado, milhares de espectadores viram e ouviram, no diálogo entre um talkman e uma jovem de vinte anos a mais explícita apologia do aborto e o não velado incitamento à supressão de vidas humanas no seu nascedouro.

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Acuso-a de disseminar, em programas vários, idéias, crenças, práticas e ritos ligados a cultos os mais estranhos. Ela se torna, deste modo, veículo para a difusão de magia, inclusive magia negra, satanismo, rituais nocivos ao equilíbrio psíquico.

Acuso a TV brasileira de destilar em sua programação e instilar nos telespectadores, inclusive jovens e adolescentes, uma concepção totalmente aética da vida: triunfo da esperteza, do furto, do ganho fácil, do estelionato. Neste sentido, merecem uma análise à parte as telenovelas brasileiras sob o ponto de vista psicossocial, moral, religioso.

Quando foi que, pela última vez, uma novela brasileira abordou temas como os meninos de rua, os sem-teto e sem-trabalho, os marginalizados em geral? Qual foi a novela que propôs ideais nobres de serviço ao próximo e de construção de uma comunidade melhor?404674_10150647049415850_506470849_11208315_863731189_n.jpg

Em lugar disso, as telenovelas oferecem à população empobrecida, como modelo e ideal, as aventuras de uma burguesia em decomposição, mas de algum modo atraente.

 

Acuso, enfim, a televisão brasileira de instigar à violência: ‘A televisão brasileira terá de procurar dentro de si as causas da violência que ela desencadeou e de que foi vítima’ (Editorial Estrelas candentes, JB, 06/01/93). ’Já se chamou a atenção para o fato de que o crescimento de rede monopolística da televisão coincida com o crescimento da violência no país e jamais se chegará no âmago da questão enquanto a própria televisão se recusar a assumir sua responsabilidade’ (Editorial Limites da dor, JB, 08/01/93). Ela não pode procurar álibis quando essa violência produz frutos amargos. Quem matou, há dias, uma jovem atriz? Seria ingenuidade não indiciar e não mandar ao banco dos réus uma co-autora do assassinato: a TV brasileira. A novela das oito. E – sinto ter que dizê-lo – a própria novela De corpo e alma”.

Cardeal, e ex-Primaz do Brasil Dom Lucas Moreira Neves (+ in memoriam)

Artigo publicado em 13 de janeiro de 1993 no Jornal do Brasil

No Evangelho de São Mateus, há uma passagem na qual fica patenteada a gravidade do escândalo praticado contra crianças e o castigo que Jesus promete a quem lhe der causa.

São Mateus 18:1-7:

“1. Neste momento os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: Quem é o maior no Reino dos céus?

  1. Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse:
  2. Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus;

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  1. Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus.
  2. E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe.
  3. Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar.
  4. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa!”

E para completar esta reflexão em torno de situação tão grave que atinge o Brasil e muitos outros países, atualmente, transcrevo abaixo palavras do Papa Paulo VI, que deixam clara a existência do demônio e de sua atuação perversora sobre o mundo, as quais lançam ainda mais luzes  sobre a questão do mal e sobre o mistério da iniquidade.

Mas quero encerrar o presente post registrando a minha confiança em que Deus fará cessar esse estado de coisas no qual se debate o mundo, pois foi o próprio Jesus que nos prometeu: “ Confiança! Confiança! Eu venci o mundo!”

E também porque Nossa Senhora nos assegurou em Fátima: “ Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”

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Paulo VI

“Quais são, atualmente, as maiores dificuldades da Igreja? Não vos cause espanto nossa resposta, como simplista ou mesmo como supersticiosa e irreal: uma das maiores necessidades é a defesa contra aquele mal que denominamos demônio. […]

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Realidade terrível, misteriosa e assustadora

O mal não é apenas uma deficiência, mas sim uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Terrível realidade. Misteriosa e assustadora.

Sai do âmbito do ensinamento bíblico e eclesiástico quem se nega a reconhecer a existência desta realidade, interpretando-a como um princípio que existe por si, sem ter, como toda criatura, sua origem em Deus; ou então a explica como uma pseudorrealidade, uma personificação conceptual e fantástica das causas desconhecidas de nossas desgraças.

O problema do mal – analisado em sua complexidade e em sua absurdidade em relação à nossa racionalidade unilateral – torna-se assim obsessivo, constituindo a mais forte das dificuldades para compreendermos o cosmos sob o ponto de vista religioso. Não sem razão sofreu Santo Agostinho durante anos: “Quærebam unde malum, et non erat exitus – Eu procurava de onde vinha o mal, e não encontrava explicação” (Confissões, VII, 5; 7; 11).

Eis, portanto, a importância que adquire advertirmos o mal para uma correta concepção cristã do mundo, da vida e da salvação.

Ameaça assinalada em muitíssimas passagens do Novo Testamento

Primeiro, no desenvolvimento da história evangélica, quem não se recorda da página densíssima de significados da tríplice tentação de Cristo, no início de sua vida pública? Ou dos muitos episódios evangélicos nos quais o demônio se encontra com o Senhor e aparece nos seus ensinamentos? E como não haveríamos de recordar que ­Jesus Cristo, referindo-se três vezes ao demônio como seu adversário, o qualifica como “príncipe deste mundo” (Jo 12, 31; 14, 30; 16, 11)?

Diversas passagens do Evangelho nos indicam que não se trata de um só demônio, mas de muitos; um, porém, é o principal: satanás, que significa o adversário, o inimigo; e muitos outros com ele, todos criaturas de Deus, mas decaídas e condenadas, por terem sido rebeldes; todo um mundo misterioso, convulsionado por um drama infelicíssimo, do qual conhecemos muito pouco.

Fissuras através das quais pode facilmente penetrar

O demônio está na origem da primeira desgraça da humanidade; foi ele o tentador falacioso e fatal do primeiro pecado, o pecado original. Por essa queda de Adão, o demônio adquiriu certo domínio sobre o homem, do qual só a Redenção de Cristo nos pôde libertar.

É uma história que ainda se desdobra: recordemos os exorcismos do Batismo e as frequentes referências da Sagrada Escritura e da Liturgia ao agressivo e opressor “poder das trevas”. É o inimigo número um, é o tentador por excelência. Sabemos, assim, que esse ser tenebroso e perturbador existe realmente e continua agindo com aleivosa astúcia; é o inimigo oculto que semeia erros e desventuras na história humana. […]

Numerosos são os que hoje preferem exibir-se como fortes e livres de preconceitos, assumir ares positivistas, e depois dão fé a tantas gratuitas superstições de magias ou populares; pior ainda, abrir a própria alma – a própria alma batizada, visitada muitas vezes pela presença eucarística e habitada pelo Espírito Santo! – às licenciosas experiências dos sentidos, às deletérias experiências dos estupefacientes, como também às seduções ideológicas dos erros da moda, fissuras estas através das quais pode o maligno facilmente penetrar e alterar a mentalidade humana.

Não quero dizer que todo pecado seja devido diretamente à ação diabólica; mas é verdade que quem não se vigia com certo rigor moral expõe-se à influência do mysterium iniquitatis, ao qual se refere São Paulo, e que torna problemática a alternativa de nossa salvação.

“O mundo todo jaz sob o maligno”

Nossa doutrina se torna incerta, por estar obscurecida pelas mesmas trevas que circundam o demônio. Mas nossa curiosidade, excitada pela certeza da sua multíplice existência, torna-se legítima com duas perguntas. Existem sinais, e quais, da presença da ação diabólica? E quais são os meios de defesa contra tão insidioso perigo?

A resposta à primeira pergunta requer muita cautela, embora os sinais do maligno pareçam por vezes tornar-se evidentes. Podemos supor sua sinistra ação onde a negação de Deus se mostra radical, sutil e absurda, onde a mentira se afirma hipócrita e poderosa contra a verdade evidente, onde o amor é extinto por um egoísmo frio e cruel, onde o nome de Cristo é impugnado com ódio consciente e rebelde, onde o espírito do Evangelho é mistificado e negado, onde o desespero se afirma como a última palavra, etc.

Mas é um diagnóstico por demais amplo e difícil, que não pretendemos aprofundar e autenticar agora, não carente, entretanto, de dramático interesse para todos; a ele também a literatura moderna dedicou páginas famosas.

O problema do mal continua sendo uma das maiores e permanentes questões para o espírito humano, inclusive após a vitoriosa resposta dada pelo próprio Jesus Cristo. “Sabemos – escreve o Evangelista São João – que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o maligno” (I Jo 5, 19).

A defesa decisiva é a graça

À outra pergunta – qual defesa, qual remédio opor à ação do demônio? – a resposta é mais fácil de formular, embora continue difícil de concretizar. Podemos dizer que tudo quanto nos resguarda do pecado, nos defende ipso facto do inimigo invisível. A defesa decisiva é a graça. A inocência adquire um aspecto de fortaleza.

Além disso, cada um se recorda de quanto a pedagogia apostólica simbolizou na armadura de um soldado as virtudes que podem tornar invulnerável o cristão. O cristianismo deve ser militante; deve ser vigilante e forte; e deve por vezes recorrer a algum exercício ascético especial para afastar certas incursões diabólicas. Isto nos ensina Jesus, indicando o remédio “na oração e no jejum” (Mc 9, 29). E o Apóstolo sugere a linha mestra a seguir: “Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem” (Rm 12, 21; cf. Mt 13, 29).

Conscientes, pois, das adversidades nas quais se encontram hoje as almas, a Igreja e o mundo, procuraremos dar sentido e eficácia à habitual invocação de nossa principal oração: “Pai nosso… livrai-nos do mal!”. ²

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A  Família é Divina

Beato Paulo VI. Excertos da Audiência geral de 15/11/1972 – Tradução: Arautos do Evangelho

Leia mais em: https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-mateus/18/;

Revista Catolicismo nº 51, de Março 1955;

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2 comentários em “A família, a televisão e o perversor

  1. Do ponto de vista espiritual, religioso, nada a acrescentar, apenas corroborar e aplaudir as sábias manifestações muito bem encaixadas e transcritas neste post.

    Acrescentaria, entretanto, alguns aspectos sociológico, ideológico e político que gestaram a abominável guerra declarada à familia, como forma de se implantar o comunismo ateu em todo o mundo. Sem adentrar a detalhes, posto não possuir cátedra para tal, remonto ao final do Século XXIX para citar Marx e Engels, pensadores, que lançaram as regras e conceitos comunistas. Ambos colocam a família como algo nocivo ao bem comum e por isso, contra ela, lançam seus ataques virulentos e falaciosos. Em resumo, como forma de coopitar, atrair e fisgar militantes, visam à desconstrução da família para afastar seus membros, especialmente, jovens e adolescentes, passando ao controle educacional e ideológico dessas pessoas. Depois de arregimentados, doutrinados e afastados dos seus, são reeducados, tornam-se ateus, amorais e incitados ao ódio à família burguesa e ao capitalismo. Mais adiante, surge o “proibido proibir” e, aí, com aval da grande mídia, chegamos no descalabro da inversão de valores em que arte se confunde com pedofilia e zoofilia; o honesto ri de si mesmo; o corrupto se acha herói impoluto; e a liberdade de expressão é absoluta. A nós, defensores da familia como instituição divina, cabe-nos lutar de todas as formas contra todos e quaisquer abusos e escândalos que atentam contra a moral e ética social. Que Deus nos abençoe, guie e proteja nessa travessia tempestuosa em que nos vemos.

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    1. .Realnente meu cunhado você chamou a atencão muito bem para o ódio do comunismo à instituicão da família, que na verdade é o maior obstáculo para a implantacão desta ideologia tão nefasta para a humanidade.
      Álias, muito mais do que uma ideologia o comunismo, incluídos os seus diversos matizes é no dizer de Dr. Plínio uma seita atéia e filosófica que tem uma visão do mundo completamente oposta à visão do cristianismo.
      Por isso que foi condenado diversas vezrs pela igreja, inclusive com graves penas canônicas para quem o professa. Abraço

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