A Medalha Milagrosa

Hoje, 27 de novembro de 2017, faz 187 anos da aparição de Nossa Senhora a uma jovem e humilde freira, chamada Catarina Labouré, na Capela do Convento das Irmãs de Caridade, localizada na Rue de Bac, na famosa cidade de Paris, capital da França.

20060711_2.jpg
Convento da Rue de Bac

 Na verdade, Nossa Senhora já lhe aparecera antes, no mesmo longínquo ano de 1830, atendendo um inocente, mas ardoroso desejo que nutria em sua alma, desde que uma Irmã de hábito lhe falara dos santos e de modo especial de Nossa Senhora, enfatizando a necessidade de termos uma grande devoção à Nossa Mãe do Céu.

Assim ela descreve o que aconteceu:

“A Madre Marta nos falara sobre a devoção aos santos, em particular sobre a devoção à Santíssima Virgem – o que me deu desejo de vê-La – e me deitei com esse pensamento: que nessa noite mesmo, eu veria minha Boa Mãe. Como nos haviam distribuído um pedaço do roquete de linho de São Vicente, cortei a metade e a engoli, adormecendo com o pensamento de que São Vicente me obteria a graça de contemplar a Santíssima Virgem.

large_thumbnail.jpg

Enfim, às onze e meia da noite, ouvi alguém me chamar:

– Irmã Labouré! Irmã Labouré!

Acordando, abri a cortina e vi um menino de quatro a cinco anos, vestido de branco, que me disse:

– Levantai-vos depressa e vinde à Capela! A Santíssima Virgem vos espera.

Logo me veio o pensamento de que as outras irmãs iam me ouvir. Mas, o menino me disse:

– Ficai tranquila, são onze e meia; todas estão profundamente adormecidas. Vinde, eu vos espero.

Vesti-me depressa e me dirigi para o lado do menino, que permanecera de pé sem se afastar da cabeceira de meu leito. Eu o segui. Sempre à minha esquerda, ele lançava raios de claridade por todos os lugares onde passávamos, nos quais os candeeiros estavam acesos, o que muito me espantava. Porém, muito mais surpresa fiquei ao entrar na capela: logo que o menino tocou a porta com a ponta do dedo, ela se abriu. E meu espanto foi ainda mais completo quando vi todas as velas e castiçais acesos, o que me recordava a missa de meia-noite. Entretanto, eu não via a Santíssima Virgem.

O menino me conduziu para dentro do santuário, até o lado da cadeira do diretor espiritual*. Ali me ajoelhei, enquanto o menino continuou de pé. Como o tempo de espera estava me parecendo longo, olhei para a galeria para ver se as irmãs encarregadas da vigília noturna não passavam por ali.

Por fim, chegou o momento. O menino me alertou, dizendo:

– Eis a Santíssima Virgem! Ei-La!”

Nesse instante, Catarina ouve um ruído, como o frufru de um vestido de seda, vindo do alto da galeria. Levanta os olhos e vê uma senhora com um traje cor de marfim, que se prosterna diante do altar e vem se sentar na cadeira do Padre Diretor.

A vidente estava na dúvida se Aquela era Nossa Senhora. O menino, então, não mais com timbre infantil, mas com voz de homem e em tom autoritário, disse:

St-Catherine_Laboure_LorANge_ARt600w_1_.jpg

– Eis a Santíssima Virgem!

A Irmã Catarina recordaria depois:

Dei um salto para junto d’Ela, ajoelhando-me ao pé do altar, com as mãos apoiadas nos joelhos de Nossa Senhora… Ali se passou o momento mais doce de minha vida. Ser-me-ia impossível exprimir tudo quanto senti.

Ela disse como me devo conduzir face a meu diretor espiritual, como me comportar em meus sofrimentos vindouros, mostrando-me com a mão esquerda o pé do altar, onde eu devo vir me lançar e expandir meu coração. Lá receberei todas as consolações de que necessito. Eu Lhe perguntei o que significavam todas as coisas que vira e Ela me explicou tudo:” ( vide “A Medalha Milagrosa –Histórias e celestiais promessas”, de autoria do Monsenhor João S. Clá Dias)

E nesta oportunidade, Nossa Senhora lhe disse coisas muito sérias e profetizou acontecimentos envolvendo a França, mas com importante significado para o mundo inteiro, conforme narrado pela santa vidente:

“- Minha filha, Deus quer te encarregar de uma missão. Terás muito que sofrer, porém hás de suportar, pensando que o farás para a glória de Deus. Saberás (discernir) o que é de Deus. Serás atormentada, até pelo que disseres a quem está encarregado de te dirigir. Serás contraditada, mas terás a graça. Não temas. Dize tudo com confiança e simplicidade. Serás inspirada em tuas orações. O tempo atual é muito ruim. Calamidades vão se abater sobre a França. O trono será derrubado. O mundo inteiro se verá transtornado por males de todo tipo (a Santíssima Virgem tinha um ar muito entristecido ao dizer isso). Mas venham ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas sobre todas as pessoas, grandes e pequenas, particularmente sobre aquelas que as pedirem com confiança e fervor. O perigo será grande, porém não deves temer: Deus e São Vicente protegerão esta Comunidade”. ( Op. Cit)

Charles_X_of_France_1.PNG
Rei Carlos X

As Profecias da Mãe de Deus se cumpriram, deixando patente a seriedade e autenticidade da Aparição.

Com efeito, uma semana depois dessa bendita noite eclodiu nas ruas de Paris a Revolução de 1830, e em meio a desordens sociais e políticas, o Rei Carlos X foi derrubado do trono “e por toda parte se verificaram manifestações de um anticlericalismo violento e incontrolável, com igrejas profanadas, cruzes lançadas por terra, comunidades religiosas invadidas, devastadas e destruídas, sacerdotes perseguidos e maltratados. No entanto, Nossa Senhora preservou os Padres Lazaristas e as Filhas da Caridade, Congregações fundadas por São Vicente de Paulo”.(cf. op, cit)

921px-Vernet_-_31_juillet_1830_-_Louis-Philippe_quitte_le_Palais-Royal.jpg
Revolução de 1830

Outras profecias feitas por Nossa Senhora também se cumpriram à risca, tempos depois. A mais terrível foi a de que o Arcebispo de Paris seria morto, o que veio a ocorrer 40 anos após, no ano de 1870, como consequência de uma guerra fratricida, na qual a Alemanha derrotou a França, desencadeando em Paris violentas convulsões político-sociais perpetradas por um movimento conhecido sob o nome de “Comuna”. Tais desordens deram lugar a  novas e crueis perseguições religiosas, nas quais o Arcebispo de Paris, Monsenhor Darboy, que houvera sido encarcerado, foi brutalmente fuzilado no cárcere, e em seguida foram assassinados vinte dominicanos e outros clérigos, além de soldados. Em meio a tudo isto, mais uma vez, as Congregações fundadas por São Vicente de Paulo atravessaram incólumes, e quando tudo parecia perdido, Santa Catarina dizia a suas irmãs: “Esperai” – dizia – “a Virgem velará por nós…nãos nos acontecerá nenhum mal”.

laubore.jpg
Santa Catarina Labouré

Mas voltemos à aparição de 27 de novembro de 1830, pois foi nela que Nossa Senhora doou para o mundo inteiro, um presente valiosíssimo associado a uma promessa pervadida de amor e misericórdia para quem o aceitasse e usasse do modo que prescreveu a Santa Catarina, qual seja : a Medalha Milagrosa!

Sim, meus irmãos e minhas irmãs, Nossa Senhora fiel ao legado que seu Divino Filho Lhe deu, do alto da Cruz, próximo de sua Morte, ou seja, todos os homens e mulheres, naquele momento representados pelo Apóstolo amado São João, como filhos seus, não cessou uma fração de segundo sequer de cuidar, proteger, admoestar e interceder por nós como Mãe amorosa e previdente, mediante todos os meios, vindo ao Mundo, em diversas oportunidades, como se acha consignado em documentos e monumentos  fidedignos e insofismáveis existentes na História de todos os Países! Que o digam Lourdes, La Salette, Saragoça, Fátima, Guadalupe, Las Lajas, Aparecida, Círio de Nazaré, entre centenas de outras devoções! E em todos os sítios  onde  Ela aparece ou suscita uma devoção, mediante alguma circunstância especial,  ocorrem milagres portentosos ou silenciosos, que a cada ano atraem milhões de devotos, visitantes e curiosos, que vão em busca de um auxílio, de um consolo , de uma cura, de um conselho, enfim, de um favor de nossa Mãe do Céu!

Sao-Vicente-de-Paulo-8.jpg
São Vicente de Paulo – Fundador da Congregação das Irmãs de Caridade

E as Aparições da Rue de Bac, de 1830, de modo específico a Segunda delas, se inserem nesse agir constante, maternal e eficaz de Nossa Senhora em prol de seus filhos, que peregrinam em meio a toda sorte de perigos, tentações e sofrimentos, neste vale de lágrimas que é a vida aqui na terra, ajudando-os a conquistar a paz  e a Vida Eterna.

Assim relata Santa Catarina como se deu e o que disse Nossa Senhora, na Segunda Aparição:

“Quatro meses transcorreram desde aquela prodigiosa noite em que Santa Catarina contemplara pela primeira vez a Santíssima Virgem. Na inocente alma da religiosa cresciam as saudades daquele bendito encontro e o desejo intenso de que lhe fosse concedido de novo o augusto favor de rever a Mãe de Deus. E foi atendida.

Era 27 de novembro de 1830, sábado. Às cinco e meia da tarde, as Filhas da Caridade encontravam-se reunidas na sua capela da rue du Bac para o costumeiro período de meditação. Reinava perfeito silêncio nas fileiras das freiras e noviças. Como as demais, Catarina se mantinha em profundo recolhimento. De súbito…

Pareceu-me ouvir, do lado da galeria, um ruído como o” frufru” de um vestido de seda. Tendo olhado para esse lado, vi a Santíssima Virgem à altura do quadro de São José. De estatura média, sua face era tão bela que me seria impossível dizer sua beleza.

A Santíssima Virgem estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora, feito segundo o modelo que se chama à la Vierge, mangas lisas, com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até embaixo. Sob o véu, vi os cabelos repartidos ao meio, e por cima uma renda de mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos. O rosto bastante descoberto, os pés pousados sobre uma meia esfera. Nas mãos, elevadas à altura do estômago de maneira muito natural, Ela trazia uma esfera de ouro que representava o globo terrestre. Seus olhos estavam voltados para o Céu… Seu rosto era de uma incomparável formosura. Eu não saberia descrevê-lo…

De repente, percebi em seus dedos anéis revestidos de belíssimas pedras preciosas, cada uma mais linda que a outra, algumas maiores, outras menores, lançando raios para todos os lados, cada qual mais estupendo que o outro. Das pedras maiores partiam os mais magníficos fulgores, alargando-se à medida que desciam, o que enchia toda a parte inferior do lugar. Eu não via os pés de Nossa Senhora.

Nesse momento, quando eu estava contemplando a Santíssima Virgem, Ela baixou os olhos, fitando-me. E uma voz se fez ouvir no fundo de meu coração, dizendo estas palavras:

– A esfera que vês representa o mundo inteiro, especialmente a França… e cada pessoa em particular…

Não sei exprimir o que senti e o que vi nesse instante: o esplendor e a cintilação de raios tão maravilhosos…

escultura-nossa-senhora-das-gracas-132mt-po-de-marmore-D_NQ_NP_884162-MLB25635643440_052017-O.jpg

– Estes (raios) são o símbolo das graças que Eu derramo sobre as pessoas que mas pedem – acrescentou Nossa Senhora, fazendo-me compreender quão agradável é rezar a Ela, quanto Ela é generosa para com seus devotos, quantas graças concede às pessoas que Lhas rogam, e que alegria Ela sente ao concedê-las.

– Os anéis dos quais não partem raios (dirá depois a Santíssima Virgem), simbolizam as graças que se esquecem de me pedir.

Nesse momento formou-se um quadro em torno de Nossa Senhora, um pouco oval, no alto do qual estavam as seguintes palavras: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”, escritas em letras de ouro.

Uma voz se fez ouvir então, dizendo-me:

– Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que a usarem com confiança…

Nesse instante, o quadro me pareceu girar e vi o reverso da medalha: no centro, o monograma da Santíssima Virgem, composto pela letra “M” encimada por uma cruz, a qual tinha uma barra em sua base. Embaixo figuravam os Corações de Jesus e de Maria, o primeiro coroado de espinhos, e o outro, transpassado por um gládio. Tudo desapareceu como algo que se extingue, e fiquei repleta de bons sentimentos, de alegria e de consolação”. ( Op. Cit.)

Nossa Senhora ainda apareceu uma terceira vez a Santa Catarina, em meio a raios de luz, causando-lhe uma inexprimível alegria, valendo destacar uma voz, que nesta oportunidade Catarina ouviu no fundo de seu coração: “estes raios são símbolo das graças que a Santíssima Virgem obtém para as pessoas que Lhas pedem”.

Não foi fácil a Santa Catarina conseguir que o seu confessor, o Padre Aladel, atendesse o pedido de Nossa Senhora. Todavia, em 1832, o sacerdote enfim cedeu aos seus rogos e levou o caso ao Arcebispo de Paris, Dom Quelen  que autorizou fosse cunhada e em seguida reproduzida a Medalha Milagrosa. À primeira cunhagem de 1500 medalhas, sucederam-se milhões de outras e até hoje as reproduções se multiplicam, tal é o  poder de atração da medalha e sua aceitação em todo o orbe. E assim, abriu-se um cortejo interminável de graças e milagres que certamente irão até os fins dos tempos. O primeiro deles foi debelar a cólera, que se abateu sobre a França, em 1832, ceifando a vida de milhares de pessoas.

Como se observa pela foto abaixo, a medalha é em formato ovalado, contendo representações e símbolos, em ambos os lados.

medalha-milagrosa-dourada-com-azul-imaculada-conceicao.jpg

No lado principal:

Nossa Senhora: Maria aparece esmagando a cabeça da serpente. É a mulher que esmaga a cabeça da serpente, que é o demônio, já estava predita na Bíblia, no livro do Gênesis: “Porei inimizade entre ti e a mulher… Ela te esmagará a cabeça e tu procurarás, em vão, morder-lhe o calcanhar”. Deus declara iniciada a luta entre o bem e o mal. Essa luta é vencida por Jesus Cristo, o “novo Adão”, juntamente com Maria, a corredentora, a “nova Eva”. É em Maria que se cumpre essa sentença de Deus: a mulher finalmente esmagará a cabeça da serpente, para que não mais a morte, sobretudo da alma, pudesse escravizar os homens.

Os raios: Simbolizam as graças que Nossa Senhora derrama sobre os seus devotos. A Santa Igreja, por isso, a chama Tesoureira de Deus.

Do outro lado da Medalha:

As 12 estrelas: Correspondem aos doze apóstolos e representam a Igreja. Simbolizam as 12 tribos de Israel. Maria Santíssima também é saudada como “Estrela do Mar” na oração Ave, Stella Maris.

O coração cercado de espinhos: É o Sagrado Coração de Jesus. Foi Maria quem o formou em seu ventre. Nosso Senhor prometeu a Santa Margarida Maria Alacoque a graça da vida eterna aos devotos do seu Sagrado Coração, que simboliza o seu infinito e ilimitado Amor.

O coração transpassado por uma espada: É o Imaculado Coração de Maria, inseparável ao de Jesus: mesmo nas horas difíceis de Sua Paixão e Morte na Cruz, Ela estava lá, compartilhando da Sua dor, sendo a nossa corredentora.

O M: Significa Maria. Esse M sustenta o travessão e a Cruz, que representam o Calvário. Essa simbologia indica a íntima ligação de Maria e Jesus na História da salvação.

O travessão e a Cruz: Simbolizam o calvário. Para a doutrina católica, a Santa Missa é a perpetuação do sacrifício do Calvário, portanto, ressaltam a importância do Sacrifício Eucarístico na vida do cristão.

O ideal é que se peça a um sacerdote que abençoe a medalha, a fim de que seus efeitos sejam mais amplos. Por outro lado, não podemos perder de vista que a medalha milagrosa como o escapulário do Carmo, o “Agnus Dei”, entre outros objetos de piedade congêneres, não é um amuleto. De forma nenhuma. Ela é um sacramental, isto é um sinal sensível aprovado e abençoado pela Igreja Católica, para que nos auxilie em nossa vida espiritual nos predispondo a amarmos mais a Deus, a nos aproximarmos dos Sacramentos, etc. E para isso é preciso que a usemos com respeito e devoção desejando receber de Deus, por meio de Nossa Senhora, as graças e favores que ela significa, osculando-a sempre e repetindo a jaculatória nela inscrita: “Ó Maria Concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!”.

Consoante dito mais acima, os efeitos causados pelo uso adequado da Medalha Milagrosa  são tanto de ordem espiritual quanto material, e muitos deles se passam silenciosamente nos corações de quem a usa piedosamente.

Mas os testemunhos de graças, favores e milagres são incontáveis.

Para não me alongar muito, deixo-lhes apenas três, a saber:

  • Conversão do jovem Ratisbonne

“Os prodígios da misericórdia divina operados através da Medalha correram de boca em boca por toda a França. Em poucos anos, já se difundia pelo mundo inteiro a notícia de que Nossa Senhora havia indicado pessoalmente a uma freira, Filha da Caridade, o modelo de uma medalha que mereceu imediatamente o nome de “Milagrosa”, pois imensos e copiosos eram os favores celestiais alcançados pelos que a usavam com confiança, segundo a promessa da Santíssima Virgem.

Ratisbonne.jpg

Em 1839, mais de dez milhões de medalhas já circulavam pelos cinco continentes, e os registros de milagres chegavam de todos os lados: Estados Unidos, Polônia, China, Etiópia…

Nenhum, porém, causou tanta surpresa e admiração quanto o noticiado pela imprensa em 1842: um jovem banqueiro, aparentado com a riquíssima família Rotschild, judeu de raça e religião, indo a Roma com olhos críticos em relação à Fé Católica, converteu-se subitamente na Igreja de Santo André delle Fratte. A Santíssima Virgem lhe aparecera com as mesmas características da Medalha Milagrosa: “Ela nada disse, mas eu compreendi tudo”, declarou Afonso Tobias Ratisbonne, que logo rompeu um promissor noivado e se tornou, no mesmo ano, noviço jesuíta. Mais tarde se ordenou sacerdote e prestou relevantes serviços à Santa Igreja, sob o nome de Padre Afonso Maria Ratisbonne.

Quatro dias antes de sua feliz conversão, o jovem israelita aceitara, por bravata, a imposição de seu amigo, o Barão de Bussières: prometera rezar todo dia um Lembrai-vos (conhecida oração composta por São Bernardo) e levar ao pescoço uma Medalha Milagrosa. E ele a trazia consigo quando Nossa Senhora lhe aparece.”(op. cit.)

  • Rochefort e a Santíssima Virgem

“Cassagnac  relatou o incidente do duelo que ele travou com Rochefort, a propósito de um artigo por este escrito sobre Maria Antonieta:

“Era o dia 1º de janeiro. Caíam enormes flocos de neve, e o branco manto subia até os joelhos. Entregaram- me o revólver para carregar as seis balas, que Rochefort havia ferozmente exigido, e eu tinha aceito com a despreocupação da juventude e, talvez, a certeza de que não seria necessário usá-las todas, devendo uma só ser suficiente.

Medalha-milagrosa-1.jpg

Rochefort atirou e errou o alvo. Eu atirei. Rochefort caiu. Julguei-o morto, pois a bala o atingiu onde eu tinha visado: em pleno quadril. Destino singular o de Rochefort! Ele é quase sempre ferido em duelo.

“Os assistentes o rodearam. Muito surpreso, o médico constatou que, em vez de ser atravessado de lado a lado, como deveria fatalmente ter acontecido, ele não recebeu mais do que uma violentíssima contusão. Portanto, a bala havia sido desviada. O que a desviara? O médico procurou e, cada vez mais surpreso, mostrou-nos uma medalha furada pela bala, medalha da Virgem que uma mão amiga tinha costurado secretamente na cintura da calça.

“Sem essa milagrosa medalha, Rochefort teria caído morto.”

  • Pessoa curada do câncer

“Agradeço a Nossa Senhora por interceder junto a Jesus Cristo e curar minha irmã de câncer que estava em vários órgãos do corpo (metástase).

nsa-gracas-03.png

Pedi ajuda à nossa Mãe Santíssima, e Ela foi indicando os caminhos que tínhamos que seguir. A minha irmã fez a cirurgia retirando o útero e ovário, e fez seis sessões de quimioterapia. Quando se preparava para a segunda cirurgia para a retirada de mais um órgão, veio a graça: NOS EXAMES NÃO CONSTATARAM NADA.

Obrigada minha Mãe querida. Obrigada Jesus. Te amo muito.

Estamos muito felizes, eu e toda a minha família. – Luiza de Marillac”. (conforme postagem no site http://www.adf.org.br/home/um-testemunho-milogroso-de-cura-do-cancer/)

Portanto não percam a oportunidade de adquirir uma medalha milagrosa hoje ainda e de solicitar a um Padre que a abençoe, e em seguida a coloque em seu pescoço, ou em uma parte adequada da sua roupa ou de sua carteira, e peçam graças especiais a Nossa Senhora das Graças sob cujo título A louvamos, de modo especial neste dia, e me contem depois. Experimentem fazer isto e me contem depois.

Ofereçam, também, a Medalha a alguém que esteja passando por uma necessidade ou provação, que esteja doente,  descrente ou desanimado, expliquem o significado dela, e peçam-lhe que a use. Trata-se de um excelente benefício que fazemos ao nosso próximo.

SANTA CATARINA LABOURÉ5.jpg

Importa salientar que o corpo de Santa Catarina se encontra incorrupto e pode ser visto e venerado sob o altar existente na capela do Convento da Ruc du Bac. Certamente uma homenagem prestada por Deus a uma tão grande Santa que teve o privilégio, em vida, de ver, conversar com Nossa Senhora e de apoiar delicadamente seus braços no santíssimo colo da Mãe de Deus e o que é mais importante, de em tudo fazer a vontade de Deus!

“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, rogai por nós!

Santa Catarina Labouré, rogai por nós!

view.jpg

R

Anúncios

2 comentários em “A Medalha Milagrosa

  1. Essa medalha faz parte da história da familia Cruz. Desde pequeno lembro da Medalha Milagrosa presente em vários acontecimentos. Era uma única medalha, não sei por onde anda, que ficava sob a guarda de tia Amélia e quando a situação exigia, logo recorra-se à interseção de Nossa Senhora via medalha milagrosa. Eu mesmo, quando estive à beira da morte, internado do Hospital Português, além dos sacramentos da unção dos enfermos e extrema unção, estive com a milgrosa medalha ao meu lado durante todo o tempo e a prova de sua eficácia, é este comentário.
    Parabéns pelo post e que a Medalha Milagrosa e seus beneficios nos proteja, amém.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s