O sonho de Catarina Paraguaçu

Caríssimos leitores,  será que vocês conhecem a história  desta grande mulher e de seu sonho, que veio a se tornar uma bela realidade?  Para aqueles que não a conhecem e mesmo  os demais leitores que dela têm algumas informações, vale a pena conhecer um pouco mais a fundo esta história bela e impressionante,  e também detalhes do seu  sonho misterioso  que tem muito a ver com nossa baianidade,  aliás, mais do que isto, com a nossa brasilidade. E assim poderemos constatar como são belas nossas origens.

Resumidamente,  trata-se de  uma mulher  corajosa,  sagaz, de  personalidade marcante, principalmente para a época em que viveu,  virtuosa,  destemida e bela.

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O seu nascimento não se sabe ao certo a data, mas levando em consideração a documentação  de seu batismo, que ocorreu  em Saint Malo na França, em 28 de  julho de 1528, quando   tinha ela em torno de 16 anos, presume-se que ela nasceu em 1512.

Casou-se , teve 4 filhas e veio a falecer em 1586. Seu testamento existente até hoje,  deixa seus bens para  os monges beneditinos. Seus restos mortais repousam na Igreja da Graça, em Salvador.

Era uma índia Tupinambá nativa da região integrante do hoje denominado  Estado  da  Bahia. Segundo sua certidão de batismo encontrada no Canadá (!)  , seu nome verdadeiro seria “ Guaibimpará” e  não “Paraguaçu” (nome que significa “mar grande”), como escreve o Frei José de Santa Rita Durão em seu poema” Caramuru”.

Filha do morubixaba Taparica, da nação Tupinambá. Casou-se com o português Diogo Àlvares Correia, conhecido como” Caramuru”  – Homem de fogo.

Conforme a legenda dourada em torno da vida deste insólito personagem, indissoluvelmente associada à de sua esposa, a  embarcação em que vinha Diogo, proveniente  da Europa,   naufragou no mar da Mariquita em 1510, no Rio Vermelho,  Baía de Todos os Santos. Seus companheiros foram mortos pelos tupinambás, mas ele conseguiu sobreviver, por seu espírito animoso, e  porque dias após,  disparou de forma certeira e mortal  seu mosquete sobre uma ave e com isto  amedrontou e encheu de admiração os indígenas, que assustados gritaram: Caramuru – que significa “ homem  do Fogo”, ou algo assemelhado. Também contou para ser poupado e acolhido pelos tupinambás com a intercessão de Paraguaçu, como veremos mais adiante. A partir de então, passou a viver entre os tupinambás, com este nome, prestando-lhes inestimáveis serviços, seja no campo de batalha como da mediação e arbitragem com outras tribos

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Ademais, conhecedor dos costumes nativos, também contribuiu para facilitar o contato entre os indígenas e os primeiros missionários e administradores  enviados de Portugal, que aqui aportaram.

Como relatado acima, de acordo com  costume terrível de alguns povos indígenas que aqui habitavam, ele ia ser por eles devorado mas salvou-se graças aos disparos de sua arma e à intercessão da índia Paraguaçu, junto a seu pai que era o cacique da tribo. Embora ela estivesse prometida ao índio Gupeva, seu pai  deu-a em “casamento” a Caramuru e quando já tinham  filhos viajaram para a França.  Chegaram em Paris e foram acolhidos pelo Rei Henrique II e pela Rainha Catarina de Medicis, que providenciaram o batismo da nossa índia e seu casamento cristão com Diogo Corrêa, o qual foi celebrado por um Bispo em Saint-Malo. O Rei e a Rainha foram seus padrinhos e  o nome Catarina foi-lhe dado em homenagem à Soberana que a cumulou de honras e presentes. Voltando à Bahia, o casal foi muito importante no estabelecimento de alianças e de uma boa convivência entre  os índios e os portugueses.

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Caramuru

Suas filhas  casaram-se  com colonos portugueses vindos com Martim Afonso de Sousa, dos quais descendem, entre outras famílias importantes, os Garcia d’Àvila. Quando o primeiro Governador-Geral, Tomé de Sousa, chegou à Bahia em 1549, Caramuru ainda vivia, assim como durante o governo de Duarte da Costa.

E nossa Índia foi muito  especial para nosso país.  Ela  contribuiu para construção de  igrejas , praticou muitos atos de caridade e é considerada como um dos maiores símbolos femininos da história do País, por ter exercido um papel  importante na integração das raças que formaram o povo brasileiro.

É considerada a mãe   das mães brasileiras, a matriarca do Brasil e isto não é um mero título honorífico, como veremos mais abaixo.

Queridos irmãos e irmãs, quem reside em Salvador conhece o Bairro da Graça,  um dos mais belos e tradicionais  de nossa Cidade, no qual ainda existem mansões e verdadeiros palacetes, que resistem heroicamente à sanha demolidora de monumentos históricos e artísticos, que há cerca de 100 anos vem fazendo estragos irreparáveis à arquitetura tradicional e de bom gosto de nossos prédios através dos quais podíamos idealizar  e melhor compreender o que foi a Cidade de Salvador nos séculos passados.

Fazendo uma pequena digressão, é  importante  sabermos que Salvador, após fundada, com o decorrer dos séculos, atingiu um padrão de vida que a ombreava a muitas cidades da Europa! No final do século 19, éramos a segunda cidade mais importante do Brasil! A primeira era o Rio de Janeiro.

Como sou soteropolitana, posso dizer que lamentavelmente,  muitos de nossos homens  públicos não souberam  preservar  nosso riquíssimo acervo cultural e civilizacional e dar seguimento a importantes conquistas de nossas gentes, nos mais variados ramos do conhecimento, da arte e dos costumes.

Eu não sei se os queridos leitores sabiam que a pretexto de permitir a implantação de trilhos para bondes, vários prédios, entre os quais Igrejas importantes de nossa Cidade,  foram parcial ou até mesmo totalmente demolidas, como é o caso da antiga Igreja de São Pedro, nas imediações do Relógio de São  de Pedro, conhecido de todos nós . E, pasmem!, até a nossa belíssima Catedral, conhecida como Sé de Palha foi reduzida a escombros para que os bondes pudessem fazer o retorno,  em local hoje conhecido como Belvedere, próximo ao antigo Palácio da Cúria, atualmente em fase restauração!

O bairro da Graça possui uma das Igrejas mais antigas da Bahia e seguramente  a primeira dedicada a Nossa Senhora  em nossas terras. E o local no qual a Igreja  está edificada tem  um grande significado na História de nossa Cidade, pois ali residiram  os dois legendários personagens,  acima mencionados, Diogo Álvares Correia, o Caramuru , e  Catarina Paraguaçu que, conforme vimos mais acima, são a justo título, considerados o patriarca e a matriarca dos brasileiros.  E mais, o primeiro é também considerado pelo escritor Ubaldo Marques Porto

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Igreja da Graça (Salvador-BA)

Filho, em seu livro ,” Caramuru, Patriarca do Brasil” “ , cofundador da Cidade de Salvador! Vocês sabiam disto? Interessante, não é mesmo?

Eu confesso que até recentemente, não sabia, pois apenas aprendi de modo aligeirado em minhas aulas de História, do tempo do ginásio, que antes de Tomé de Souza aqui chegar já habitava em nossa terra o denominado Caramuru, casado com uma índia, filha de um cacique tupinambá, que muito ajudaram o nosso primeiro Governador a  aqui se estabelecer com seu séquito e serem bem aceitos por nossos índios. Aliás,  à época o que me impressionou mesmo foi o episódio do tiro certeiro do Caramuru, que conseguiu com seu mosquete  atingir uma ave em pleno voo, causando medo e  estupefação nos silvícolas e  tudo o mais que  se seguiu a isto.

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Tomé de Souza chegando ao Brasil

Eu ficava intrigada e impressionada com a narrativa! Mas infelizmente, os professores não  aprofundaram  o significado dos fatos e de suas consequências para História da Bahia e do próprio Brasil.

Com efeito, outros fatos houve em torno de tais personagens que nos enchem de alegria, respeito e admiração, na medida em que nos deixam ver a mão de Deus na origem, formação  desenvolvimento e consolidação das nossas primeiras famílias, de modo especial, as da Bahia, após o descobrimento do Brasil.

Uma importante celebração eucarística presidida  pelo Abade do Mosteiro de São Bento, Dom Emanuel do Amaral , em janeiro de 1999, lembrou o grande valor histórico de Paraguaçu, como sendo a mãe das mães brasileiras, o esteio e a origem da família no país. Durante a missa, membros da família fizeram a doação de uma cópia do brasão da ermida de Nossa Senhora da Graça, do Armorial Histórico da Casa da Torre, para a paróquia.

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Casa da Torre (Mata de São João-BA)
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Maquete da Casa da Torre

O historiador Cristóvão de Ávila, descendente do casal, destacou a importância da comemoração como um resgate histórico do berço da sociedade nacional, pois  uma grande parte da nossa população “ não tem a dimensão do seu papel na construção dos nossos costumes, da nossa vida social”.

Sim, meus irmãos, a primeira família cristã brasileira, com assentamento cartorial, foi a de Diogo e Catarina Paraguaçu, a qual se uniu à de Garcia D’Ávila, através do casamento do neto deste com uma filha de Diogo e Catarina, do qual nasceu Fernando Dias D’Ávila o maior senhor feudal do Brasil!  Por seu turno, contam os historiadores que a sesmaria de Garcia D’Ávila se estendia da Bahia até o Maranhão!  É muita terra! Mas em compensação foram muitos os benefícios implementados, como é o caso da introdução em nossas  terra da criação de gado, entre outras coisas importantes.

Porém o que mais importa ressaltar são os benefícios e dadivosidades concedidos pelo nosso querido casal, de modo especial por Catarina, mormente após a morte de seu marido. E mais do que benefícios materiais, Catarina nos legou um belo testemunho de vida , pois era muitíssimo virtuosa  e   uma cristã exemplar. É bom sabermos disto , meus irmãos, pois a todo momento ouvimos dizer, diante de desmandos de várias ordens, que  “o Brasil foi sempre assim”, quase que se afirmando que carregamos uma carga de desonestidade  genética. O que é, me permitam dizer, uma grande mentira, como evidencia esta história e tantas outras não contadas ou deturpadas por historiadores parciais e tendenciosos.

Existem controvérsias em torno de alguns episódios em torno da vida deste emblemático casal, mas isto costuma acontecer, geralmente quando se trata de personagens incomuns  ou diante de um fato extraordinário , de algum milagre ou de um feito heroico, que desafiam a mentalidade racionalista, positivista e por vezes ateia de não poucos historiadores modernos e contemporâneos.

Podemos exemplificar esta mentalidade e essa visão vesga da História,  com o ceticismo desse tipo de  historiadores em face do milagre ocorrido na Batalha de Lepanto, na qual Nossa Senhora apareceu diante da esquadra turca infundindo-lhe medo e terror, o que foi determinante para a vitória dos cristãos chefiados por D. João d’Áustria; como também diante dos grandes feitos levados a cabo pelo Imperador Carlos Magno, cantados em prosa e verso por seus biógrafos, entre outros exemplos eloquentes que poderíamos citar.

É verdade que alguns fatos históricos são dourados e iluminados pelas mentes brilhantes e maravilháveis de  historiadores  que, conquanto pessoas sérias,  sabem contá-los de modo atraente e belo, fazendo despertar nos seus leitores o senso do maravilhoso, interpretando, ademais, muitas vezes o que está latente no inconsciente coletivo ou na vocação de um povo, cheio de Fé e ávido dos ideais de perfeição, pulcritude e grandeza. É um modo maior e mais perfeito de ver os fatos. É galgar um mirante mais alto e dele descortinar melhor o horizonte  e detalhes invisíveis  do que quando o observador se encontra em  patamares de observação   mais baixos. É saber, digamos,” arquetipisar” personagens  e com isto melhor compreender a História. É contemplar panoramas sem olhar para eventuais e minúsculos pontinhos pretos incrustados nas lentes do seu binóculo.

Assim, não podemos fazer uma leitura dos fatos envolvendo o ilustre  e primeiro casal  brasileiro, sob uma ótica historicista e racionalista, mas sim através de uma visão mais alta e poética, eu diria mesmo,  mística, que somente a possuem os homens e mulheres cheios de fé,  e de sabedoria, aqui tomada como um dom do Espírito Santo, concedido em menor ou maior menor grau, a qualquer batizado.

Para mim, repito, os melhores historiadores são aqueles que sabem narrar os fatos com fidedignidade mas sem perder de vista ,contudo, as luzes fornecidas  pela Filosofia e pelos ensinamentos contidos na Palavra de Deus, cujas fontes são as Escrituras Sagradas e a Tradição Apostólica, buscando enfatizar os fatos e circunstâncias, de modo sempre formativo, e visando a despertar nos leitores o gosto pelo que é bom,  pulchrum e maravilhoso. Por exemplo: A vida de São Francisco chamada “Fioretti” (Florezinhas), obra do século XVI, e que retratam com beleza e poesia os fatos e as virtudes do “Poverello”, com um sabor e colorido sem iguais!

Mas, afinal de contas, qual foi o sonho de Paraguaçu tão importante, que dá nome ao presente post?  Deixo-lhe trechos de um artigo que conta este sonho que deixou  Catarina  célebre, e que patenteia  o amor de Deus por nosso querido Brasil e em especial por nossa amadíssima Salvador.

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Na verdade, mais do que um sonho, foi uma graça, uma tão grande Graça de Deus, por meio de Sua Santa Mãe, que acabou dando nome a um dos bairros mais belos de Salvador: o bairro da Graça, da graça que Paraguaçu recebeu e que dela se estendeu para todo povo de nossa terra!

Vejamos, estimados irmãos e irmãs,  o  belo sonho que teve  esta grande mulher!
Um sonho que se tornou realidade!

De retorno ao Brasil com sua esposa, Diogo Álvares viveu temido e respeitado pelos mais poderosos morubixabas da terra. Este casal deu origem ao primeiro tronco do qual saiu uma das mais nobres estirpes da Bahia . Frei Jaboatão, escrevendo em 1768, menciona suas cinco filhas todas casadas com portugueses de boa linhagem: Ana, Genebra, Apolônia, Grácia e Madalena.

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Imagem de N. S. da Graça que Paraguaçu viu em sonho (Igreja da Graça, Salvador-BA)

A Senhora da Graça

Tendo uma nau espanhola naufragado no litoral baiano,  Caramuru acorreu prestimoso em auxílio dos sobreviventes, salvando-os da voracidade dos índios. A excelsa Mãe de Deus quis servir-se desse naufrágio para entrar na Terra de Santa Cruz, com a Divina Graça, da qual é cheia.

Com efeito, ao retornar Diogo do socorro aos castelhanos, Catarina lhe pediu com grande insistência para ir buscar uma formosíssima mulher que viera no navio e estava cativa entre os índios. Essa mulher, explicava ela, lhe aparecera em visão e lhe pedira que mandasse buscá-la para junto de si.

Diligentemente, o marido se pôs a procurar, por todas as aldeias, e retornou sem ter encontrado dita mulher. Sua esposa insistiu com mais empenho ainda, dizendo que em alguma daquelas aldeias os índios a mantinham prisioneira, pois ela não cessava de lhe aparecer em visões.

Feita uma segunda e, logo, uma terceira diligência, Diogo Álvares encontrou uma imagem da Virgem Santíssima, que um índio tinha recolhido do naufrágio e guardado em um canto de sua choça. Diogo levou-a com grande reverência para a esposa. Catarina a recebeu derramando lágrimas de alegria e abraçou-a, dizendo ser aquela a mulher que lhe aparecia e falava.

A devota e venturosa índia pediu ao marido que mandasse construir uma ermida para abrigar a sagrada imagem. Esta foi feita, primeiramente de taipa, mais tarde de pedra e cal. Nela foi entronizada solenemente a imagem, invocada sob o título de Senhora da Graça.

No decorrer do tempo, essa igreja foi enriquecida com grande tesouro de relíquias e indulgências. O casal a doou aos religiosos de São Bento. Após a morte do marido (1557), a piedosa matriarca fez-lhes doação também das terras circunvizinhas.

Catarina pediu para ser enterrada bem à vista da mesma Senhora da Graça. Dizia que “tendo recebido d’Ela em vida tantos favores, não queria sair de sua presença após a morte”. Assim, segundo o seu desejo, foi sepultada na igreja da Graça, em Salvador, em 1589.

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Lápide do casal Catarina e Caramuru, localizada na Igreja da Graça

Por ocasião da Missa comemorativa do 410º aniversário do falecimento de Catarina Álvares, Dom Emanuel Amaral, Abade do Mosteiro de São Bento, afirmou: “Se olharmos a história do Brasil, é ela quem dá origem ao nosso povo. Catarina foi uma presença marcante, um paradigma para todas as mulheres, por sua iniciativa, sua obra e sua vida”.

(Revista Arautos do Evangelho, Nov/2004, n. 35, p. 36-37)

A Igreja da Graça está sendo restaurada e tão logo o trabalho esteja concluído, façamos-lhe uma visita , rezemos pelo casal que ali tem guardados os seus restos mortais e também peçamos a Nossa Senhora uma graça: que Ela tenha pena do Brasil e obtenha de seu Divino Filho Jesus a conversão do nosso povo e o seu reencontro com suas raízes cristãs, deixando de lado as máximas e práticas neopagãs nas quais está imerso.

Nossa Senhora da Graça,

Rogai por nós!

Fontes consultadas:

1- ” Diogo Álvares, o Caramuru”, de Ubaldo Marques Filho, ano 2009, Editora do autor

2- http//www.infoescola.com

3-www.casadatorre.org.br

4- Revista Arautos do Evangelho, novembro de 2004

 

 

 

 

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NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO

No dia  2 de fevereiro, a Igreja celebra a festa litúrgica da Apresentação do Senhor na qual está contida a  cerimônia da Purificação de Nossa Senhora à qual docilmente se submeteu, conquanto sem manha concebida, como reza o Pequeno Ofício da Imaculada, para cumprir a Lei judaica, então vigente,

Mas porque Nossa Senhora, por ação do Espírito Santo concebeu em seu santíssimo ventre a Jesus, nosso Salvador e Luz do mundo,  Ela recebeu os titulos de Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Candelária, e outras invocações congêneres.

Aqui em Salvador, por exemplo, celebramos a festa de Nossa Senhora da Luz , precedida de ardoroso e concorrido novenário , de modo muito especial na Paróquia da Pituba, da qual é  a Padroeira.

Em Santo Amaro, cidade de nosso Recôncavo, neste mesmo dia, a Mãe de Deus e nossa é celebrada sob o título de Nossa Senhora da Purificação, grande festa  também antecedida por fervorosas novenas,   que empolgam toda população local e gente oriunda de outras plagas que para lá acorre para manifestar  sua fé , devoção e seu amor a Nossa Senhora!

Em Candeias, como o nome está a indicar, Nossa Mãe do Céu é festejada como Nossa Senhora das Candeias.

E no Rio de Janeiro Ela ganhou o charmoso titulo de Nossa Senhora da Candelária, que dá o nome a uma magnífica e famosa Igreja.

Como é criativo o povo de Deus! E que exuberante  e magnífica fonte de inspiração é a grande Mãe de Deus e nossa!

Todavia ainda neste dia, no Equador, especificamente em Quito sua Capital, cidade relicário, a Mãe de Jesus é festejada com um outro belo título: Nossa Senhora do Bom Sucesso!

Convido os queridos irmãos e irmãs a conhecerem um pouco a História e a importância desta devoção ainda não suficientemente  conhecida por nós brasileiros.

” Hoje , 2  de fevereiro,  celebramos aparição de Nossa Senhora no ano de 1610 à Madre Mariana de Jesus Torres, uma das oito fundadoras do mosteiro das concepcionistas de Quito – Equador, para ordenar-lhe a confecção de uma imagem a Ela dedicada. Muito mais além, veio profetizar impressionantes acontecimentos para os séculos que viriam, com fatos que já se concretizaram, e profecias que ainda estão para ocorrer. Foram impressionantes revelações que mantém uma notável proximidade com as de Fátima.

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Certa feita, no ano de 1610, rezava insistentemente Madre Mariana na madrugada, quando notou a presença de uma Senhora de extraordinária formosura, sustentando no braço esquerdo um Menino belo como a aurora. Emocionada, a religiosa perguntou quem era aquela linda Senhora, e o que desejava… E Nossa Senhora lhe respondeu: “Sou Maria do Bom Sucesso, a Rainha dos Céus e da Terra. Porque me invocaste com terno afeto, venho do Céu consolar teu aflito coração…”

A Virgem lhe contou ser vontade de seu Filho Santíssimo que mandasse confeccionar uma imagem, tal como ela a via, e que a colocasse no trono da abadessa. Na mão direita deveria por o báculo e as chaves da clausura, em sinal de sua propriedade e autoridade. Na mão esquerda, o seu Divino Filho.

Nossa Senhora apareceu em visão à madre Mariana de Jesus Torres e indicou, Ela mesma, o tamanho que queria que tivesse. Tomou o cordão de Madre Mariana, mediu-se a Si própria e Madre Mariana ajudou a tomar a medida dEla, para a imagem ficar da altura exata.

O escultor, indicado pela própria Mãe Santíssima à Madre, começou a fazer a imagem e, não conseguindo terminar, resolveu sair para buscar as melhores tintas para finalizar o trabalho. Após alguns dias, ele chegou ao coro das irmãs concepcionistas, onde estava esculpindo a imagem em madeira e…a escultura estava simplesmente toda feita!

Madre Mariana de Jesus então teve uma visão: eram anjos concluindo a imagem, transformando-a e refazendo-a, dando-lhe uma beleza inigualável que mão humana jamais poderia conferir! Esta foi a extraordinária origem da milagrosa imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso.

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Nossa Senhora do Bom Sucesso, no sentido mais largo da palavra, dizia Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, quer referir-se a  todos aqueles que estão entregues a uma tarefa árdua, que têm uma responsabilidade grande, que têm uma série de coisas difíceis a fazer para chegarem àquele resultado. Ela é padroeira de todos aqueles que procuram um bom sucesso para o serviço da causa dEla!” ( https;//joinville.blog.arautos.org)

As Profecias de Nossa Senhora do Bom Sucesso

” A Virgem Maria apareceu a irmã Mariana para profetizar muitos fatos que a Igreja viveu na segunda metade do século XX. Não somos obrigados a crer nas revelações privadas, mas, por prudência, devemos crer em vista dos sinais eloquentes que nos são dados. Nossa Senhora previu que um Papa prisioneiro, o Bem-aventurado Pio IX, proclamaria o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Ela previu que o Equador teria um presidente segundo o seu coração e que este morreria mártir e a história atesta isso. A Irmã Mariana consagrou o Equador ao Sagrado Coração de Jesus e hoje ela tem o seu coração incorrupto, exposto na cidade de Quito. A Virgem Maria previu também o surgimento do grande Santo Cura d’Ars, ou São João Maria Vianney. Todas as previsões da Virgem Santíssima sobre os males que recairiam sobre a Igreja e a sociedade, reveladas a Madre Mariana, estão relacionadas ao século XX e também ao nosso tempo.”

Quase tudo que Nossa Senhora do Bom Sucesso previu já aconteceu, mas ela prometeu a sua proteção a quem propagar a sua devoção. A Mãe do Senhor previu também que a devoção a ela com o título de Nossa Senhora do Bom Sucesso só seria conhecida do grande público no século XX. ” ( Confere https://blog.cançaonova,com))

Como se vê trata-se de uma aparição de Nossa Senhora que se deu há mais de quatrocentos anos durante na qual Ela fez sérias revelações sobre os tempos atuais, uma parte já cumprida e uma outra muito impressionante ainda não, as quais guardam íntima relação com outras aparições da Virgem Maria, de modo especial com as que se deram em Fátima, cujo centenário estamos celebrando.

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Com efeito, tanto em uma quanto na outra aparição, Nossa Senhora mostra a gravidade dos pecados que são praticados pela humanidade e pede que almas eleitas rezem e ofereçam sacrifícios pela conversão dos pecadores; profetiza tremendos castigos se os homens não derem ouvidos a seus apelos; mas deixa bem claro que quando tudo parecer perdido, Deus intervirá e haverá um grande triunfo da Igreja que nada mais é do que o Triunfo do Coração Imaculado de Maria, ou por outras palavras, a implantação do Reino do Sagrado Coração de Jesus , do Sapiencial e Imaculado Coração de Maria e do Glorioso São José! E então se cumprirão as misteriosas e magníficas palavras de São Pedro : ” Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça.” (1Pd 3, 13)

Nossa Senhora do Bom Sucesso, rogai por nós !

 

Minha sogra Maria Helena

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Queridos irmãos e irmãs,

O nosso blog hoje quer fazer uma homenagem a uma pessoa muito especial: trata-se de minha muito querida sogra Maria Helena, que hoje completa mais um ano de vida. De uma vida luminosa e marcada por muitos exemplos que edificam a todos que têm o privilégio do seu convívio. É frequente, e nós mesmo fazemos isto neste blog, buscarmos lições de vida estudando ou pesquisando biografias de pessoas já falecidas, geralmente célebres ou ao menos muito conhecidas, a vários títulos. E isto é válido e compreensível. Todavia muito frequentemente não deitamos nossa atenção sobre pessoas que estão muito próximas de nós. Este fenômeno foi citado pelo próprio Jesus quando disse: “ninguém é profeta em sua própria terra”! E é por isto que eu costumo dizer: se você quer dizer alguma coisa bonita a uma pessoa, ou até mesmo fazer algum elogio dela, faça-o enquanto ela está viva. E foi pensando nisto que resolvi falar sobre Maria Helena de quem recebi desde que a conheci, somente demonstrações de afeto, cuidados e atenções, inerentes ao seu caráter e sobretudo à sua bondade maternal que se estende em relação aos seus filhos, noras, genro, netos, irmãs, sobrinhos,  outros parentes e amigos e cuidadores. E que dizer de Maria Helena como esposa? Quem deixou este testemunho foi seu já falecido marido Renato, que a chamava simplesmente “Neném”!

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Bela desde que nasceu, até hoje conserva um porte e um semblante que a todos encantam, por isso que sua querida filha Tiêta passou a chamá-la carinhosamente “Princesa”, no que foi imitada por seus irmãos. Uma foto de Maria Helena com sua já falecida irmã Lucinha, pessoa boníssima, a quem também tive o privilégio de conhecer de perto,  faz pensar, a quem ignora quem sejam,  segundo  opinião de meu marido, tratar-se de duas damas da aristocracia inglesa!

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Tiêta, seu filho Renato e Maria Helena

 

Agradeço a Deus que me concedeu a graça de tê-la como sogra,  pois ela é e continua sendo cada vez mais, uma pessoa virtuosa e exemplar em todos os aspectos da vida,  uma mulher de fé  e culta, tendo sido, quando jovem, professora de Inglês no Colégio Santa Bernadete, localizado em Itapagipe.

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E pensando nela me vem à memória a minha saudosa e inesquecível mãe, Neuza, também como Maria Helena, exemplo de esposa, de mãe, avó, tia e sogra bondosa  e solícita, sempre buscando a paz e a harmonia entre os membros de sua família. Minhas  saudades eternas!

E hoje que a nossa homenageada completa 94 anos de vida, a minha alegria é dobrada e quero  lhe desejar anos de vida, saúde, paz  e consolações de seu amado Jesus, de sua Santa Mãe e de São José de quem sempre foi uma ardorosa devota.   Na verdade,  compartilho dos sentimentos de júbilo de todos que a conhecem e que, quando falam dela,  deixam  o carinho resplandecer nos seus rostos e ser traduzido em suas palavras de respeito, admiração e afeto.

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Minha sogra, eu e meu esposo

Sim, é digna de homenagem quem soube manter intacta a sua fé em Deus  em meio às procelas da vida, e  Maria Helena logrou fazê-lo  mesmo  quando perdeu o marido, prematuramente, ficando com oito filhos com idades variadas e por isso teve que trabalhar mais para sustentar a família dignamente, educando os filhos até cada um poder “ andar com suas próprias pernas”. E isto não foi nada fácil!IMG-20180113-WA0017.jpg

A par disto, sempre se  preocupou, como o faz até hoje,  com todas   as pessoas  que de algum modo compõem o seu não pequeno círculo de relações ,de parentesco, amizade e conhecimento , e sempre foi  como é, solicitada com pedidos de preces e orações, (quantas vezes eu mesmo roguei a sua intercessão !),  ou então  para dar uma opinião ou um conselho a alguém que esteja necessitando, sabendo ser solidária na dor e nas dificuldades dos outros, como também nos seus sucessos e conquistas!

Num mundo tão confuso e carente de pessoas que sejam referenciais de virtude , compostura e honestidade, temos ao nosso alcance um modelo, um exemplo vivo a imitar, que é a nossa querida Maria HIMG-20180113-WA0025.jpgelena! Aliás, dois exemplos: ela e seu inesquecível marido Renato!

Mas para não me alongar, deixo-lhes palavras muito bonitas  e inspiradas que meu cunhado Carlos Francisco proferiu nos oitenta anos de minha querida sogra, e que permanecem inteiramente atuais, entremeando-as com pequenos comentários de minha autoria, as quais transcrevo abaixo:

“A nossa mãe casou-se cedo, aos 21 anos. Casou na Igreja do Bonfim, com Renato, que foi o único homem que ela teve e amou.

Nosso pai morreu cedo, no ano de 1968. Não deixou fortuna em bens materiais – uma casa, um fusca, uma pensão pecuniária.

Deixou oito filhos – dos quais metade, hoje, tem mais idade do que os 51 anos que viveu. Renato Oliva Vieira legou a seus filhos uma inestimável série de valores familiares, morais e de amor ao próximo. Isso tem servido como um intangível balizamento para nossa conduta na luta pela sobrevivência neste mundo conturbado e de valores morais e éticos subvertidos.IMG-20180113-WA0023.jpg

Mas, ele nos legou, também, uma joia rara: a única mulher que amou na vida, a esposa que lhe deu sete filhos homens e a filha tão esperada e com a qual ele teve tão pouco tempo de desfrutar a convivência.

Essa mulher – a quem ele chamava “Neném” – viu-se, de repente, com a enorme responsabilidade de ser a chefe de uma família numerosa, demandando um leque de cuidados tão grandes e variados, quanto se pode esperar de um bando de crianças, de impúberes a púberes, de rapazes adolescentes até recém-saídos da adolescência, ou seja, um conjunto de problemas que iam do curso maternal ao universitário. Para enfrentar isso tudo, Maria Helena teve que aliar seu coração de Maria à fé em Nosso Senhor Jesus Cristo e à firmeza de Helena, a Santa que foi capaz de mudar a sede do império Romano – obviamente guardadas as devidas proporções e descontado o arroubo e a falta de isenção de um filho com relação à mãe.

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Formatura

Maria Helena não estava sozinha. Na verdade, nós tínhamos também o amor e a proteção de nossos avós, tios, tias, de diferentes graus de parentesco, que viviam dentro ou gravitavam em torno da família Cruz. E os seus sobrinhos, nossos primos e primas, os quais ela sempre amou como a seus próprios filhos.

Como todos que estão aqui presentes sabem, morávamos então numa espécie de condomínio familiar, com as casas dispostas em círculo em torno de um grande quintal, centralizado e simbolizado por um grande e secular tamarindeiro. em torno dele se desenvolvia o cotidiano de nossa vida familiar. Ali passamos grande parte da nossa existência.

E Carlos Francisco prossegue acentuando que Maria Helena foi ” uma mulher vencedora, que com a graça de Deus, teve o privilégio de concluir em vida sua obra maior: gerar, dar à luz, educar e formar seus oito filhos. Esse, sem dúvida foi o seu objetivo, que, de forma obstinada, buscou e logrou alcançar.IMG-20180113-WA0021.jpg

E com um fino senso psicológico observa que ela foi” uma mulher forte, digna, amorosa e determinada; uma “mãe-pai”, que soube conduzir com coragem e desprendimento o mister de ser mãe, mesmo diante da perda do seu único e grande companheiro”, aduzindo que, também sempre foi uma filha dedicada,  irmã solidária e amiga fiel.

Tantas boas qualidades fizeram” e fazem, acrescentamos  nós, ” de Maria Helena uma pessoa amada e respeitada por todos que a conhecem. Aqueles que a tratam por Maria Helena, Leninha, Lena, Dona Helena, Dona Leninha, Tia leninha,  e a depender do grau de afinidade, ela retribui sempre com o seu sorriso, franco, sincero e generoso. Não é raro ouvirmos alguém se referir a Maria Helena de forma elogiosa, enaltecendo suas virtudes e principalmente a união que conseguiu estabelecer e manter no seio de sua família”, seguindo o lema que seu marido não cansava de inculcar no coração de seus filhos: ” um por todos, todos por um” ou, este outro , ” a união faz a força”, conforme várias vezes contou-me o meu marido Renato.

Aliás, acho muito bonito ver a união, solidariedade e respeito fraterno,  e a amizade sincera que existem entre seus filhos, coisa tão difícil nos dias atuais.

E assim conclui meu caríssimo cunhado, suas palavras repassadas de afeto e carinho:

“Peçamos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Auxiliadora, que lhe conceda ainda, muitos anos de vida, preservando a lucidez de sua mente e pureza de seu imenso coração”.IMG-20180113-WA0033.jpg

Mas antes de concluir este post , o meu marido Renato, em nome próprio e no de seus irmãos, pede-me para deixar consignado um profundo e incomensurável agradecimento de todos eles à sua inefável mãe ! Agradecimento por ela ter-lhes dado, juntamente com seu saudoso pai, o dom da vida, por  ter-lhes amamentado, cuidado deles ,  e os amparado nas horas mais difíceis, educando-os e instruindo-os na fé católica, corrigindo-os, perdoando-os e sacrificando-se por eles;  incentivando-os e fortalecendo-os;  e porque desde a mais tenra idade  de cada um,  levou-os à pia batismal, e à recepção de todos sacramentos instituídos por Nosso Divino Mestre Jesus e ministrados pela Santa Igreja Católica!

E como recompensa de Deus, já aqui na terra, Maria Helena conta com a atenção , afeto e cuidados dos seus filhos, genro , noras, sobrinhos  e de pessoas mais próximas . Contudo conta ela, de modo especial, com o acolhimento, cuidados e presença constantes e afetuosos do seu filho mais novo Marcelo, que desde há muitos anos a recebeu em  sua casa, e que não mede esforços para proporcionar-lhe tudo de que necessita para uma existência condigna em meio a um convívio  afetuoso, a quem consignamos , também ,nossos agradecimentos..IMG-20180113-WA0018.jpg

Muito obrigado, Maria Helena! Que Deus a recompense, abençoe e proteja!

Termino esse post, homenageando todas as sogras que dedicaram sua vida às suas famílias !

Deus Seja Louvado!

 

Ano Novo Feliz e abençoado!

Queridos Leitores, desejamos a todos vocês, ainda dentro do período do Natal, que se conclui no próximo domingo, um Ano Novo de muita Paz e repleto de bênçãos, favores e graças especiais do Menino Jesus , de Sua Santa Mãe e do poderoso São José, a fim de que possamos enfrentar com coragem e sabedoria os desafios e dificuldades  que se nos apresentarem , realizar com êxito e com frutos os nossos projetos  e cumprir com perfeição nossos bons propósitos!

E neste sentido, deixo-lhes uma belíssima reflexão sobre Santa Maria, Mãe de Deus e nossa, de autoria do Monsenhor João Clá Dias, que muito poderá nos auxiliar no atingimento de nossas metas.

“No primeiro dia do ano novo, o calendário dos santos se abre com a festa de Maria Santíssima, no mistério de sua maternidade divina. Escolha acertada, porque de fato Ela é “a Virgem mãe, Filha de seu Filho, humilde e mais sublime que toda criatura, objeto fixado por um eterno desígnio de amor”. Ela tem o direito de chamá-lo “Filho”, e Ele, Deus onipotente, chama-a, com toda verdade, Mãe!

Insira uma legenda

 

Vós tendes, ó Maria, autoridade de Mãe para com Deus, e por isso alcançais também o perdão aos mais abjetos pecadores. Em tudo vos reconhece o Senhor por sua verdadeira Mãe e não pode deixar de atender a cada desejo vosso. (Santo Afonso Maria de Ligório, As Glórias de Maria)

Foi a primeira festa Mariana que apareceu na Igreja ocidental. Substituiu o costume pagão das dádivas e começou a ser celebrada em Roma, no século IV. Desde 1931 era no dia 11 de outubro, mas com a última revisão do calendário religioso passou à data atual, a mesma onde antes se comemorava a circuncisão de Jesus, oito dias após ter nascido.

Num certo sentido, todo o ano litúrgico segue as pegadas desta maternidade,começando pela solenidade da Anunciação, nove meses antes da Natividade. Maria concebeu por obra do Espírito Santo. Como todas as mães, trouxe no próprio seio aquele que só ela sabia que se tratava do Filho unigênito de Deus, que nasceu na noite de Belém.

Ela assumiu para si a missão confiada por Deus. Sabendo, por conhecer as profecias, que teria também seu próprio calvário, enquanto mãe daquele que seria sacrificado em nome da salvação da Humanidade. Deus se fez carne por meio de Maria. Ela é o ponto de união entre o Céu e a Terra. Contribuiu para a obtenção da plenitude dos tempos. Sem Maria, o Evangelho seria apenas ideologia, somente “racionalismo espiritualista”, como registram alguns autores.

O próprio Jesus através do apóstolo São Lucas (6,43) nos esclarece: “Uma árvore boa não dá frutos maus, uma árvore má não dá bom fruto”. Portanto, pelo fruto se conhece a árvore. Santa Isabel, quando recebeu a visita de Maria já coberta pelo Espírito Santo, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.” (Lc1,42). O Fruto do ventre de Maria é o Filho de Deus Altíssimo, Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor. Quem aceita Jesus, fruto de Maria, aceita a árvore que é Maria. Maria é de Jesus e Jesus é de Maria. Ou se aceita Jesus e Maria ou se rejeita a ambos.

Por tomar esta verdade como dogma é que a Igreja reverencia, no primeiro dia do ano, a Mãe de Jesus. Que a contemplação deste mistério exerça em nós a confiança inabalável na Misericórdia de Deus, para nos levar ao caminho reto, com a certeza de seu auxílio, para abandonarmos os apegos e vaidades do mundo, e assimilarmos a vida de Jesus Cristo, que nos conduz à Vida Eterna. Assim, com esses objetivos entreguemos o novo ano à proteção de Maria Santíssima que, quando se tornou Mãe de Deus, fez-se também nossa Mãe, incumbiu-se de formar em nós a imagem de seu Divino Filho, desde que não oponhamos de nossa parte obstáculos à sua ação maternal.

A comemoração de Maria, neste dia, soma-se ao Dia Universal da Paz. Ninguém mais poderia encarnar os ideais de paz, amor e solidariedade do que ela, que foi o terreno onde Deus fecundou seu amor pelos filhos e de cujo ventre nasceu aquele que personificou a união ente os homens e o amor ao próximo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Celebrar Maria é celebrar O nosso Salvador. Dia da Paz, dia de nossa Mãe, Maria Santíssima. Nos tempos sofridos em que vivemos, um dia de reflexão e esperança!

A predestinação de Maria a maternidade divina

A predestinação com que a Santíssima Virgem foi eleita é especial, única entre todas, não somente pelo grau, mas pelo gênero. Se Maria é, na verdade, a primeira criatura predestinada com a mais perfeita imagem de seu Filho, é, além disso e a outro título, a única predestinada em qualidade de Mãe sua.

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Para demonstrar a afirmação de que desde toda a eternidade Deus predestinou a Santíssima Virgem Maria para ser a Mãe do Verbo encarnado, o insigne dominicano Fr. Royo Marín evoca a pura voz da infabilidade pontifícia:

“Na Bula Ineffabilis Deus, com a que Pio IX definiu o dogma da Imaculada Conceição, leêm-se expressamente estas palavras: “Elegeu e assinalou (Deus), desde o princípio e antes dos tempos, para seu Unigênito uma Mãe, na qual Ele se encarnaria, e da qual, depois, na ditosa plenitude dos tempos, nasceria; e em tal grau A amou acima de todas as criaturas, que somente nEla se comprouve com singularíssima benevolência.”

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Nada sucede, nem pode suceder no tempo que não tenha sido previsto ou predestinado por Deus desde toda a eternidade. Logo, se a Virgem Maria é, de fato, a Mãe do Verbo encarnado, claro está que foi predestinada para isso desde toda a eternidade. É uma verdade tão límpida e evidente que não necessita demonstração alguma.

A maternidade divina de Maria

Todos os títulos e grandezas de Maria dependem do fato colossal de sua maternidade divina. Maria é imaculada, cheia de graça, Co-redentora da humanidade, Rainha dos Céus e da Terra e Medianeira universal de todas as graças, etc., porque é a Mãe de Deus. A maternidade divina A coloca a tal altura, tão acima de todas as criaturas que São Tomás de Aquino, tão sóbrio e discreto em suas apreciações, não hesita em qualificar sua dignidade como sendo de certo modo infinita. E seu grande comentarista, o Cardeal Caietano, diz que Maria, por sua maternidade divina, alcança os limites da divindade. Entre todas as criaturas, é Maria, sem dúvida alguma, a que tem maior afinidade com Deus.

Assim, no dizer de outro eminente mariólogo “o dogma mais importante da Virgem Maria é sua maternidade divina”. É o primeiro alicerce sobre o qual se levanta o edifício da grandeza mariana. É este um fato que excede de tal modo a força cognoscitiva do homem que deve ser enumerado entre os maiores mistérios de nossa fé.

Que uma humilde mulher, descendente de Adão como nós, se torne Mãe de Deus, é um mistério tão sublime de elevação do homem e de condescendência divina, que deixa atônita qualquer inteligência, angélica ou humana, no séculos e na eternidade.

Maria, verdadeira Mãe de Deus

Para que uma mulher possa dizer-se verdadeiramente mãe, é necessário que subministre à sua prole, por via de geração, uma natureza semelhante (ou seja, consubstancial) à sua.

Suposta esta óbvia noção da maternidade, não é tão difícil compreender-se de que modo a Virgem Santíssima possa ser chamada verdadeira Mãe de Cristo, tendo Ela subministrado a Cristo, por via de geração, uma natureza semelhante à sua, ou seja, a natureza humana.

A dificuldade surge, porém, quando se procura compreender de que modo a Virgem Santíssima pode ser chamada verdadeira Mãe de Deus, pois não se vê bem, à primeira vista, de que modo Deus possa ser aqui gerado. Não obstante isso, se se observar atentamente, as duas fórmulas: Mãe de Cristo e Mãe de Deus, se equivalem, pois significam a mesma realidade e são, por isso, perfeitamente sinônimas. Nossa Senhora, com efeito, não é denominada Mãe de Deus no sentido de que houvesse gerado a Divindade (ou seja, a natureza divina do Verbo) e sim no sentido de que gerou, segundo a humanidade, a divina pessoa do verbo.

O sujeito da geração e da filiação não é a natureza, mas a pessoa. Ora, a divina pessoa do Verbo foi unida à natureza humana, subministrada pela Virgem Santíssima, desde o primeiro instante da concepção; de modo que a natureza humana de Cristo não esteve jamais terminada, nem mesmo por um instante, pela personalidade humana, mas sempre subsistiu, desde o primeiro momento de sua existência, na pessoa divina do Verbo. Este e não outro é o verdadeiro conceito da maternidade divina, tal como foi definida pelo Concílio de Éfeso, em 431.

Em suma, “Maria concebeu realmente e deu à luz segundo a carne à pessoa divina de Cristo (única pessoa que há nEle), e, por conseguinte, é e deve ser chamada com toda propriedade Mãe de Deus.

Não importa que Maria não haja concebido a natureza divina enquanto tal (tampouco as outras mães concebem a alma de seus filhos), já que essa natureza divina subsiste no Verbo eternamente e é, por conseguinte, anterior à existência de Maria. Ela, porém, concebeu uma pessoa – como todas as demais mães -, e como essa pessoa, Jesus, não era humana, mas divina, segue-se logicamente que Maria concebeu segundo a carne a pessoa divina de Cristo, e é, portanto, real e verdadeiramente Mãe de Deus.

O testemunho da Escritura

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A Sagrada Escritura nos diz explicitamente que a Virgem Santíssima é verdadeira Mãe de Jesus (Mt, II, 1; Lc. II, 37-48; Jo. II, 1; At. I, 14). Com efeito, Jesus nos é apresentado como concebido pela Virgem (Lc. I, 31) e nascido da Virgem (Lc. II, 7-12). Mas, Jesus é verdadeiro Deus, como resulta do seu próprio e explícito testemunho, pela fé apostólica da Igreja, pelo testemunho de São João, etc. Para se poder negar sua divindade, não há outro caminho senão rasgar todas as páginas do Novo Testamento.

Ora, se Maria é verdadeira Mãe de Jesus e Jesus é verdadeiro Deus, segue-se necessariamente que Maria é verdadeira Mãe de Deus.

São Paulo ensina explicitamente que, “chegada a plenitude dos tempos, Deus mandou seu Filho, feito de uma mulher” (Gal. IV, 4). Por estas palavras, manifesta-se claramente que Aquele que foi gerado ab aeterno pelo Pai é o mesmo que foi, depois, gerado no tempo pela Mãe; mas Aquele que foi gerado ab aeterno pelo Pai é Deus, o Verbo. Portanto, também o que foi gerado no tempo pela Mãe é Deus, o Verbo.

Ainda mais clara e explícita, em seu vigor sintético, é a expressão de Santa Isabel. Respondendo à saudação que Maria lhe dirigira. Santa Isabel, inspirada pelo Espírito Santo, disse, cheia de admiração: “E como me é dado que a Mãe de meu Senhor venha a mim?” (Lc I, 43).

A expressão meu Senhor é, evidentemente, sinônimo de Deus, pois que, em seguida, Isabel acrescenta: “Cumprir-se-ão em Ti todas as coisas que te foram ditas da parte do Senhor”, ou seja, da parte de Deus. Isabel, portanto, inspirada pelo Espírito Santo, proclamou explicitamente que Maria é verdadeira Mãe de Deus.

A voz da tradição

Toda a tradição cristã, a partir dos tempos apostólicos, é uma proclamação contínua desta verdade mariológica fundamental. Nos dois primeiros séculos, os Padres ensinaram que Maria concebeu e deu à luz a Deus. No terceiro século, começa o uso do termo que se tornou clássico: Theotokos, ou seja, Mãe de Deus.

No século IV, mesmo antes do Concílio de Éfeso, a expressão Mãe de Deus se tornara tão comum entre os cristãos, que dava nos nervos do Imperador Juliano, o Apóstata, o qual se lamentava de os cristãos não se cansarem nunca de chamar a Maria de Mãe de Deus. João de Antioquia aconselhava a seu amigo Nestório para não insistir demasiado em negar este título, a fim de evitar tumulto do povo. O próprio Alexandre de Hierápolis, cognominado de outro Nestório, reconhecia que a expressão Mãe de Deus estava em uso entre os cristãos desde muito tempo.

A exultação mesma que os fiéis demonstraram, quando a maternidade divina foi definida solenemente como dogma de fé, comprova até à evidência quão profundamente na alma estava radicada essa verdade fundamental na alma daqueles antigos cristãos. Por isso, no sentir do Pe. Terrien, “as definições dos concílios não introduziram um novo dogma, mas foram antes a sanção oficial da fé da Igreja, motivada pelas sacrílegas negações dos inovadores.” (Pequeno Ofício da Imaculada Conceição comentado, Monsenhor João Clá Dias, EP, Artpress, São Paulo,1997, p. 365 à 367)” 

Peçamos, pois, a tão bondosa e poderosa Mãe, tudo, mas tudo mesmo, de que necessitamos para bem caminhar neste Ano de 2018!

 

 

A Medalha Milagrosa

Hoje, 27 de novembro de 2017, faz 187 anos da aparição de Nossa Senhora a uma jovem e humilde freira, chamada Catarina Labouré, na Capela do Convento das Irmãs de Caridade, localizada na Rue de Bac, na famosa cidade de Paris, capital da França.

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Convento da Rue de Bac

 Na verdade, Nossa Senhora já lhe aparecera antes, no mesmo longínquo ano de 1830, atendendo um inocente, mas ardoroso desejo que nutria em sua alma, desde que uma Irmã de hábito lhe falara dos santos e de modo especial de Nossa Senhora, enfatizando a necessidade de termos uma grande devoção à Nossa Mãe do Céu.

Assim ela descreve o que aconteceu:

“A Madre Marta nos falara sobre a devoção aos santos, em particular sobre a devoção à Santíssima Virgem – o que me deu desejo de vê-La – e me deitei com esse pensamento: que nessa noite mesmo, eu veria minha Boa Mãe. Como nos haviam distribuído um pedaço do roquete de linho de São Vicente, cortei a metade e a engoli, adormecendo com o pensamento de que São Vicente me obteria a graça de contemplar a Santíssima Virgem.

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Enfim, às onze e meia da noite, ouvi alguém me chamar:

– Irmã Labouré! Irmã Labouré!

Acordando, abri a cortina e vi um menino de quatro a cinco anos, vestido de branco, que me disse:

– Levantai-vos depressa e vinde à Capela! A Santíssima Virgem vos espera.

Logo me veio o pensamento de que as outras irmãs iam me ouvir. Mas, o menino me disse:

– Ficai tranquila, são onze e meia; todas estão profundamente adormecidas. Vinde, eu vos espero.

Vesti-me depressa e me dirigi para o lado do menino, que permanecera de pé sem se afastar da cabeceira de meu leito. Eu o segui. Sempre à minha esquerda, ele lançava raios de claridade por todos os lugares onde passávamos, nos quais os candeeiros estavam acesos, o que muito me espantava. Porém, muito mais surpresa fiquei ao entrar na capela: logo que o menino tocou a porta com a ponta do dedo, ela se abriu. E meu espanto foi ainda mais completo quando vi todas as velas e castiçais acesos, o que me recordava a missa de meia-noite. Entretanto, eu não via a Santíssima Virgem.

O menino me conduziu para dentro do santuário, até o lado da cadeira do diretor espiritual*. Ali me ajoelhei, enquanto o menino continuou de pé. Como o tempo de espera estava me parecendo longo, olhei para a galeria para ver se as irmãs encarregadas da vigília noturna não passavam por ali.

Por fim, chegou o momento. O menino me alertou, dizendo:

– Eis a Santíssima Virgem! Ei-La!”

Nesse instante, Catarina ouve um ruído, como o frufru de um vestido de seda, vindo do alto da galeria. Levanta os olhos e vê uma senhora com um traje cor de marfim, que se prosterna diante do altar e vem se sentar na cadeira do Padre Diretor.

A vidente estava na dúvida se Aquela era Nossa Senhora. O menino, então, não mais com timbre infantil, mas com voz de homem e em tom autoritário, disse:

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– Eis a Santíssima Virgem!

A Irmã Catarina recordaria depois:

Dei um salto para junto d’Ela, ajoelhando-me ao pé do altar, com as mãos apoiadas nos joelhos de Nossa Senhora… Ali se passou o momento mais doce de minha vida. Ser-me-ia impossível exprimir tudo quanto senti.

Ela disse como me devo conduzir face a meu diretor espiritual, como me comportar em meus sofrimentos vindouros, mostrando-me com a mão esquerda o pé do altar, onde eu devo vir me lançar e expandir meu coração. Lá receberei todas as consolações de que necessito. Eu Lhe perguntei o que significavam todas as coisas que vira e Ela me explicou tudo:” ( vide “A Medalha Milagrosa –Histórias e celestiais promessas”, de autoria do Monsenhor João S. Clá Dias)

E nesta oportunidade, Nossa Senhora lhe disse coisas muito sérias e profetizou acontecimentos envolvendo a França, mas com importante significado para o mundo inteiro, conforme narrado pela santa vidente:

“- Minha filha, Deus quer te encarregar de uma missão. Terás muito que sofrer, porém hás de suportar, pensando que o farás para a glória de Deus. Saberás (discernir) o que é de Deus. Serás atormentada, até pelo que disseres a quem está encarregado de te dirigir. Serás contraditada, mas terás a graça. Não temas. Dize tudo com confiança e simplicidade. Serás inspirada em tuas orações. O tempo atual é muito ruim. Calamidades vão se abater sobre a França. O trono será derrubado. O mundo inteiro se verá transtornado por males de todo tipo (a Santíssima Virgem tinha um ar muito entristecido ao dizer isso). Mas venham ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas sobre todas as pessoas, grandes e pequenas, particularmente sobre aquelas que as pedirem com confiança e fervor. O perigo será grande, porém não deves temer: Deus e São Vicente protegerão esta Comunidade”. ( Op. Cit)

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Rei Carlos X

As Profecias da Mãe de Deus se cumpriram, deixando patente a seriedade e autenticidade da Aparição.

Com efeito, uma semana depois dessa bendita noite eclodiu nas ruas de Paris a Revolução de 1830, e em meio a desordens sociais e políticas, o Rei Carlos X foi derrubado do trono “e por toda parte se verificaram manifestações de um anticlericalismo violento e incontrolável, com igrejas profanadas, cruzes lançadas por terra, comunidades religiosas invadidas, devastadas e destruídas, sacerdotes perseguidos e maltratados. No entanto, Nossa Senhora preservou os Padres Lazaristas e as Filhas da Caridade, Congregações fundadas por São Vicente de Paulo”.(cf. op, cit)

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Revolução de 1830

Outras profecias feitas por Nossa Senhora também se cumpriram à risca, tempos depois. A mais terrível foi a de que o Arcebispo de Paris seria morto, o que veio a ocorrer 40 anos após, no ano de 1870, como consequência de uma guerra fratricida, na qual a Alemanha derrotou a França, desencadeando em Paris violentas convulsões político-sociais perpetradas por um movimento conhecido sob o nome de “Comuna”. Tais desordens deram lugar a  novas e crueis perseguições religiosas, nas quais o Arcebispo de Paris, Monsenhor Darboy, que houvera sido encarcerado, foi brutalmente fuzilado no cárcere, e em seguida foram assassinados vinte dominicanos e outros clérigos, além de soldados. Em meio a tudo isto, mais uma vez, as Congregações fundadas por São Vicente de Paulo atravessaram incólumes, e quando tudo parecia perdido, Santa Catarina dizia a suas irmãs: “Esperai” – dizia – “a Virgem velará por nós…nãos nos acontecerá nenhum mal”.

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Santa Catarina Labouré

Mas voltemos à aparição de 27 de novembro de 1830, pois foi nela que Nossa Senhora doou para o mundo inteiro, um presente valiosíssimo associado a uma promessa pervadida de amor e misericórdia para quem o aceitasse e usasse do modo que prescreveu a Santa Catarina, qual seja : a Medalha Milagrosa!

Sim, meus irmãos e minhas irmãs, Nossa Senhora fiel ao legado que seu Divino Filho Lhe deu, do alto da Cruz, próximo de sua Morte, ou seja, todos os homens e mulheres, naquele momento representados pelo Apóstolo amado São João, como filhos seus, não cessou uma fração de segundo sequer de cuidar, proteger, admoestar e interceder por nós como Mãe amorosa e previdente, mediante todos os meios, vindo ao Mundo, em diversas oportunidades, como se acha consignado em documentos e monumentos  fidedignos e insofismáveis existentes na História de todos os Países! Que o digam Lourdes, La Salette, Saragoça, Fátima, Guadalupe, Las Lajas, Aparecida, Círio de Nazaré, entre centenas de outras devoções! E em todos os sítios  onde  Ela aparece ou suscita uma devoção, mediante alguma circunstância especial,  ocorrem milagres portentosos ou silenciosos, que a cada ano atraem milhões de devotos, visitantes e curiosos, que vão em busca de um auxílio, de um consolo , de uma cura, de um conselho, enfim, de um favor de nossa Mãe do Céu!

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São Vicente de Paulo – Fundador da Congregação das Irmãs de Caridade

E as Aparições da Rue de Bac, de 1830, de modo específico a Segunda delas, se inserem nesse agir constante, maternal e eficaz de Nossa Senhora em prol de seus filhos, que peregrinam em meio a toda sorte de perigos, tentações e sofrimentos, neste vale de lágrimas que é a vida aqui na terra, ajudando-os a conquistar a paz  e a Vida Eterna.

Assim relata Santa Catarina como se deu e o que disse Nossa Senhora, na Segunda Aparição:

“Quatro meses transcorreram desde aquela prodigiosa noite em que Santa Catarina contemplara pela primeira vez a Santíssima Virgem. Na inocente alma da religiosa cresciam as saudades daquele bendito encontro e o desejo intenso de que lhe fosse concedido de novo o augusto favor de rever a Mãe de Deus. E foi atendida.

Era 27 de novembro de 1830, sábado. Às cinco e meia da tarde, as Filhas da Caridade encontravam-se reunidas na sua capela da rue du Bac para o costumeiro período de meditação. Reinava perfeito silêncio nas fileiras das freiras e noviças. Como as demais, Catarina se mantinha em profundo recolhimento. De súbito…

Pareceu-me ouvir, do lado da galeria, um ruído como o” frufru” de um vestido de seda. Tendo olhado para esse lado, vi a Santíssima Virgem à altura do quadro de São José. De estatura média, sua face era tão bela que me seria impossível dizer sua beleza.

A Santíssima Virgem estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora, feito segundo o modelo que se chama à la Vierge, mangas lisas, com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até embaixo. Sob o véu, vi os cabelos repartidos ao meio, e por cima uma renda de mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos. O rosto bastante descoberto, os pés pousados sobre uma meia esfera. Nas mãos, elevadas à altura do estômago de maneira muito natural, Ela trazia uma esfera de ouro que representava o globo terrestre. Seus olhos estavam voltados para o Céu… Seu rosto era de uma incomparável formosura. Eu não saberia descrevê-lo…

De repente, percebi em seus dedos anéis revestidos de belíssimas pedras preciosas, cada uma mais linda que a outra, algumas maiores, outras menores, lançando raios para todos os lados, cada qual mais estupendo que o outro. Das pedras maiores partiam os mais magníficos fulgores, alargando-se à medida que desciam, o que enchia toda a parte inferior do lugar. Eu não via os pés de Nossa Senhora.

Nesse momento, quando eu estava contemplando a Santíssima Virgem, Ela baixou os olhos, fitando-me. E uma voz se fez ouvir no fundo de meu coração, dizendo estas palavras:

– A esfera que vês representa o mundo inteiro, especialmente a França… e cada pessoa em particular…

Não sei exprimir o que senti e o que vi nesse instante: o esplendor e a cintilação de raios tão maravilhosos…

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– Estes (raios) são o símbolo das graças que Eu derramo sobre as pessoas que mas pedem – acrescentou Nossa Senhora, fazendo-me compreender quão agradável é rezar a Ela, quanto Ela é generosa para com seus devotos, quantas graças concede às pessoas que Lhas rogam, e que alegria Ela sente ao concedê-las.

– Os anéis dos quais não partem raios (dirá depois a Santíssima Virgem), simbolizam as graças que se esquecem de me pedir.

Nesse momento formou-se um quadro em torno de Nossa Senhora, um pouco oval, no alto do qual estavam as seguintes palavras: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”, escritas em letras de ouro.

Uma voz se fez ouvir então, dizendo-me:

– Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que a usarem com confiança…

Nesse instante, o quadro me pareceu girar e vi o reverso da medalha: no centro, o monograma da Santíssima Virgem, composto pela letra “M” encimada por uma cruz, a qual tinha uma barra em sua base. Embaixo figuravam os Corações de Jesus e de Maria, o primeiro coroado de espinhos, e o outro, transpassado por um gládio. Tudo desapareceu como algo que se extingue, e fiquei repleta de bons sentimentos, de alegria e de consolação”. ( Op. Cit.)

Nossa Senhora ainda apareceu uma terceira vez a Santa Catarina, em meio a raios de luz, causando-lhe uma inexprimível alegria, valendo destacar uma voz, que nesta oportunidade Catarina ouviu no fundo de seu coração: “estes raios são símbolo das graças que a Santíssima Virgem obtém para as pessoas que Lhas pedem”.

Não foi fácil a Santa Catarina conseguir que o seu confessor, o Padre Aladel, atendesse o pedido de Nossa Senhora. Todavia, em 1832, o sacerdote enfim cedeu aos seus rogos e levou o caso ao Arcebispo de Paris, Dom Quelen  que autorizou fosse cunhada e em seguida reproduzida a Medalha Milagrosa. À primeira cunhagem de 1500 medalhas, sucederam-se milhões de outras e até hoje as reproduções se multiplicam, tal é o  poder de atração da medalha e sua aceitação em todo o orbe. E assim, abriu-se um cortejo interminável de graças e milagres que certamente irão até os fins dos tempos. O primeiro deles foi debelar a cólera, que se abateu sobre a França, em 1832, ceifando a vida de milhares de pessoas.

Como se observa pela foto abaixo, a medalha é em formato ovalado, contendo representações e símbolos, em ambos os lados.

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No lado principal:

Nossa Senhora: Maria aparece esmagando a cabeça da serpente. É a mulher que esmaga a cabeça da serpente, que é o demônio, já estava predita na Bíblia, no livro do Gênesis: “Porei inimizade entre ti e a mulher… Ela te esmagará a cabeça e tu procurarás, em vão, morder-lhe o calcanhar”. Deus declara iniciada a luta entre o bem e o mal. Essa luta é vencida por Jesus Cristo, o “novo Adão”, juntamente com Maria, a corredentora, a “nova Eva”. É em Maria que se cumpre essa sentença de Deus: a mulher finalmente esmagará a cabeça da serpente, para que não mais a morte, sobretudo da alma, pudesse escravizar os homens.

Os raios: Simbolizam as graças que Nossa Senhora derrama sobre os seus devotos. A Santa Igreja, por isso, a chama Tesoureira de Deus.

Do outro lado da Medalha:

As 12 estrelas: Correspondem aos doze apóstolos e representam a Igreja. Simbolizam as 12 tribos de Israel. Maria Santíssima também é saudada como “Estrela do Mar” na oração Ave, Stella Maris.

O coração cercado de espinhos: É o Sagrado Coração de Jesus. Foi Maria quem o formou em seu ventre. Nosso Senhor prometeu a Santa Margarida Maria Alacoque a graça da vida eterna aos devotos do seu Sagrado Coração, que simboliza o seu infinito e ilimitado Amor.

O coração transpassado por uma espada: É o Imaculado Coração de Maria, inseparável ao de Jesus: mesmo nas horas difíceis de Sua Paixão e Morte na Cruz, Ela estava lá, compartilhando da Sua dor, sendo a nossa corredentora.

O M: Significa Maria. Esse M sustenta o travessão e a Cruz, que representam o Calvário. Essa simbologia indica a íntima ligação de Maria e Jesus na História da salvação.

O travessão e a Cruz: Simbolizam o calvário. Para a doutrina católica, a Santa Missa é a perpetuação do sacrifício do Calvário, portanto, ressaltam a importância do Sacrifício Eucarístico na vida do cristão.

O ideal é que se peça a um sacerdote que abençoe a medalha, a fim de que seus efeitos sejam mais amplos. Por outro lado, não podemos perder de vista que a medalha milagrosa como o escapulário do Carmo, o “Agnus Dei”, entre outros objetos de piedade congêneres, não é um amuleto. De forma nenhuma. Ela é um sacramental, isto é um sinal sensível aprovado e abençoado pela Igreja Católica, para que nos auxilie em nossa vida espiritual nos predispondo a amarmos mais a Deus, a nos aproximarmos dos Sacramentos, etc. E para isso é preciso que a usemos com respeito e devoção desejando receber de Deus, por meio de Nossa Senhora, as graças e favores que ela significa, osculando-a sempre e repetindo a jaculatória nela inscrita: “Ó Maria Concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!”.

Consoante dito mais acima, os efeitos causados pelo uso adequado da Medalha Milagrosa  são tanto de ordem espiritual quanto material, e muitos deles se passam silenciosamente nos corações de quem a usa piedosamente.

Mas os testemunhos de graças, favores e milagres são incontáveis.

Para não me alongar muito, deixo-lhes apenas três, a saber:

  • Conversão do jovem Ratisbonne

“Os prodígios da misericórdia divina operados através da Medalha correram de boca em boca por toda a França. Em poucos anos, já se difundia pelo mundo inteiro a notícia de que Nossa Senhora havia indicado pessoalmente a uma freira, Filha da Caridade, o modelo de uma medalha que mereceu imediatamente o nome de “Milagrosa”, pois imensos e copiosos eram os favores celestiais alcançados pelos que a usavam com confiança, segundo a promessa da Santíssima Virgem.

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Em 1839, mais de dez milhões de medalhas já circulavam pelos cinco continentes, e os registros de milagres chegavam de todos os lados: Estados Unidos, Polônia, China, Etiópia…

Nenhum, porém, causou tanta surpresa e admiração quanto o noticiado pela imprensa em 1842: um jovem banqueiro, aparentado com a riquíssima família Rotschild, judeu de raça e religião, indo a Roma com olhos críticos em relação à Fé Católica, converteu-se subitamente na Igreja de Santo André delle Fratte. A Santíssima Virgem lhe aparecera com as mesmas características da Medalha Milagrosa: “Ela nada disse, mas eu compreendi tudo”, declarou Afonso Tobias Ratisbonne, que logo rompeu um promissor noivado e se tornou, no mesmo ano, noviço jesuíta. Mais tarde se ordenou sacerdote e prestou relevantes serviços à Santa Igreja, sob o nome de Padre Afonso Maria Ratisbonne.

Quatro dias antes de sua feliz conversão, o jovem israelita aceitara, por bravata, a imposição de seu amigo, o Barão de Bussières: prometera rezar todo dia um Lembrai-vos (conhecida oração composta por São Bernardo) e levar ao pescoço uma Medalha Milagrosa. E ele a trazia consigo quando Nossa Senhora lhe aparece.”(op. cit.)

  • Rochefort e a Santíssima Virgem

“Cassagnac  relatou o incidente do duelo que ele travou com Rochefort, a propósito de um artigo por este escrito sobre Maria Antonieta:

“Era o dia 1º de janeiro. Caíam enormes flocos de neve, e o branco manto subia até os joelhos. Entregaram- me o revólver para carregar as seis balas, que Rochefort havia ferozmente exigido, e eu tinha aceito com a despreocupação da juventude e, talvez, a certeza de que não seria necessário usá-las todas, devendo uma só ser suficiente.

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Rochefort atirou e errou o alvo. Eu atirei. Rochefort caiu. Julguei-o morto, pois a bala o atingiu onde eu tinha visado: em pleno quadril. Destino singular o de Rochefort! Ele é quase sempre ferido em duelo.

“Os assistentes o rodearam. Muito surpreso, o médico constatou que, em vez de ser atravessado de lado a lado, como deveria fatalmente ter acontecido, ele não recebeu mais do que uma violentíssima contusão. Portanto, a bala havia sido desviada. O que a desviara? O médico procurou e, cada vez mais surpreso, mostrou-nos uma medalha furada pela bala, medalha da Virgem que uma mão amiga tinha costurado secretamente na cintura da calça.

“Sem essa milagrosa medalha, Rochefort teria caído morto.”

  • Pessoa curada do câncer

“Agradeço a Nossa Senhora por interceder junto a Jesus Cristo e curar minha irmã de câncer que estava em vários órgãos do corpo (metástase).

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Pedi ajuda à nossa Mãe Santíssima, e Ela foi indicando os caminhos que tínhamos que seguir. A minha irmã fez a cirurgia retirando o útero e ovário, e fez seis sessões de quimioterapia. Quando se preparava para a segunda cirurgia para a retirada de mais um órgão, veio a graça: NOS EXAMES NÃO CONSTATARAM NADA.

Obrigada minha Mãe querida. Obrigada Jesus. Te amo muito.

Estamos muito felizes, eu e toda a minha família. – Luiza de Marillac”. (conforme postagem no site http://www.adf.org.br/home/um-testemunho-milogroso-de-cura-do-cancer/)

Portanto não percam a oportunidade de adquirir uma medalha milagrosa hoje ainda e de solicitar a um Padre que a abençoe, e em seguida a coloque em seu pescoço, ou em uma parte adequada da sua roupa ou de sua carteira, e peçam graças especiais a Nossa Senhora das Graças sob cujo título A louvamos, de modo especial neste dia, e me contem depois. Experimentem fazer isto e me contem depois.

Ofereçam, também, a Medalha a alguém que esteja passando por uma necessidade ou provação, que esteja doente,  descrente ou desanimado, expliquem o significado dela, e peçam-lhe que a use. Trata-se de um excelente benefício que fazemos ao nosso próximo.

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Importa salientar que o corpo de Santa Catarina se encontra incorrupto e pode ser visto e venerado sob o altar existente na capela do Convento da Ruc du Bac. Certamente uma homenagem prestada por Deus a uma tão grande Santa que teve o privilégio, em vida, de ver, conversar com Nossa Senhora e de apoiar delicadamente seus braços no santíssimo colo da Mãe de Deus e o que é mais importante, de em tudo fazer a vontade de Deus!

“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, rogai por nós!

Santa Catarina Labouré, rogai por nós!

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Santa Cecília, padroeira dos músicos, rogai por nós!

 

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 Caríssimos irmãos e irmãs,    senti-me  inspirada a republicar o post sobre Santa Cecília, ilustrando-o com novas e belas fotos, pois hoje se celebra a história de sua vida luminosa,  que deixou para sempre  neste mundo tão carente de almas puras e inocentes, exemplos e lições maravilhosos.

A Igreja considera tão eminente sua santidade que a inclui no rol das sete santas que são individualmente mencionadas no Missal Romano! Isto não é pouca coisa!

Estimados irmãos e irmãs, por tais razões é que reitero minha  homenagem e admiração por esta jovem chamada Cecília, que ficou conhecida, há quase mil e oitocentos anos, como  Santa Cecília, patrona dos músicos. Você que se chama Cecília, ou tem alguma pessoa da família ou amiga com esse nome, você que canta  ou  toca algum  instrumento, vale  a pena  conhecer um pouco  sobre vida dessa grande Santa. Eu e meu marido, particularmente, a temos como intercessora, pois integramos um Coral e nutrimos um apreço muito grande à música.

Cecília nasceu em Roma no século III.Resultado de imagem para SANTA CECILIA

O amigo ou amiga que nesse momento está lendo essas linhas,  e que toque algum instrumento,  saiba que, segundo alguns autores,  Cecília era uma exímia tocadora  de  harpa, sobretudo de uma harpa mística , cujas cordas são os seus dons e virtudes que emitem melodias celestiais que louvam a Deus e inflamam de caridade nossos corações.

Essa linda jovem converteu-se ao cristianismo, e passou a assistir as missas celebradas pelo Papa Urbano, na Via Ápia. Esse local amigos, era rodeado de pobres, a quem Cecília ajudava de forma caridosa, eficiente e bela.  Esse seu gesto de amor aos pobres, essa  sua doação aos necessitados, fez Cecília tornar-se  muito conhecida e admirada.

Era filha de um senador de Roma e sua família era nobre. Foi prometida em casamento a um jovem chamado Valeriano, com quem se casou mais tarde e que foi por ela convertido ao cristianismo juntamente com seu irmão Tibúrcio, ambos pagãos. Valeriano sabedor do voto de virgindade de Cecília, aceitou essa decisão de sua esposa.

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Tão extraordinária era Cecília que quando abria a boca para falar, todos ficavam em êxtase! Eram palavras que saíam de sua boca cheias de sabedoria, bondade, resignação, paciência e amor a Deus. Nada queria desse mundo, a não ser fazer o bem às pessoas especialmente aos pobres.

Sabem meus irmãos, no mundo de hoje, em que assistimos através dos noticiários dos  meios de comunicação de modo geral, tantas barbaridades  sendo cometidas,  tantos abusos, que dão a impressão de que a humanidade está enferma,  sentimo-nos órfãos  de bons exemplos! E como é gratificante saber que existiram no mundo pessoas assim!.

Cecília cantava com sua voz de anjo para Deus:

“Senhor, guardai sem manchas o meu corpo e minha alma, para que não seja confundida”

Sua voz ressoava até o infinito celestial!

Assim, através de sua voz melodiosa e  angelical, ficou conhecida como a padroeira dos que cantam e tocam, bem como intercessora do povo de Deus, de um modo geral.

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Mas, voltando ao breve relato de sua vida, naquela época, Almachio, prefeito de Roma, soube da conversão dos dois irmãos, Valeriano e Tibúrcio, realizada por Cecília. E esse homem perverso quis pegar toda a fortuna deles. Só que eles já a haviam distribuído, quase toda, aos pobres.

Que coisa bonita!  Distribuir tudo para os pobres!

É importante conhecer um pouco sobre a vida deles, principalmente as suas ações de ajuda espiritual e material aos  mais necessitados.  A Igreja é rica em  exemplos  como estes, que são como  fonte de águas cristalinas que refrigeram nossas almas.

Ela era nobre, rica, tinha tudo, no entanto nada queria, a não ser fazer o bem.  É incrível!   Fico pensando, que coisa maravilhosa, ter existido alguém com tantas virtudes e pureza de alma.

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Igreja de Santa Cecília – SP

É simplesmente celestial!

Mas retornemos ao assunto: o Prefeito mandou prendê-la em um balneário de águas quentes do seu próprio castelo, logo na entrada dos vapores. Ali seria asfixiada pelo vapores ferventes que aqueciam as águas. Ninguém conseguiria ficar ali um minuto sequer, era morte certa.  Para surpresa de todos, milagrosamente, nada lhe aconteceu.  

E ela continuou falando de Deus, de Jesus Cristo, que dava sentido à vida, realizando inúmeras conversões e milagres que Deus operava por meio dela.

Enfurecido, o Prefeito mandou que a entregassem ao carrasco para que fosse decapitada. Ocorre que o verdugo deu três machadadas no seu pescoço, mas não conseguiu cortar-lhe a cabeça.

Cecília permaneceu viva por três dias deitada no leito, enquanto rezava a Deus, e tinha palavras de consolo para quem dela se aproximava.

Antes de morrer, pediu ao Papa que distribuísse o resto de seus bens aos pobres e que no terreno da sua casa construísse uma igreja.

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Foi enterrada na Catacumba de São Calixto e logo passou a ser venerada como mártir.

Seu túmulo ficou séculos desaparecido.  Ela apareceu ao Papa Pascoal, entre 817 e 824, e depois desse grande acontecimento seu túmulo foi encontrado e…., maravilha: o seu corpo estava intacto, ao lado do de Valeriano (esposo) e de Tibúrcio irmão deste.

Detalhe importante: Santa Cecília foi morta porque manteve-se fiel à sua Fé no Deus Uno e Trino, testemunhada para todo sempre pela posição dos dedos de suas mãos, a saber: os da mão esquerda indicavam um ( Um só Deus) e os da mão direita três( as Três Pessoas da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo) , como se pode observar facilmente pela Imagem abaixo!

No ano de 1599, o Cardeal Sfondrati, mandou  abrir seu túmulo e seu corpo foi encontrado na mesma posição, como  o Papa Pascoal  havia encontrado.

Sua festa é comemorada no dia 22 de novembro, dia dos músicos e da música.

Salve Santa Cecília, e rogai por nós!Resultado de imagem para MARTIRIO DE SANTA CECILI

Obs:consta que Santa Cecília está entre os santos que têm mais Igrejas dedicadas à  veneração  dos fiéis.

Fontes de pesquisa:

Disponível em: http://www.cruzterrasanta.com.br

Disponível em: http://www.arautos.org.com.br

Dor e Glória

OLHAR DE TRISTEZA

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 Sempre que O fitava, percebia que a expressão do seu olhar era carregada de dor e tristeza e me indagava porque todos os artistas que  esculpiram ou pintaram  sua imagem colocavam, a par da mesma expressão de sofrimento, os olhos entreabertos ou fechados, os lábios também ligeiramente abertos, e um imponderável que me deixava perplexa: era um semblante magnifico de reprovação, tristeza e dor e de uma bondade indizível. Era  Nosso Senhor Jesus Cristo, o nosso Salvador, pregado  na Cruz!

Sentia uma admiração, enlevo e respeito, por aquele Crucificado da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, que era realmente de uma perfeição divina e na minha opinião, quem o fez foram provavelmente anjos ou então um artista muito piedoso por eles ajudados.

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Como vivemos num século marcado por tragédias, crimes chocantes, desvarios causados pelas drogas, que vão destruindo a vida de muitos jovens, pela anarquia governamental, a desonestidade que tomou conta de nosso país e pela falta de fé e de esperança, e mais do que isto, pelo ódio ao sagrado, ao belo e ao divino, busquei respostas para esses dramas e essas posturas de alma, que vão crescendo vertiginosamente e fui encontrá-las olhando e admirando Nosso Senhor na Cruz, nela cravado pelos próprios homens a quem veio redimir do pecado.

Sim, Jesus me fez compreender que o homem ao rejeitá-lo fica privado dos auxílios da divina graça e, uma vez obscurecida a sua razão e enfraquecida sua vontade, ele dá vazão a todas as tendências e paixões desregradas instaladas em seu coração em consequência da imensa tragédia que se abateu sobre todo gênero humano, que foi o pecado original. Ou seja, se o homem rejeitou e levou à morte o Homem-Deus, ele é capaz de chegar aos maiores absurdos se se julga bastante a si próprio e autossuficiente.

Sim, prezados amigos, a raiz de todos os males e do pecado é o orgulho.

E prossegui as minhas pesquisas e estudos sobre a questão e acabei deparando-me com um artigo escrito em 1985, intitulado “Tristeza, dor e majestade” do grande pensador católico, o Professor Plinio Corrêa do Oliveira, fruto de sua contemplação de uma belíssima escultura de Jesus Crucificado, o qual está repleto de altas e eloquentes considerações que nos ajudam a compreender alguns mistérios que marcam a nossa existência.

 

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Shakespeare

Já dizia o escritor Shakespeare que “há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”. E entre tantos e tantos mistérios, assoma o  denominado “mistério da iniquidade”.

E se é verdade que ante um mistério da Fé que não compreendemos, devemos, antes de tudo, nele crer, isto não significa dizer que não devamos, com humildade, estudá-lo, meditá-lo e nos aprofundarmos em estudos e explicações de pessoas santas e sábias, que logram tirar alguns véus que o envolvem e  assim nos aproximam do seu significado mais profundo. E é o que o Dr. Plinio consegue fazê-lo com suas reflexões sobre “Tristeza, dor e majestade”.

“Tristeza, dor e majestade expressas num Crucifixo

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A manifestação de tristeza de Nosso Senhor apresentada neste belo Crucifixo é pungente: os lábios abertos, os dentes separados, o queixo ligeiramente caído, dando a impressão de tal abandono de forças que há uma carência de energias até para manter cerrados os lábios. O olhar é distante, pairando na consideração de outra coisa muito diversa e que O enche de tristeza.

O artista soube muito bem representar os cabelos de Nosso Senhor: não propriamente penteados, porque não teria propósito, depois de tudo quanto Ele sofreu, representá-los ordenadamente. Mas são apresentados lindamente desgrenhados! De maneira que eles formam cachos lindíssimos! A barba é tão pequena, que não seria possível esculpi-la revolta. Ela cai ordenadamente para emoldurar o rosto.

Analisando a coroa de espinhos, podem-se perceber os grandes espinhos que transpassaram a fronte de Nosso Senhor. Acima do olho esquerdo nota-se uma machucadura terrível. Tem-se a impressão de que um espinho ali penetrou, deixando um furo horrível!

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Vê-se o sangue que corre… Mas, com quanta delicadeza ele escorre ao longo do corpo divino! De maneira a formar longos filetes, aparecendo na ponta de cada um deles um rubi!

Sempre, desde menino, o que mais me impressionou em Nosso Senhor Jesus Cristo foi a sua dor. Estivesse Ele crucificado ou não. Tanto numa atitude como nas imagens do Sagrado Coração, em que o Divino Redentor O mostra aos homens, quanto entre os doutores do Templo, o que me chamava a atenção era a dor. E dor que confere ao sofrimento aquele matiz de majestade, de sabedoria profunda, de transcendência em relação a tudo. Mas, também, de bondade que chega até o último ser, até o último pecador. Isto foi o que sempre, de modo muitíssimo especial, me atraiu nEle e me levou a adorá-Lo.

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Não custei a perceber que tal disposição de alma estava em diametral oposição à alegria de fandango, doida, tonta, agitada e sedenta de pecado, que dominava a minha época de menino, com a difusão da atmosfera de Hollywood, do cinema moderno… Então, era uma alegria má. E eu ficava colocado entre a tristeza e a má alegria.

Entretanto, naquela época, eu não sabia discernir bem entre a boa e a má alegria.

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Foi necessário o transcurso de anos para eu perceber o seguinte: aqueles que partilham a tristeza de Nosso Senhor são os verdadeiramente alegres desta vida! E aqueles que se apresentam alegres com Satanás são, na realidade, os tristes neste mundo. E, apesar de ser verdadeiro o fato de vivermos numa época de tanto pecado e tanta ignomínia – que arrancou lágrimas de Nossa Senhora na sua aparição em La Salette, e postulou a Mensagem de Fátima, com tudo o que ela contém – parece-me que o verdadeiro católico pode ter sua alma alegre. Mas que tal alegria nunca deve prescindir de um certo véu de tristeza. De tristeza digna, tristeza nobre, varonil, como quem acompanha Nosso Senhor até o alto da Cruz!

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De onde a ideia seguinte: a vida, para ser conduzida de modo católico, deve trazer consigo esse traço de grandeza e de seriedade, sem o qual ela não vale nada. A vida humana é uma participação na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu tenho que sofrer como Ele sofreu. E quanto mais eu padecer, tanto melhor será, porque terei tido maior honra em me achegar mais a Ele.

Que a Virgem Santíssima nos ajude a conservar tais reflexões bem no fundo de nossas almas, pois aproximamo-nos de tempos em que desconhecemos como será o dia de amanhã.

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Espreitar-nos-á a dor?

Talvez! Mas devemos estar certos de um ponto: se nos espreita a dor, aguarda-nos também a glória!

 

Fonte de consulta:

Revista  Dr. Plínio

 

 

 

 

 

A família, a televisão e o perversor

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Caríssimos irmãos e irmãs , no momento encontram-se em ebulição alguns assuntos (  exposições de “arte” , filmes blasfemos e grotescos e outras aberrações atingindo até crianças) que têm provocado os mais acirrados debates, seja nos órgãos da mídia, digamos convencional, quer nas denominadas redes sociais, que cada vez mais vão se impondo como um veículo democrático das mais diversas opiniões, dos mais diversos matizes, de boa ou má qualidade, comprometidas ou não com a verdade. Felizmente que nosso povo tem se posicionado, majoritariamente, contra tais aberrações!

Poderíamos dizer que tais assuntos estão relacionados aos seguintes temas: à família,  à cultura, à liberdade de expressão e seus limites.

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E assim julguei por bem me posicionar, e trazer à baila algum contributo que possa trazer luzes e suscitar sérias e graves reflexões para o debate.

No   tocante à família, já tratamos do tema em vários outros posts anteriores e é extreme de dúvidas que se trata de uma instituição de origem divina, conforme se lê no Livro do Gênesis e por isso mesmo é a “celula mater” da sociedade. E é nela que nascem, se desenvolvem ,  se consolidam e se destilam as virtudes que, de seu turno vão engendrar os costumes, as tradições, enfim a cultura e as civilizações.

No que concerne ao conceito de cultura,  é lugar comum dizer-se que é o conjunto das manifestações de um povo  nas mais variadas atividades do agir humano: na música, no teatro,  na gastronomia, na poesia e na literatura, nas danças, esculturas, pinturas, nas vestimentas e adornos,  enfim, nos diversos ramos do conhecimento, etc.

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No entanto, a rigor, para que essas expressões possam merecer tal nome, devem estar sempre relacionadas e sempre buscar o favorecimento dos princípios da verdade, do bem e do belo.

Muitas vezes ouvi dizer que a arte é a expressão do belo. Em outras palavras, conforme refletimos nos posts “A pulcritude do belo” e “Há esperança?”, uma sociedade deve buscar sempre o aprimoramento do espírito, a Virtude, ou seja, a Honestidade.

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Tratando do tema, o Professor Plinio Correa de Oliveira, em conferência  publicada pela revista Catolicismo nº 51, de Março 1955, teceu o seguinte comentário: “Entretanto, podemos considerar seriamente o assunto, tomando a palavra “cultura” nos mil significados de que ela se reveste na linguagem de tantos povos, classes sociais e escolas de pensamento, e começando por mostrar que em todas estas acepções a “cultura” contém sempre um elemento basilar invariável, isto é, o aprimoramento do espírito humano.

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Dr. Plinio

No âmago da noção de aprimoramento, está a ideia de que todo homem tem em seu espírito qualidades susceptíveis de desenvolvimento, e defeitos passíveis de repressão. O aprimoramento tem pois dois aspectos: um, positivo, e que significa crescimento do que é bom, e outro negativo, ou seja, a poda do que é mau”.

O que vale dizer, que cultura não é tudo aquilo que o homem produz ou realiza, porquanto para sua caracterização é necessário que contenha sempre o aspecto positivo que implica o aperfeiçoamento do que é bom e a poda do que é mau e nocivo. E logo se vê que as

manifestações a que algumas pessoas chamaram de expressão cultural, não passam de manifestações de ódio metafísico a Deus e ao que é sagrado e explosões de anticultura.

Portanto a liberdade de expressão será legítima e sadia se for exercida com responsabilidade e comprometida com a verdade, respeitando os direitos alheios e imbuída do escopo de fazer o bem e favorecer a prática das virtudes.

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E, por conseguinte, não poderá ser aceita nem digna de tal nome, se atentar de forma ignóbil e preconceituosa contra os princípios elementares do respeito à vida, à dignidade e honra de crianças, e às crenças e símbolos que, além de representativos de pessoas sagradas e verdadeiras, como o são Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora, são venerados e amados pela imensa maioria de nossa população!

Destarte, não e não, a essas explosões de ódio e blasfêmias ao Sagrado; ao atentado ao pudor, à inocência e à dignidade de crianças e aliás, também da maioria de nossa população; ao feio e grotesco, que jamais serão justificados por uma minoria insignificante de pessoas e por alguns órgãos de nossa imprensa, sob o infundado e sofístico pretexto de liberdade de expressão.

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Feitas tais colocações preliminares, deixo-lhes um artigo do já falecido D. Lucas Moreira Neves, que foi Cardeal Arcebispo de Salvador (de 1987 a 1998), o qual foi publicado na edição do Jornal do Brasil, de 13 de janeiro de 1993.

São palavras duras de um dos mais influentes e respeitados Cardeais da Igreja Católica que chegou a ocupar  no Vaticano o  importantíssimo cargo de Prefeito  da Congregação  para os Bispos, mas utilíssimas para um…. quem sabe, exame de consciência nacional e mudança de atitudes e de rumo, enquanto é tempo, pois com Deus não se brinca!

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“J’accuse! – A escola de criminalidade e violência que se tornou a televisão brasileira.

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Dom Lucas Moreira Neves

Do polêmico manifesto de Emile Zola estou plagiando somente o título – e, se puder, a veemência. Fora isso, não pretendo revisitar nesta crônica o clamoroso affaire Dreyfus. O meu j’accuse é assestado contra a televisão brasileira. E o lanço como brasileiro preocupado com meu País e como bispo responsável por grande número de fiéis.

Não quero, de modo algum, generalizar. Estou pronto a excetuar da minha acusação o canal dedicado à educação e cultura e os programas que, nos diferentes canais, contribuem para o crescimento e a elevação cultural e humana da população.

Feito isso, e tomando por testemunhas a sociedade brasileira em geral, os pais de família e os educadores em particular, os pastores de Igrejas e líderes religiosos, eu acuso a televisão brasileira pelos seus muitos delitos.

Acuso-a de descumprir sistematicamente as funções em vista das quais obteve do governo uma concessão: informar, educar, cultivar, formar consciência e divertir. Em vez disso, ávida somente de pontos no Ibope e de faturamento, ela não hesita em apelar aos instintos mais baixos do homem. Seu pecado mais grave é o que concerne à educação por ser esta a necessidade e as exigências fundamentais no nosso País. Com raras e louváveis exceções, a tevê brasileira não só  (não) educa, mas, com requinte de perversidade, deseduca. Abusando dos seus recursos técnicos, do seu poder de persuasão e de penetração nos lares do País inteiro, ela destrói o que outras instâncias pedagógicas e educativas, a duras penas, procuram construir.

Acuso a televisão brasileira de ministrar copiosamente à sua clientela os dois ingredientes que, por um curioso fenômeno, andam sempre juntos: a violência e a pornografia. A primeira é servida em filmes para todas as idades. A segunda impera, solta, em qualquer gênero televisivo: telenovelas, entrevistas, programas ditos humorísticos, spots publicitários e clips de propaganda. Há cerca de três anos, em artigo no JB, o editor e jornalista Sérgio Lacerda denunciava que, com sua enxurrada de pornografia, a TV brasileira está formando uma geração de voyeurs.

Acuso a televisão do nosso País de estar utilizando aparelhagens e equipamentos sofisticados com o objetivo de imbecilizar faixas inteiras da população. Uma geração de debilóides. O processo se torna consternador e inquietante quando, a pretexto de humor, um instrumento de educação, como a escola, se transforma em “escolinha”, onde o mau gosto, a idiotice, o achincalhe são dados em pasto a crianças, adolescentes e jovens em formação. Em matéria de humor televisivo, aliás, poucos o analisaram tão profundamente como Moacyr Werneck de Castro, ao apontá-lo como verdadeira regressão à infância, por meio de um ‘repertório de boçalidades’ (Humor na Televisão, JB 06/07/91).

Acuso a TV brasileira de ser demolidora dos mais autênticos e inalienáveis valores morais, sejam eles pessoais ou sociais, familiares, éticos, religiosos e espirituais. Demolidora porque não somente zomba deles, mas os dissolve na consciência do telespectador e propõe, em seu lugar, os piores contravalores. Neste sentido, é assustadora a empresa de demolição da família e dos mais altos valores familiares – amor, fidelidade, respeito mútuo, renúncia, dom de si – realizada quotidianamente, sobretudo pelas telenovelas. Em lugar disso, o deboche e a dissolução, o adultério, o incesto.

Acuso a TV brasileira de ser corruptora de menores, em virtude de programas da mais baixa categoria moral, pelas cenas e pelo palavreado, em horários em que crianças estão diante da caixa mágica.

Acuso-a de atentar contra o que há de mais sagrado, como seja, a vida. Não há muitos dias, em programa reprisado, milhares de espectadores viram e ouviram, no diálogo entre um talkman e uma jovem de vinte anos a mais explícita apologia do aborto e o não velado incitamento à supressão de vidas humanas no seu nascedouro.

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Acuso-a de disseminar, em programas vários, idéias, crenças, práticas e ritos ligados a cultos os mais estranhos. Ela se torna, deste modo, veículo para a difusão de magia, inclusive magia negra, satanismo, rituais nocivos ao equilíbrio psíquico.

Acuso a TV brasileira de destilar em sua programação e instilar nos telespectadores, inclusive jovens e adolescentes, uma concepção totalmente aética da vida: triunfo da esperteza, do furto, do ganho fácil, do estelionato. Neste sentido, merecem uma análise à parte as telenovelas brasileiras sob o ponto de vista psicossocial, moral, religioso.

Quando foi que, pela última vez, uma novela brasileira abordou temas como os meninos de rua, os sem-teto e sem-trabalho, os marginalizados em geral? Qual foi a novela que propôs ideais nobres de serviço ao próximo e de construção de uma comunidade melhor?404674_10150647049415850_506470849_11208315_863731189_n.jpg

Em lugar disso, as telenovelas oferecem à população empobrecida, como modelo e ideal, as aventuras de uma burguesia em decomposição, mas de algum modo atraente.

 

Acuso, enfim, a televisão brasileira de instigar à violência: ‘A televisão brasileira terá de procurar dentro de si as causas da violência que ela desencadeou e de que foi vítima’ (Editorial Estrelas candentes, JB, 06/01/93). ’Já se chamou a atenção para o fato de que o crescimento de rede monopolística da televisão coincida com o crescimento da violência no país e jamais se chegará no âmago da questão enquanto a própria televisão se recusar a assumir sua responsabilidade’ (Editorial Limites da dor, JB, 08/01/93). Ela não pode procurar álibis quando essa violência produz frutos amargos. Quem matou, há dias, uma jovem atriz? Seria ingenuidade não indiciar e não mandar ao banco dos réus uma co-autora do assassinato: a TV brasileira. A novela das oito. E – sinto ter que dizê-lo – a própria novela De corpo e alma”.

Cardeal, e ex-Primaz do Brasil Dom Lucas Moreira Neves (+ in memoriam)

Artigo publicado em 13 de janeiro de 1993 no Jornal do Brasil

No Evangelho de São Mateus, há uma passagem na qual fica patenteada a gravidade do escândalo praticado contra crianças e o castigo que Jesus promete a quem lhe der causa.

São Mateus 18:1-7:

“1. Neste momento os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: Quem é o maior no Reino dos céus?

  1. Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse:
  2. Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus;

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  1. Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus.
  2. E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe.
  3. Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar.
  4. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa!”

E para completar esta reflexão em torno de situação tão grave que atinge o Brasil e muitos outros países, atualmente, transcrevo abaixo palavras do Papa Paulo VI, que deixam clara a existência do demônio e de sua atuação perversora sobre o mundo, as quais lançam ainda mais luzes  sobre a questão do mal e sobre o mistério da iniquidade.

Mas quero encerrar o presente post registrando a minha confiança em que Deus fará cessar esse estado de coisas no qual se debate o mundo, pois foi o próprio Jesus que nos prometeu: “ Confiança! Confiança! Eu venci o mundo!”

E também porque Nossa Senhora nos assegurou em Fátima: “ Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”

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Paulo VI

“Quais são, atualmente, as maiores dificuldades da Igreja? Não vos cause espanto nossa resposta, como simplista ou mesmo como supersticiosa e irreal: uma das maiores necessidades é a defesa contra aquele mal que denominamos demônio. […]

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Realidade terrível, misteriosa e assustadora

O mal não é apenas uma deficiência, mas sim uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Terrível realidade. Misteriosa e assustadora.

Sai do âmbito do ensinamento bíblico e eclesiástico quem se nega a reconhecer a existência desta realidade, interpretando-a como um princípio que existe por si, sem ter, como toda criatura, sua origem em Deus; ou então a explica como uma pseudorrealidade, uma personificação conceptual e fantástica das causas desconhecidas de nossas desgraças.

O problema do mal – analisado em sua complexidade e em sua absurdidade em relação à nossa racionalidade unilateral – torna-se assim obsessivo, constituindo a mais forte das dificuldades para compreendermos o cosmos sob o ponto de vista religioso. Não sem razão sofreu Santo Agostinho durante anos: “Quærebam unde malum, et non erat exitus – Eu procurava de onde vinha o mal, e não encontrava explicação” (Confissões, VII, 5; 7; 11).

Eis, portanto, a importância que adquire advertirmos o mal para uma correta concepção cristã do mundo, da vida e da salvação.

Ameaça assinalada em muitíssimas passagens do Novo Testamento

Primeiro, no desenvolvimento da história evangélica, quem não se recorda da página densíssima de significados da tríplice tentação de Cristo, no início de sua vida pública? Ou dos muitos episódios evangélicos nos quais o demônio se encontra com o Senhor e aparece nos seus ensinamentos? E como não haveríamos de recordar que ­Jesus Cristo, referindo-se três vezes ao demônio como seu adversário, o qualifica como “príncipe deste mundo” (Jo 12, 31; 14, 30; 16, 11)?

Diversas passagens do Evangelho nos indicam que não se trata de um só demônio, mas de muitos; um, porém, é o principal: satanás, que significa o adversário, o inimigo; e muitos outros com ele, todos criaturas de Deus, mas decaídas e condenadas, por terem sido rebeldes; todo um mundo misterioso, convulsionado por um drama infelicíssimo, do qual conhecemos muito pouco.

Fissuras através das quais pode facilmente penetrar

O demônio está na origem da primeira desgraça da humanidade; foi ele o tentador falacioso e fatal do primeiro pecado, o pecado original. Por essa queda de Adão, o demônio adquiriu certo domínio sobre o homem, do qual só a Redenção de Cristo nos pôde libertar.

É uma história que ainda se desdobra: recordemos os exorcismos do Batismo e as frequentes referências da Sagrada Escritura e da Liturgia ao agressivo e opressor “poder das trevas”. É o inimigo número um, é o tentador por excelência. Sabemos, assim, que esse ser tenebroso e perturbador existe realmente e continua agindo com aleivosa astúcia; é o inimigo oculto que semeia erros e desventuras na história humana. […]

Numerosos são os que hoje preferem exibir-se como fortes e livres de preconceitos, assumir ares positivistas, e depois dão fé a tantas gratuitas superstições de magias ou populares; pior ainda, abrir a própria alma – a própria alma batizada, visitada muitas vezes pela presença eucarística e habitada pelo Espírito Santo! – às licenciosas experiências dos sentidos, às deletérias experiências dos estupefacientes, como também às seduções ideológicas dos erros da moda, fissuras estas através das quais pode o maligno facilmente penetrar e alterar a mentalidade humana.

Não quero dizer que todo pecado seja devido diretamente à ação diabólica; mas é verdade que quem não se vigia com certo rigor moral expõe-se à influência do mysterium iniquitatis, ao qual se refere São Paulo, e que torna problemática a alternativa de nossa salvação.

“O mundo todo jaz sob o maligno”

Nossa doutrina se torna incerta, por estar obscurecida pelas mesmas trevas que circundam o demônio. Mas nossa curiosidade, excitada pela certeza da sua multíplice existência, torna-se legítima com duas perguntas. Existem sinais, e quais, da presença da ação diabólica? E quais são os meios de defesa contra tão insidioso perigo?

A resposta à primeira pergunta requer muita cautela, embora os sinais do maligno pareçam por vezes tornar-se evidentes. Podemos supor sua sinistra ação onde a negação de Deus se mostra radical, sutil e absurda, onde a mentira se afirma hipócrita e poderosa contra a verdade evidente, onde o amor é extinto por um egoísmo frio e cruel, onde o nome de Cristo é impugnado com ódio consciente e rebelde, onde o espírito do Evangelho é mistificado e negado, onde o desespero se afirma como a última palavra, etc.

Mas é um diagnóstico por demais amplo e difícil, que não pretendemos aprofundar e autenticar agora, não carente, entretanto, de dramático interesse para todos; a ele também a literatura moderna dedicou páginas famosas.

O problema do mal continua sendo uma das maiores e permanentes questões para o espírito humano, inclusive após a vitoriosa resposta dada pelo próprio Jesus Cristo. “Sabemos – escreve o Evangelista São João – que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o maligno” (I Jo 5, 19).

A defesa decisiva é a graça

À outra pergunta – qual defesa, qual remédio opor à ação do demônio? – a resposta é mais fácil de formular, embora continue difícil de concretizar. Podemos dizer que tudo quanto nos resguarda do pecado, nos defende ipso facto do inimigo invisível. A defesa decisiva é a graça. A inocência adquire um aspecto de fortaleza.

Além disso, cada um se recorda de quanto a pedagogia apostólica simbolizou na armadura de um soldado as virtudes que podem tornar invulnerável o cristão. O cristianismo deve ser militante; deve ser vigilante e forte; e deve por vezes recorrer a algum exercício ascético especial para afastar certas incursões diabólicas. Isto nos ensina Jesus, indicando o remédio “na oração e no jejum” (Mc 9, 29). E o Apóstolo sugere a linha mestra a seguir: “Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem” (Rm 12, 21; cf. Mt 13, 29).

Conscientes, pois, das adversidades nas quais se encontram hoje as almas, a Igreja e o mundo, procuraremos dar sentido e eficácia à habitual invocação de nossa principal oração: “Pai nosso… livrai-nos do mal!”. ²

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A  Família é Divina

Beato Paulo VI. Excertos da Audiência geral de 15/11/1972 – Tradução: Arautos do Evangelho

Leia mais em: https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-mateus/18/;

Revista Catolicismo nº 51, de Março 1955;

São Pio X: você o conhece?

Caríssimos irmãos e irmãs, gostaria de compartilhar  um assunto muito importante  e  muito propício para o momento e que tem tudo a ver com o tema do último post e de outros anteriores. E deparei-me com ele pesquisando sobre o papel que tiveram alguns homens e mulheres muito especiais na  História da humanidade. Homens e mulheres autênticos e por isto mesmo marcantes e cujos semblantes retratavam de forma luminosa e inequívoca suas personalidades, mas que não são muito conhecidos.

E foi assim que ” descobri” um personagem que atraiu fortemente a minha atenção: trata-se do Papa São Pio X, que conduziu a Barca de Pedro de 4 de agosto 1903 a 20 de agosto de 1914. Nascido a 2 de junho de 1835, em Riese, na Itália, era o segundo de 10 filhos de uma família  de camponeses, e que desde cedo manifestou uma forte vocação para o sacerdócio, que conseguiu corresponder à custa de muitos sacrifícios de seus pais que eram muito pobres. Foi ordenado sacerdote em 1858, nomeado Bispo de Mântua em 10 de novembro de 1884 e Patriarca de Veneza, em 1896. Foi eleito Papa com 55 dos 60 votos possíveis naquele conclave. Relutou muito em aceitar a sua escolha como Papa, devido à sua grande humildade.

Contam os historiadores, que tomou dinheiro emprestado para comprar sua passagem de volta a Veneza, quando viajou para o conclave em Roma, pois jamais esperava que viesse a ser eleito Papa! E contam ainda os estudiosos que os demais Cardeais só compraram a passagem de ida…

Escolheu  como lema do seu Pontificado “Renovar todas as coisas em Cristo”. E realmente tudo fez neste sentido, valendo ressaltar que foi ele que instituiu a Comunhão frequente e precoce, para crianças com uso da razão, por isso é chamado o Papa da Eucaristia;  ministrava aulas de catecismo para as crianças de Roma e procurava visitar todos os habitantes da cidade, em meio a importantes aperfeiçoamentos na Liturgia e no campo do Direito Canônico.

Foi o primeiro Papa a ser canonizado após a a canonização de São Pio V, que ocorreu em 22 de maio de 1712.

Teria muito , mas muito mesmo, para falar sobre este grande Pontífice, mas fica para uma outra ocasião.

Hoje, quero deixar-lhes algumas santas palavras  e sábios conselhos e orientações deste Varão da Igreja , um  Papa santo,  fiel conselheiro, que seguia à risca as palavras do Divino Mestre: ” SIM, SE É SIM; NÃO, SE É NÃO. TUDO  O QUE PASSA ALÉM DISTO VEM DO MALIGNO’ (MATEUS 5, 34-37)

Acompanhem-nos , pois, caríssimos irmãos, na leitura e meditação destes ensinamentos de São Pio X, contidos em alguns excertos da sua Carta Encíclica “Acerbo nimis”, de 15/04/1905, muito apropriados para os dias atuais .

“Os insondáveis desígnios de Deus elevaram nossa pequenez ao cargo de Supremo Pastor de toda a grei de Cristo em dias bem críticos e amargos, nos quais o antigo inimigo ronda em torno deste rebanho, armando-lhe ciladas como com tão pérfidas astúcias que, hoje mais que nunca, parece ter-se cumprido aquela profecia do Apóstolo aos anciãos da Igreja de Éfeso:

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São João Bosco

‘ Sei que (…) se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho” (At 20,29).

Não há quem, animado pelo zelo da glória divina deixe de investigar as causas e razões deste mal  que ataca a religião; e como cada qual encontra causas e razões diferentes,, propõe meios também diferentes  conforme sua opinião pessoal, para defender ou restaurar o Reino de Deus na Terra. Sem proscrever, Veneráveis irmãos, os pareceres dos demais, nós nos alinhamos com aqueles que atribuem sobretudo à ignorância das coisas divinas a atual depressão e debilidade das almas, das quais resultam os maiores males.

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Padre José de Anchieta ensinando

NÃO HÁ CONHECIMENTO DE DEUS NA TERRA

Esta opinião concorda inteiramente com o que o próprio Deus declarou  por meio do profeta Oseias:

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“Não há conhecimento de Deus na Terra. A maldição a mentira, o homicídio, o roubo e o adultério inundaram tudo; o sangue se acrescenta ao sangue; por isso a terra se cobrirá de luto e desfalecerão todos os seus habitantes”(4,1-3)

” Quão lamentáveis e fundadas são hoje, infelizmente, as lamentações a propósito da existência, de um grande número de pessoas, no povo cristão, que vivem na  inteira ignorância das coisas que devem ser conhecidas para se conseguir a eterna salvação!

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Ao dizer “povo cristão”, não nos referimos só aos homens da classe popular, ou seja, àqueles aos quais serve de desculpa o fato de, por estarem sujeitos a patrões exigentes, mal conseguirem ocupar-se de si mesmos e de seu repouso. Falamos também, e principalmente, daqueles aos quais não falta entendimento nem cultura, ao contrário, possuem grande erudição profana, mas, no relativo à Religião, vivem de modo temerário e imprudente. Difícil será ponderar quão espessas são as trevas que os envolvem e –  pior ainda – a tranquilidade com que nelas permanecem!

Em nada se preocupam por Deus, soberano autor e moderador de todas as coisas, nem pela sabedoria da Fé cristã. E assim, nada sabem da Encarnação do Verbo de Deus nem da Redenção por Ele levada a cabo; nada também da graça, principal meio de obter a eterna salvação; nada do Augusto Sacrifício nem dos Sacramentos, pelos quais conseguimos e conservamos a graça. (…)

Isto posto, Veneráveis Irmãos, perguntamos:

– Que há de surpreendente no fato de serem tão grandes e aumentarem  a cada dia a corrupção dos costumes e sua depravação, não só em nações bárbaras, mas até em povos que ostentam o nome de cristãos? (…)

NECESSIDADE DA FORMAÇÃO RELIGIOSA

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Longe estamos de afirmar que a malícia da alma e a corrupção dos costumes não podem coexistir com o conhecimento da Religião. Prouvera a Deus que a experiência não demonstrasse isto com tanta frequência! Entendemos, porém, que, quando as espessas trevas da ignorância envolvem o espírito, nem pode ser reta a vontade  nem são os costumes. Quem caminha com os olhos abertos pode sem dúvida desviar-se da senda direita e segura mas o cego, este está em sério risco de perder-se.

Além disso, enquanto não se apagou inteiramente a chama da Fé, resta ainda a esperança de uma emenda na corrupção dos costumes; quando, porém, à depravação se junta  o desconhecimento da Fé, não há mais remédio, está aberto o caminho da ruína”.

Permitam-me interromper a transcrição das palavras do Papa, mas esta explicitação que ele faz neste último parágrafo é muito profunda e lança luzes para entendermos a crise que  se agrava a cada momento no mundo inteiro, pois a humanidade padece de uma depravação dos costumes sem nenhum precedente na sua História aliada a uma ignorância e por vezes a uma ausência inacreditável em relação aos conhecimentos mais elementares da Fé.

Lembro-me agora de uma reunião que assisti há muito tempo, na qual o palestrante afirmou que uma das maiores tragédias que aconteceu no Brasil foi a injusta e absurda expulsão dos Jesuítas, em 1759, a mando de D. José I, sob a influência do ímpio Marquês de Pombal. Sim, porque o povo brasileiro vinha sendo alvo de uma ação civilizadora, educativa e formativa por parte dos valorosos filhos de Santo Inácio e, de repente, deu-se esse corte que perdurou por muitos anos e cujos efeitos negativos refletem hoje nos campos da educação, da cultura e no da formação religiosa , moral e cívica de nosso povo.

Mas voltemos à leitura das palavras de São Pio X:

“Uma vez que da ignorância da Religião procedem tantos e tão graves prejuízos, e,  por outro lado, são grandes a necessidade e a utilidade da formação  religiosa – pois ninguém pode cumprir as obrigações do cristão se não as conhece -,  convém averiguar agora a quem compete a tarefa de preservar as almas dessa fatal ignorância  e proporcionar-lhes tão indispensável ciência.

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O MAIS GRAVE  DEVER DE QUALQUER SACERDOTE

Tal averiguação Veneráveis Irmãos, não oferece dificuldade alguma, pois esse gravíssimo dever incumbe aos pastores de almas, os quais, em virtude do mandato do próprio Cristo, têm a efetiva obrigação de conhecer e apascentar as ovelhas a eles confiadas. Ora, apascentar é, antes de tudo ensinar: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu Coração, que vos apascentarão com ciência e com a doutrina” (Jr 3, 15).

Assim falava Jeremias, inspirado por Deus. E por isso dizia o Apóstolo São Paulo: “ Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o Evangelho” (I Cor 1,  17). Adverte,  desta forma, que o principal ministério de todos quantos exercem de algum modo o governo da Igreja consiste em instruir os fiéis nas coisas sagradas.

Parece-nos inútil acrescentar novas provas da excelência desse ministério e de sua importância aos olhos de Deus. Por certo, grandes louvores recebe do Senhor a piedade  que nos move a aliviar as humanas misérias; mas quem pode negar que maior louvor merecem o zelo e os esforços empregados em procurar para os homens os bens celestiais, e não as transitórias vantagens materiais?

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São Pio de Pietrelcina

Nada pode ser mais desejável nem mais agradável a Jesus Cristo, o Salvador das almas, que disse de Si mesmo, pelos lábios de Isaías:

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“Enviou-Me para anunciar a Boa-Nova aos pobres” (Is 61, 1; Lc 4, 18).

Mas uma vez peço licença para sublinhar um outro ponto, muito importante da Encíclica em apreço, qual seja a importância da pregação da Palavra de Deus, que emerge das palavras de São Paulo e da primazia do espiritual sobre o material, aspecto que por ser tão óbvio, pareceria desnecessário frisar, mas que na prática é esquecido ou deixado de lado, por vivermos  num mundo marcado pelo pragmatismo, pelo ateísmo prático, quando não por uma noção deturpada e sentimental do que seja a Caridade.

Retomemos o fio da meada:

“Importa muito, Veneráveis Irmãos, acentuar bem aqui, e insistir neste ponto:

Para qualquer sacerdote, é este o dever mais grave, mais restrito, a cumprir. Pois quem negará que no sacerdote a santidade de vida deve progredir unida à ciência?

“Nos lábios do sacerdote deve estar o depósito da ciência” ( Mt 2, 7), (…)

Se é coisa vã  procurar colher onde não se semeou, como se pode esperar boas obras  de gerações que não foram oportunamente instruídas na doutrina cristã?

Daí concluímos que se em nossos dias a Fé enlanguesce até parecer quase morta em uma grande maioria, é porque foi cumprida com negligência, ou de todo omitida, a obrigação de ensinar as verdades contidas no catecismo.” ( Revista Arautos do Evangelho, maio de 2016)

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Caríssimos irmãos, as palavras  do grande São Pio X  nos deixam matéria para várias  reflexões que podem nos ajudar a compreender melhor a realidade que vivemos e, sobretudo, para corrigirmos nossas faltas e amoldarmos nossa mentalidade e nossas práticas aos ensinamentos de Nosso Senhor e ao magistério da Igreja e, por via de consequência, a cooperarmos , efetivamente, para a educação e formação de nossos filhos e de quem esteja, de algum modo, no âmbito de nossas relações sociais, sendo homens e mulheres de Fé , sequiosos da Palavra de Deus e de levá-la ao nosso próximo!

São Pio X, rogai por nós!

E concluímos, prestando nossa homenagem a Nossa Senhora da Conceição Aparecida,  Mãe, Rainha e Padroeira do Brasil,  no Tricentenário de sua Aparição, rogando-lhe a sua ajuda e proteção especiais, para todo povo brasileiro!

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

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Há esperança?

Diante de tantas notícias  que nos causam perplexidades, tristezas e apreensões,  provenientes de todas as partes do mundo,  inclusive de todas regiões do  nosso querido Brasil, tão cantado em versos e prosas, terra com  riquezas naturais e panoramas extraordinários, com seus seis estuantes biomas,  cada um com suas   peculiaridades próprias, vamos vivendo  sobressaltados pelos escândalos e desatinos de nossos homens e mulheres públicos, das mais diversas instituições , e de todos os escalões, deixando-nos sem referenciais   e sem sabermos mais em quem acreditar e confiar, salvo honrosas exceções.

E tudo isso nos faz relembrar as palavras inesquecíveis de Rui Barbosa no seu discurso  ao Senado no ano de 1914 , do qual  repasso para os caríssimos leitores, alguns trechos,  por conterem palavras tão sábias e atuais, e num certo sentido proféticas, que  vale a pena lermos e meditarmos.

DISCURSO DE RUI BARBOSA NO SENADO, EM 1914

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

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Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime, o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais”.

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D. Pedro II, no auge de sua vida pública

É bom que se esclareça que Rui Barbosa quando fala em “uma sentinela vigilante”, ele se refere a Dom Pedro II, que foi Imperador do Brasil, durante 49 anos e que sem dúvida foi o melhor período da nossa história, sob todos os pontos de vista, assunto que em breve trataremos neste blog, demonstrando como falaciosa e injusta é a afirmação de que o Brasil sempre foi um país corrupto, atrasado e falto de bons políticos e respeitados estadistas.

E assim conclui o famoso estadista baiano:

“E nessa destruição geral de nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem …”

(Rui Barbosa – Discursos Parlamentares – Obras Completas – Vol. XLI – 1914 – TOMO III – pág. 86/87)

E de 1914 para os tempos atuais, a situação só fez piorar, e eu não sei com  que palavras Rui Barbosa a descreveria se vivo estivesse.

Não obstante imersos numa crise  e provação sem precedentes, mas pressentindo e confiando contra toda esperança humana, no fundo de nosso coração, em que Deus nos fará  reencontrar o rumo certo, o fio da meada, perdido em determinado momento de nossa História, prosseguimos nossa jornada.

Sim, pois nascemos como País, sob o sinal da Santa Cruz, aliás  já bordada nas velas das ousadas caravelas de Cabral  e que também foi plantada em nosso solo, no primeiro ato público aqui celebrado – a Missa oficiada por Frei Henrique Soares de Coimbra – a qual foi assistida por portugueses, e índios, que sem dificuldade aceitaram a Fé católica que lhes foi ofertada pelos insignes missionários que vieram com o bravo navegador lusitano e logo após pelos santos e abnegados Nóbrega e Anchieta e seus companheiros jesuítas, que realizaram uma obra de evangelização e de civilização inigualável e idelével!

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Pois não adiantaria nada possuirmos  grandes riquezas e sermos uma grande potência em termos políticos e econômicos perante o concerto das Nações, se não tivéssemos a Fé N’Aquele que é o nosso Caminho, Verdade e Vida, Nosso Senhor Jesus Cristo, Luz do Mundo!

Sim, de que vale ao homem conquistar o mundo inteiro se vier a  perder sua alma, e assim ficar privado do  bom Deus, por toda eternidade?

Sim, nós bem sabemos e temos consciência de que por mais que vivamos neste mundo e que por mais bens e recursos tenhamos, isto não durará para sempre. E assim, tudo o que  construímos, as riquezas que acumulamos, todo o cuidado que temos com nossa saúde – e o devemos ter -, nada impedirá que um dia deixemos este mundo, e nos apresentemos diante de Deus. E  neste sentido, nós somos apenas os administradores temporários destes bens, pois, em última análise, nada é nosso, tudo pertence a Deus. Ele nos dá e tira quando quer, mas  o dia nós não o sabemos. “ Lembra-te de que tu és pó e ao pó tu voltarás”, assim diz o sacerdote quando impõe as cinzas em nossa fronte, na Missa de Quarta-feira de Cinzas.

Completando  este raciocínio, devemos viver pensando um pouco nessa realidade, e acredito que você que agora está lendo este post , vai perceber que não estou dizendo uma coisa sem sentido, mas sim uma realidade vivida por todo  homem e toda mulher  neste vale de lágrimas, que é a Terra, sobretudo neste crucial momento histórico, em que a humanidade inteira está decidindo por Cristo ou contra Cristo.

Por outro lado,  quando leio notícias sobre a tensão entre a Coreia do Norte, de um lado, e de outro, os Estados Unidos e a Coreia do Sul, fico temendo a eclosão de uma guerra nuclear que pode assumir proporções apocalípticas!

E fiquei a pensar como surgiram as bombas atômicas e fui pesquisar.

Ernest Rutherford, físico inglês que viveu entre os anos de 1871 e 1937, fez inúmeras pesquisas investigativas sobre a estrutura do átomo.

Com essas descobertas os cientistas perceberam que era possível criar uma reação em cadeia com capacidade para gerar grandes quantidades de energia e que, se ela ocorresse de forma descontrolada, em uma fração de segundos a liberação de energia seria gigantesca, provocando dessa forma uma explosão de  alto poder destrutivo.

E assim foi inventada uma arma terrível: as bombas atômicas, cujo poder destrutivo é altíssimo.

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Daí em diante, as grandes potências foram desenvolvendo e  armazenando armas nucleares, para a eventualidade de uma guerra, no que foram imitadas por países menos poderosos.

Os efeitos  de uma dessas bombas são verdadeiramente catastróficos! Que o digam Nagasaki e Hiroshima, duas cidades japonesas arrasadas com as bombas sobre elas lançadas pelos americanos, na Segunda Guerra Mundial. Morreram cerca de 200 mil pessoas e um número incalculável ficaram  feridas e ou com sequelas, sem se falar nos enormes estragos materiais e ambientais. Graças ao bom Deus e à  pertinácia do povo japonês elas foram reconstruídas em tempo recorde e são hoje duas modernas e prósperas cidades!

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Por outro lado, parece que a própria natureza está revoltada com os pecados dos homens,  que  são a causa mais profunda de todos os castigos que Deus manda ou permite desabem sobre o mundo. Há uma passagem no Livro do Gênesis que diz:”  Colocarei o meu arco nas nuvens.”  Santo Ambrósio observa  que a Escritura não diz a flecha, mas o arco para nos fazer compreender que é o  pecador que, pelas suas iniquidades, coloca a flecha sobre o arco e excita Deus a castigá-la. Como queremos , pois, ver-nos livres dos flagelos, se não deixarmos de irritar o céu e ofender ao Criador?

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E  as barbaridades morais e ambientais praticadas pelo homem  vão provocando fenômenos dos mais variados  em todas as regiões de nosso Planeta, a saber: incêndios na Noruega e em Portugal; inundações na China;  sucessivos e inesperados furacões, que atingem grau máximo, na região do Caribe, América Central e costa sudeste dos Estados Unidos; fortíssimos e devastadores terremotos no México; iceberg gigante, de um trilhão de toneladas !!!, que se desprende da plataforma de gelo no Pólo Antártico,cujo itinerário e consequências são imprevisíveis; calor nunca sentido na Europa, com sensação térmica de 53 graus, apelidado pelos europeus com um nome terrível – Lúcifer, entre muitos outros fatos e fenômenos que nos deixam assustados e apreensivos. E aqui em nosso Brasil, além das alterações climáticas nunca vistas, calor no Sudeste e frio no Nordeste, até terremoto tivemos, no Paraná!

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Tem um ditado francês que diz:  ” Chassez le naturel,  il revient  au galop”  que pode ser  traduzida para o português, como:” contrarie  a natureza e rapidamente ela dá o troco”.

Quanto à segurança,  violência e  criminalidade, aqui tomadas no seu sentido mais amplo e profundo, crescem, se não em todos, mas seguramente, na maior parte dos países. Na Europa, sob a forma dos contínuos atentados, que mantêm a população em estado de tensão e pavor constante e crescente; na América do Sul, de modo especial no nosso Brasil, e em, países de outros continentes, a exemplo do México, através do “mata-mata” (homicídios de todos os gêneros) irracional e brutal, e por aí vai.

E isto sem se falar na impiedade, associada a uma imoralidade avassaladora e que tem a insolência de exigir foro de cidadania, e que investe contra quem ousa professar a sua Fé e os princípios do amor a Deus, do respeito aos seus mandamentos, ao direito natural , em contraposição a toda forma de pecado, aberrações , perversões , idolatrias, heresias e manifestações de pseudo-cultura atentatórias aos legítimos sentimentos religiosos, como foi a malsinada “mostra” ocorrida em Porto Alegre, e que estadeiam em todo mundo.

Graças a Deus, a 2a. Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, atendendo à ação movida em boa hora pelos partidos da oposição, suspendeu a blasfema , grotesca e preconceituosa exibição.

Ante este quadro, me vêm também à mente algumas profecias sérias que li recentemente, entre as quais as de Nossa Senhora de Fátima, já citadas nos posts “A Mãe de todas as mães ” e ” Fátima – Farol de Deus”, as de Nossa Senhora de La Salette, do Padre Pio de Pietrelcina e da Bem Aventurada Anna Maria Taigi, entre muitas outras, que predizem acontecimentos impressionantes, como se pode verificar por alguns  excertos da Profecia de La Salette, de 03 de julho de 1851, abaixo transcritos:

 

PROFECIA DE NOSSA SENHORA “DE LA SALETTE”

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“Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra. Deus vai esgotar sua cólera, e ninguém poderá fugir a tantos males acumulados”.

“Os chefes, os condutores do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência. E o demônio obscureceu suas inteligências”.

“Deus permitirá à velha serpente introduzir divisões entre os que reinam, em todas as sociedades e em todas as famílias. Sofrer-se-ão tormentos físicos e morais. Deus abandonará os homens a si mesmos e enviará castigos que se sucederão durante mais de trinta e cinco anos.

“A sociedade está na iminência dos flagelos mais terríveis e dos maiores acontecimentos. Deve-se esperar ser governado por uma chibata de ferro e beber o cálice da cólera de Deus”.

“No ano de 1864, Lúcifer e um grande número de demônios serão soltos do inferno. Eles abolirão a fé pouco a pouco, até nas pessoas consagradas a Deus. Eles as cegarão de tal maneira que, salvo uma graça particular, adquirirão o espírito desses maus anjos. Várias casas religiosas perderão inteiramente a fé e perderão muitas almas.”

“Os maus livros abundarão sobre a Terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus. Eles terão grandíssimo poder sobre a natureza.

“Tendo sido esquecida a santa fé em Deus, cada indivíduo desejará guiar-se por si próprio e ser superior a seus semelhantes. Serão abolidos os poderes civis e eclesiásticos.

“Toda ordem e toda justiça serão calcados aos pés. Não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e sem amor pela família.

“Os maus estenderão toda sua malícia. Até nas casas as pessoas matar-se-ão e massacrar-se-ão mutuamente”.

“Ao primeiro golpe de sua espada fulgurante [refere-se a Deus], as montanhas e a natureza inteira tremerão de espanto, porque as desordens e os crimes dos homens transpassarão a abóbada celeste. Paris será queimada, e Marselha engolida [pelas águas”].

“Várias grandes cidades serão abaladas e tragadas por tremores de terra. Crer-se-á que tudo está perdido. Só se verão homicídios, e se ouvirão apenas ruídos de armas e blasfêmias”.

 

“Então será feita a paz, a reconciliação de Deus com os homens. Jesus Cristo será servido, adorado e glorificado. A caridade florescerá por toda parte.

“Os novos reis serão o braço direito da Santa Igreja, a qual será forte, humilde, piedosa, pobre, zelosa e imitadora das virtudes de Jesus Cristo.

“A Terra será atingida por toda espécie de flagelos (além da peste e da fome, que serão gerais). Haverá guerras até a última guerra, que será movida pelos dez reis do Anticristo, cujo objetivo será o mesmo e serão os únicos a governarem o mundo”.

“Antes que isto aconteça, haverá uma espécie de falsa paz no mundo. Não se pensará em outra coisa, senão em se divertir. Os maus se entregarão a toda sorte de pecados”.

“Mas os filhos da Santa Igreja, os filhos da fé, meus verdadeiros imitadores, acreditarão no amor de Deus e nas virtudes que me são mais caras. Felizes essas almas humildes conduzidas pelo Espírito Santo! Eu combaterei junto a elas até que atinjam a plenitude da idade”.

“A natureza exige vingança por causa dos homens e estremece de pavor, na espera do que deve acontecer à Terra emporcalhada de crimes. Tremei, ó Terra, vós que fizestes profissão de servir a Jesus Cristo, mas que no vosso íntimo adorais a vós próprios.

“As estações mudarão, a terra só dará maus frutos, os astros perderão seus movimentos regulares, a Lua não projetará senão uma débil luz avermelhada. A água e o fogo darão ao globo terrestre movimentos convulsivos e horríveis tremores de terra, que engolirão montanhas, cidades, etc..

“Eu dirijo um premente apelo à Terra. Apelo aos verdadeiros discípulos do Deus vivo que reina nos Céus. Apelo aos verdadeiros imitadores de Jesus Cristo feito homem, o único e verdadeiro Salvador dos homens.

“Apelo aos meus filhos, meus verdadeiros devotos, aqueles que se deram a mim para que eu os conduza a meu divino Filho, aqueles que levo por assim dizer nos meus braços, que vivem de meu espírito.

“Enfim, apelo aos Apóstolos dos Últimos Tempos, aos fiéis discípulos de Jesus Cristo que viveram no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e desconhecidos do mundo.

“É chegado o tempo para que eles saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como meus filhos amados. Estou convosco e em vós, contanto que vossa fé seja a luz que vos ilumina nestes dias de desgraças.

“Que vosso zelo vos faça como que famintos da glória e honra de Jesus Cristo. Combatei, filhos da luz, pequeno número que isto vedes, pois aí está o tempo dos tempos, o fim dos fins.

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“Todo o universo será tomado de terror, e muitos se deixarão seduzir, porque não adoraram o verdadeiro Cristo vivo entre eles. Chegou a hora, o sol se obscurece, só a fé viverá.

“Então a água e o fogo purificarão a Terra e consumirão todas as obras do orgulho dos homens, e tudo será renovado. Deus será servido e glorificado”.

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E o que nos resta fazer diante da situação em que nos encontramos, para a qual não vemos uma saída, do ponto de vista humano?  Muito simples: voltarmo-nos humildemente para Deus, por meio de Sua Mãe Santíssima, pedirmos perdão pelos nossos pecados e os pecados do mundo inteiro e através de preces e orações confiantes e perseverantes, sacrifícios e penitências, implorarmos sua intervenção misericordiosa, e a instauração na Terra do Reino dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, Reino onde imperarão a Ordem, a Justiça e a Paz!

 

Neste sentido, recomendo que rezemos diariamente o Santo Terço, pois é o meio indicado por Nossa Senhora, para obtermos a nossa salvação, a conversão dos pecadores e a verdadeira paz para o Mundo.

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E como hoje é o dia dedicado aos arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael, peçamos a estes nossos poderosos intercessores que guardem, protejam e iluminem a humanidade para que esta se volte, por meio de Nossa Senhora, para Aquele que é a verdadeira esperança: Nosso Senhor Jesus Cristo!

Portanto há sim esperança, aliás mais do que esperança, a certeza de que o Bem triunfará sobre o mal!

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