Deixem-me nascer!

Diante de um assunto atual, tão delicado e polêmico que é o aborto, senti-me no dever de escrever para os caríssimos leitores deste singelo blog, minha modesta opinião, pautada em ensinamentos e constatações de pesquisadores, cientistas e doutores, especializados no assunto, assim como nas lições da Bíblia, dos Papas, de Padres da Igreja e de santos.

Desejo-lhes uma leitura reflexiva para que, com a ajuda de Deus, analisem os mais variados argumentos aqui discorridos, em prol da vida, sob os prismas, científico, social, moral e religioso, a fim de que se evidenciem a grandeza, beleza e dignidade da VIDA HUMANA, dom inestimável de Deus e, por outro lado, a verdade sobre o aborto e o que está por trás das campanhas massivas e sibilinas dos que a promovem e ainda das danosas consequências que advêm da sua legalização ou descriminalização.

A ONDA ABORTISTA

A impressão que temos é de que há uma investida (ou onda) provocada por organizações e grandes empresas estrangeiras a favor da legalização do aborto, com a ajuda de alguns setores da imprensa, atingindo os mais diversos países, que até bem pouco tempo atrás eram majoritariamente contra essa prática impiedosa e que surpreendentemente aprovaram leis abortistas, valendo-se de expedientes estratégicos distintos, ou seja: em agosto de 2017, no Chile, através da aprovação pelo Congresso do Projeto Abortista, nos casos de risco de vida da mulher, inviabilidade fetal e estupro; na Irlanda, em maio de 2018, por meio do referendo popular; na Argentina, por intermédio de aprovação pela Câmara de Deputados, por apenas 4 votos de diferença, mas que, graças a Deus, foi rejeitada pelo Senado, pelo que o aborto continua sendo crime no valoroso País vizinho! E segundo as notícias, a questão só poderá ser agitada outra vez (esperamos que não) após o transcurso de 1 ano.

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Feto com 6 meses

E ao que parece, esta onda agora pretende atingir o nosso Brasil, Terra de Santa Cruz, não obstante a nossa população seja majoritariamente contra o aborto, segundo pesquisa de novembro de 2017 do Ibope, valendo ressaltar que a rejeição entre os jovens é mais elevada do que a média, o que é motivo de alegria e de esperança!

Com efeito, estes agentes propugnadores de tão grande mal, sabedores de que em nossa Pátria não conseguiriam êxito através de processo legislativo, e até mesmo por meio de consulta popular, utilizaram-se de medida jurídica denominada ADPF – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, perante o STF que sediou neste mês de agosto uma inusitada audiência pública para instruir o malsinado Processo que propõe a descriminalização do aborto, que tem como relatora a Ministra Rosa Weber.

Como se vê em nosso País, o expediente encontrado pelos abortistas foi a propositura da referida ação perante o Supremo Tribunal Federal, na expectativa de uma decisão em prol da descriminalização do aborto, que tenha força de lei, e propicie, na prática, a abertura de todas portas para a interrupção voluntária e provocada da gravidez, ou seja, para o aborto, palavra que nem gosto de pronunciar, que não é outra coisa senão a decretação da morte do indefeso nascituro, com todas as sequelas irrecuperáveis para a própria mulher que tem a infelicidade de tirar a vida do fruto das suas entranhas.

Não vou me deter aqui nos aspectos jurídicos da medida, os quais foram objeto de análise, por juristas sérios, e também de políticos, bem como representantes da CNBB, demonstrando a sua total impropriedade e despropósito, o que poderá acarretar a sua inadmissibilidade pela própria Ministra Relatora ou pelo Colegiado do STF.

Apenas faço a seguinte observação: o direito de nascer, o direito à vida, desde a concepção ao seu termo natural, é o preceito fundamental, por excelência de qualquer país civilizado e, “a contrario sensu”, a morte de seres humanos, máxime se inocentes e indefesos, é o descumprimento mais contundente de um preceito fundamental. Via de consequência, a malsinada “ADPF” não merece sequer ser conhecida pela Ministra Rosa Weber, que também jamais deveria ter designado uma audiência pública para discutir se a morte provocada de vidas indefesas e inocentes é crime, nunca demais repetir, proporcionando destarte aos defensores da prática apresentar suas teses mentirosas e sofísticas em favor do aborto, confundindo e induzindo uma parte de nosso povo a aceitá-lo.

Mas esperamos que a malsinada medida seja rejeitada pelo STF e que o povo brasileiro, defensores da vida, fiéis às suas raízes cristãs e à sua índole boa e reta, também saiba rejeitar categoricamente todo e qualquer tipo de motivação para o aborto, tendo em vista as razões de ordem religiosa, moral, jurídica, médica, psicológica e social, tal é o amplo espectro de suas implicações e consequências.

Sabemos que existem, felizmente, entre os “pró vida”, várias pessoas, entidades e associações, altamente capacitadas para se opor à onda abortista.

Mas, peço a Deus e à Santíssima Virgem Maria, Mãe do Bom Conselho, que ilumine a mente e o coração de cada irmão ou irmã que porventura leia este artigo, e de nosso povo, de um modo geral, inclusive das autoridades constituídas, para que enxerguem a real e transcendental gravidade deste assunto.

Neste sentido, quero deixar consignadas algumas reflexões, fruto de pesquisas e estudos científicos, jurídicos e metafísicos que realizamos em fontes fidedignas- livros, artigos, sites e vídeos -, e também ouvindo pareceres médicos, opiniões e conversas em nossas rodas sociais, em torno do tema, que poderão contribuir para demonstrar que o aborto provocado é inaceitável e um pecado gravíssimo. Do ponto de vista canônico, é passível até mesmo de excomunhão “latae sententiae” (ou seja, “ipso facto”, pois independe de declaração da parte da autoridade eclesiástica, como prescreve o cân. 1.314 do Direito Canônico), porque perpetrados em face de vidas inocentes e indefesas, além de constituir uma violência à saúde física e mental da mulher que é submetida ao aborto.

O ABORTO É UM PECADO GRAVÍSSIMO

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Este é um dos cruéis procedimentos de aborto, chamado sucção.

Com efeito, como se pode ter a coragem de matar o seu próprio filho ou filha, um ser humano, em estágio menos ou mais avançado, e que já tem, inclusive, uma alma espiritual inoculada por Deus? Esse serzinho humano, cujo coraçãozinho pulsa de forma que emociona qualquer mãe quando o ouve os seus primeiros batimentos! E que vai crescendo, crescendo, paulatinamente de forma bela como o próprio Deus estabeleceu, a cada dia e a cada mês, proporcionando uma nova emoção e contentamento. Pequenina e indefesa criatura de Deus, mas com um coração pulsando forte! É simplesmente fantástico a forma como Deus colocou na mulher a capacidade de gerar outro ser. Só Deus poderia fazer algo tão belo assim! A criação do ser humano é fascinante e extraordinária!

Encontramos na Obra “Aborto: 50 perguntas, 50 respostas, em defesa da vida inocente”, publicada pela a Associação” O Amanhã de Nosso Filhos”, importantes depoimentos de médicos e cientistas renomados em torno da crucial questão do “instante zero” da vida humana, e esta resposta se encontra nas págs. 28 e seguintes:

A Biologia prova, com absoluta certeza, que a vida de um novo ser humano tem início no momento em que se dá a união do gameta masculino (espermatozoide) e do gameta feminino (óvulo)”.

Outras questões correlatas também relevantes para uma perfeita compreensão do assunto são tratadas, como se vê abaixo:

“Mas uma simples célula, como o é o zigoto, já é um ser humano?”

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Quem responde é o Embriologista Dr. Keith Moore: “cada um de nós começou a vida como uma simples célula chamada zigoto”, conforme se encontra na sua obra Keith L. Moore The Developing Human: Clinically Oriented Embryology, 2ª. ed., Phladelphia (WB), Saunders, 1977, in Randy Acorn. Pro Life Answers to Pro Choice Arguments, Sisters (OR), Multnomah Books, 1992, p. 40.

Depois da fertilização do óvulo, não há nenhuma outra fase ou etapa em que o embrião receba uma nova e essencial contribuição genética para ser o que é.

Foi o Professor Jerôme Lejeune, médico pediatra e geneticista conhecido mundialmente, que conseguiu revelar na base genética de um portador da Síndrome de Down, a presença de um cromossomo extra no DNA DA CRIANÇA, ajudando assim a transformar a vida de pacientes e de famílias que viviam sob um estigma moral injustificado, pois se propalava que a referida SÍNDROME fosse um efeito colateral da doença sífilis. Isto é apenas um resumo, resumidíssimo do seu vasto currículo profissional, pois era também uma pessoa muito reta e virtuosa e que hoje certamente se encontra no Céu, gozando da visão beatifica de Deus, juntamente com muitas pessoas que nasceram e foram curadas mercê da sua ação constante em prol da vida, saúde e conforto do seu próximo.

Mas continuemos:

“O fato de que a criança se desenvolve em seguida durante 9 meses no seio de sua mãe, em nada modifica sua condição humana.

Aquela minúscula célula é um ser humano único e completo: – único, porque nunca existiu e jamais existirá na história um ser idêntico a esse.”, conforme pontifica o Dr. Jerôme Lejeune.

“A concepção confere a vida e torna aquela vida única do gênero”, afirmam os médicos Laudrum Shuttles e David Rorvik, do alto do seu saber científico,

“- Completo, porque o código genético do zigoto contém todas as informações sobre cada característica do novo ser humano, tais como altura, cor dos olhos, cabelo, pele, pele, sexo etc.”

Isto é fantástico e joga por terra as assertivas falsas dos defensores do aborto de que só se pode falar em vida humana quando “há constatação de atividade cerebral”, assertiva falsa já desmentida por grandes cientistas renomados.

Prosseguem os mesmos, Drs. Shuttles e Rorvik:

“(…) o tipo genético – as características herdadas de um ser humano individualizado – é estabelecido no processo de concepção, e permanecerão em vigor por toda a vida daquele indivíduo”.

“Portanto, a partir da fecundação estamos já na presença de uma nova vida humana. O embrião necessitará apenas de nutrição, oxigênio e tempo para chegar à plena maturidade de um homem adulto”.

Como bem sintetizou o mesmo Dr. Jerôme Lejeune, com a genialidade do povo francês e elevado saber científico: “ASSIM QUE É CONCEBIDO, UM HOMEM É UM HOMEM”.

É uma sentença fenomenal, incisiva e insofismável!

Quantos e tantos casos são relatados de filhos e filhas que cuidaram de seus pais na velhice? Dando-lhes comida, fazendo-lhes companhia, empurrando sua cadeira de rodas, proporcionando-lhes uma vida digna e tratamentos médico-hospitalares!

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EXEMPLOS ELOQUENTES DE PESSOAS QUE QUASE ERAM ABORTADAS

Estimados irmãos e irmãs, são esses filhos que, pela lógica abortista, poderiam ter sido mortos ao talante dos seus próprios pais! O aborto é algo abominável!

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Exemplo eloquente disto é o relato da mãe de Cristiano Ronaldo, considerado um dos maiores atletas e, especificamente, de todos os tempos, e que quase foi vítima de aborto, conforme se acha narrado no livro “Mãe coragem”, por ela escrito conjuntamente com Paulo Sousa Costa. Com efeito, ela conta nas páginas do mencionado livro que tentou abortar seu quarto filho, mas desistiu, mal sabendo ela que aquele menino seria um excelente filho. Ela diz “que a coisa mais bela que temos são nossos filhos” e deixa o seguinte conselho às mulheres:

– “já tinha três filhos, tentei abortar e não consegui. Ainda bem, porque Cristiano foi a estrela que iluminou a minha vida. Quero transmitir às mulheres que não façam isto. Que pensem e lutem”.

Além deste caso, outros tantos podem ser citados, a exemplo de: Steve Jobs (criador da Apple), Roberto Bolãnos (ator mundialmente conhecido por interpretar Chaves), Andrea Bocelli (cantor reverenciado internacionalmente por sua voz) e entre outros, todos eles foram salvos de serem abortados pela atitude corajosa e heroica de suas mães.

Todavia, é bom deixar bem claro que todo ser humano em sua fase embrionária tem o direito natural, fundamental, de ser cuidado no seio materno e de nascer, não havendo nenhuma razão ou circunstância que legitime o aborto, igualmente como ocorre ao depois do seu nascimento. É vida humana, sobre a qual Deus tem seus desígnios e planos, desde toda a eternidade, vedado ao homem ceifá-la.

Aliás, causa espécie que um mundo que defende ardorosamente a preservação de todas as espécies de animais e vegetais, assim como do meio ambiente de um modo geral, e que elabore leis para quem os ameace e agrida, com medidas e penas severíssimas, considerando algumas violações como crime inafiançável, tenha em relação à vida do ser humano, inocente e indefeso, sentimentos de indiferença!

Que contradição, que inversão de valores! Não que eu seja contra uma sadia Ecologia, longe de mim este sentimento. Todos que me acompanham sabem do meu apreço à natureza, animais e plantas.

DESFAZENDO MITOS E SLOGANS ABORTISTAS

Merece registro, também, chamar a atenção de todos para alguns pontos que foram destacados pela famosa cientista brasileira, Dra. Isabela Mantovani, perante a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, do Senado Federal, na audiência pública promovida por esta Casa Legislativa, em 2015.

Na qualidade de graduada em Odontologia pela UNICAMP, Especialista em Saúde Coletiva (São Leopoldo Mandic), em Bioética (PUC RIO) e em Estratégia de Saúde da Família (UNIFESP/UNASUS), e que trabalha há 13 anos com saúde pública, sendo 7 deles em cargos de gestão, ela adverte para as seguintes mentiras propaladas pelos abortistas:

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  1. Que a quantidade de abortos por ano no Brasil chega a 1.500.000“: Falso. Segundo ela, tal número é totalmente falso e é na verdade difundido de maneira aleatória por empresas multinacionais, para justificar suas campanhas em favor do controle da natalidade e da legalização do aborto em nossa Pátria, medida que reduziria os abortos clandestinos perigosos à saúde e à integridade física da mulher. E por incrível que pareça, são a tanto movidos ao fundamento de que o aumento populacional nos países que eles chamam de “terceiro mundo”, poriam em risco a segurança interna dos Estados Unidos!!! Isto surgiu durante o Governo do Presidente Nixon, que subvencionava tal iniciativa, mas o subsídio foi suprimido pelo Presidente Clinton. Mas isto não foi suficiente para eliminar a sanha abortista, que conseguiu obter recursos de grandes empresas privadas e assim prosseguir sua obsessão abortiva, com a ajuda de boa parte da mídia que repetia ininterruptamente e massivamente informes falsos e slogans de efeito psicológico, a fim de influenciar negativamente os incautos. A Dra. Isabela baseada em dados do SUS, demonstra que o número anual de abortos provocados no Brasil é da ordem de 50.000, infelizmente muito elevado, mas muitíssimo inferior ao montante astronômico inventado pelas macroempresas alienígenas e repetidas irresponsavelmente por setores da mídia e por defensores do aborto.

Na verdade, trata-se de uma manobra estatística com o intuito de sensibilizar a opinião pública e assim divulgar para toda a sociedade esses números falsos.

Segundo o DATASUS, observa Dra. Isabela, que em 2013 ocorreram 206.270 internações devidas ao aborto (espontâneo e provocado).

Em 2010 foi realizada a Pesquisa Nacional do Aborto, na qual se concluiu que 1 a cada 2 mulheres que abortam precisam de internação, ou seja, 20-25% das internações hospitalares são provocadas por aborto.

Portanto, tomando como base as referências acima, procedem-se aos seguintes cálculos: 206.270 (número de internações hospitalares no Brasil no ano de 2013) x 0,25 (percentual de 25% das internações por aborto provocado), que totaliza 51.567.

Número terrivelmente elevado, mas muito inferior ao propalado de 1 milhão e meio, não é mesmo?!

  1. “A legalização do aborto faria o número de abortos diminuir”: Falso. Em todos os países em que foi legalizado aumentou consideravelmente, em vez de diminuir, como se vê pelos dados abaixo:
PAÍS POPULAÇÃO DA ÉPOCA NÚMERO DE ABORTOS LEGALIZAÇÃO POPULAÇÃO NÚMERO DE ABORTOS
EUA (1973)

205 milhões

193.000 1973 (2015)

321 milhões

(2015)

800.000

SUÉCIA (1939)

6 milhões

500 1939 (2010)

9 milhões

(2010)

37.000

ESPANHA (1987)

38 milhões

17.000 1985 (2011)

46 milhões

(2011)

118.000

INGLATERRA (1967)

54 milhões

23.000 1967 (2015)

64 milhões

(2015)

191.000

URUGUAI (2013)

3.402.361

7.171 2012

(2015)

3.425.536 milhões

9.362
FRANÇA
(1974)
52 milhões
Sem dados
1974
(2018)
64 milhões
200.000
Obs: alguns dados foram arredondados para facilitação e compreensão dos leitores, com exceção do Uruguai, por possuir uma população menor, sendo assim relevante a precisão dos números.

Importante mencionar o relato do médico Dr. Bernard Nathanson, que pessoalmente foi responsável pela prática de 65.000 abortos, mas que se arrependeu radicalmente, consoante confessa no texto abaixo:

“Sou pessoalmente responsável por 65.000 abortos. Isso legitima minhas credenciais em me dirigir a você com alguma autoridade sobre o assunto. Fui um dosl fundadores da National Association for the Repeal of the Abortion Laws (NARAL) nos EUA em 1968. Uma pesquisa de opinião confiável mostraria que, à época, a maioria dos americanos seria contra o aborto. Em cinco anos nós convencemos a Suprema Corte dos EUA a oficializar a decisão que legalizou o aborto por toda a América em 1973 e permitiu o abortamento sob demanda até o nascimento. Como fizemos isso? É importante entender as táticas envolvidas porque estas mesmas táticas estão sendo utilizadas por todo o ocidente com uma ou outra mudança, de modo a alterar as leis sobre o aborto.

A primeira tática foi capturar a mídia
Persuadímos a mídia de que a causa da tolerância ao aborto era uma causa esclarecida e sofisticada. Sabendo que se uma pesquisa de opinião confiável fosse feita seríamos sonoramente derrotados, simplesmente fabricamos os resultados de pesquisas fictícias. Anunciamos à mídia que fizemos pesquisas e que 60% dos americanos eram favoráveis ao aborto. Essa é a tática da mentira autorrealizada. Criamos simpatia suficiente para vender nosso programa de aborto fabricando o número de abortos ilegais feitos anualmente nos E.U.A. Os números reais atingiam 100.000 mas repassávamos à mídia 1.000.000. Repetir a mentira incessantemente convence o público. O número de mortes de mulheres devido a abortos ilegais era em torno de 200-250 anualmente. Passávamos à mídia o número de 10.000. Essas falsas estimativas criaram raízes na consciência dos americanos convencendo muitos de que precisávamos derrubar a lei contrária ao aborto. Outro mito que alimentamos na opinião pública via mídia foi que a legalização do aborto significaria somente que os abortos outrora feitos ilegalmente, a partir de então seriam feitos legalmente. Na verdade, é óbvio, o aborto está sendo utilizado como o principal método de controle de natalidade nos EUA e o número anual de abortos aumentou em 1500% desde a legalização.

A segunda tática foi “dar a cartada Católica”
Aviltamos sistematicamente a Igreja Católica e suas “ideias socialmente retrógradas” e apontamos a hierarquia da Igreja como os vilões que se opunham ao aborto. Esse tema foi tocado incessantemente. Alimentamos a mídia com mentiras do tipo “todos nós sabemos que a oposição ao aborto vem da hierarquia e não da maioria dos católicos” e “pesquisas de opinião provam que a maioria dos católicos querem reforma na lei contra o aborto”. E a mídia bombardeou isso sobre o povo americano, persuadindo-o de que todo aquele que se opusesse ao aborto devia estar sob influência da hierarquia da Igreja e que os católicos a favor do aborto eram esclarecidos e progressistas. Uma inferência a essa tática foi que não havia grupos não católicos se opondo ao aborto. O fato de que outras religiões cristãs bem como não cristãs foram (e ainda são) monoliticamente opostas ao aborto foi constantemente suprimido, junto de opiniões de ateístas pró-vida.

A terceira tática foi o descrédito e a supressão de toda evidência científica de que a vida começa na concepção
Perguntam-me com freqüência o que me fez mudar de opinião. Como mudei de abortista proeminente a advogado pró-vida? Em 1973, tornei-me diretor de obstetrícia de um grande hospital na cidade de Nova Iorque e tinha que organizar uma unidade de pesquisa pré-natal, no início do surgimento de uma grande tecnologia que hoje utilizamos diariamente para estudar o feto no útero. Uma tática pró-aborto favorita é a insistência em que a definição do instante em que começa a vida é impossível; que a questão é teológica, moral ou filosófica, tudo menos científica. A fetologia traz uma evidência inegável de que a vida começa na concepção e requer toda a proteção e salvaguarda de que qualquer um de nós desfruta. Por que, você poderia pergutar, alguns médicos americanos cientes das descobertas da fetologia, desacreditam de si mesmos efetuando abortos? Aritmética simples, a US$300 por aborto, 1.55 milhões de abortos significa uma indústria gerando US$500.000.000 anualmente, dos quais a maioria vai para o bolso do médico que fez o aborto. É claro que o aborto é propositalmente a destruição do que é inegavelmente vida humana. Isso é um ato de violência mortal. Devemos considerar que a gravidez não planejada é um dilema penosamente difícil, mas enxergar sua solução em um ato de destruição deliberada é abusar da ilimitada ingenuidade humana e entregar a saúde pública à clássica resposta utilitária a problemas sociais.

Como cientista eu sei, não por crença, que a vida humana começa na concepção. Embora eu não seja um religioso, creio de todo o meu coração que há uma divindade que guia-nos a declarar o término final e irreversível a esse crime contra a humanidade, infinitamente triste e vergonhoso.”

  1. “Que os países que legalizaram o aborto teriam uma taxa menor que o Brasil, onde o aborto é ilegal”. Também falso!

Vejamos os números tomando por base o ano de 2015, figurando o Brasil como referência:

BRASIL 100.000 p/ano População: 200 milhões
FRANÇA 200.000 p/ano (10x mais) População: 66 milhões
SUÉCIA 40.000 p/ano (muito maior proporcionalmente falando) População: 10 milhões
INGLATERRA 191.000 p/ano População: 64 milhões
JAPÃO 200.000 p/ano População: 126 milhões
  1. As taxas do aborto no Brasil estariam aumentando”. Falso. O número de abortos é calculado com base no número de internações hospitalares, como vimos acima, correto? Ora, consoante dados oficiais, o número de internações e de curetagens vêm caindo ano após ano, atingindo de 2008 a 2012 uma queda de 12%.

Isto é coerente com as pesquisas envolvendo a opinião pública acerca da legalização do aborto. A última pesquisa realizada pelo Ibope, em 2017, aponta rejeição da ordem de 68% dos brasileiros, destacando-se que o maior índice de reprovação está entre os jovens.

Ademais, como se vê, está havendo um declínio no número de abortos no Brasil.

  1. “Que a legalização do aborto diminuiria a mortalidade materna”. Falso, pois não se pode estabelecer esta relação, com base nos dados disponíveis.
Como bem o observa o post do Blog Panorama Livre, “A brasileira morre não por que deseja matar seu bebê, mas sim por que quer tê-lo” – Derrubando mitos sobre o aborto”, ao comentar a palestra da Dra. Isabela, “A legalização do aborto tem efeito nulo sobre a mortalidade materna. A especialista cita o exemplo do Chile – onde a lei do aborto é extremamente restrita – que diminuiu a mortalidade materna de 275 mortes por 100 mil nascidos vivos, na década de 1970, para 18,7, em 2000, sem mexer na legislação do aborto. Já na Índia o aborto é legalizado e a mortalidade materna é altíssima, batendo o número de 200 mortes por 100 mil nascidos vivos.”.

Por seu turno, a Polônia apresenta um quadro em sentido contrário aos adeptos da legalização do aborto, como se observa pelos dados abaixo levantados pela Dra. Isabela:

“Veja como a Polônia ela é o calcanhar de Aquiles dessa afirmação [que a legalização diminui a mortalidade materna] por que? Lá quando o aborto era legalizado, na época do regime comunista, a gente tinha uma mortalidade materna de 11, daí com a queda do regime, o aborto foi proibido, a mortalidade materna caiu… para DOIS. Agora eu vou ser honesta com os senhores, eu não vou usar isso daqui para falar, ‘olha legalizar o aborto faz a mortalidade materna aumentar’ – tem gente que usaria, viu? Talvez do outro lado, mas eu não vou ser desonesta com os senhores. Os dados mostram que NÃO há relação entre legalização do aborto e diminuição da mortalidade materna.”, proferiu brilhantemente a especialista Isabela Mantovani.

De fato, o que é que diminui a mortalidade materna?

Ainda conforme a mesma cientista, 92% das causas de morte podem ser prevenidas e reduzidas, mediante investimento na assistência ao pré-natal, parto e puerpério, possibilitando à mulher de acessar o sistema de saúde em tempo oportuno, na hora que dele precisar.

Portanto, por tudo quanto visto, o aborto é promovido por poderosas empresas estrangeiras, com ajuda de alguns órgãos da imprensa, tornando as mulheres de países que eles denominam pejorativamente de “terceiro mundo”, entre as quais as de nosso País, massa de manobra e meros instrumentos para a consecução dos seus objetivos, acima mencionados, inclusive muitos deles de ordem econômica.

E aqui, faço um apelo a todas as mulheres do mundo, para que nunca se deixem seduzir pela lábia falsa dos que defendem o aborto, e encarem a gravidez, ainda que ocorrida em circunstâncias dramáticas, como uma oportunidade de dar à luz um filho ou uma filha, que têm direito de viver e de vir ao mundo para cumprir, com a ajuda materna e as graças de Deus, o plano insubstituível que seu Criador traçou-lhe desde toda eternidade, e quem sabe, para amparar um dia sua mãe e seu pai nas suas necessidades, sobretudo na sua ancianidade.

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E aquelas que tenham incorrido em tal pecado, não desesperem jamais, peçam sincero pedido de perdão a Deus, procurem um sacerdote e façam uma confissão honesta e contrita, e passem a ser, a partir de então, verdadeiras apóstolas da vida plena e adversárias ferrenhas do aborto.

A BÍBLIA E O ABORTO

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Um ponto muito importante no tocante a tão grave assunto é o de sabermos o que está contido na Bíblia sobre o aborto, pois sabemos que os Livros Sagrados são inspirados por Deus e portanto exprimem, juntamente com a denominada Tradição Apostólica a revelação divina sobre as verdades de salvação, nas quais devemos crer e amar com nosso entendimento, nossa vontade e nosso coração.

Vejamos, pois, algumas passagens da Bíblia coligidas pelo Padre Alberto Luiz Gabarini e que se acham transcritas em seu livro: CATÓLICO PODE OU NÃO PODE? POR QUÊ? (Págs. 51 e 52):

“O ponto de partida para esclarecer essa questão polêmica é buscar a orientação da SAGRADA ESCRITURA. Nela não encontraremos especificamente a palavra aborto, porque Deus é o doador da vida e não da morte. O ser humano não é uma simples soma de células reunidas ao acaso. Deus é quem está na origem da vida de cada pessoa: “DEUS CRIOU O HOMEM Á SUA IMAGEM; CRIOU-O Á IMAGEM DE DEUS, CRIOU O HOMEM E A MULHER” (GN 1, 27).

Também é importante perguntar: Deus considera o bebê no ventre da mãe uma pessoa? A resposta a encontramos no Sl 139, 13-15:

“SIM! POIS TU FORMASTE OS MEUS RINS, TU ME TECESTE NO SEIO MATERNO. EU TE CELEBRO POR TANTO PRODÍGIO E ME MARAVILHO COM TUAS MARAVILHAS! CONHECIAS ATÉ O FUNDO DO MEU SER: MEUS OSSOS NÃO TE FORAM ESCONDIDOS QUANDO EU ERA FEITO, EM SEGREDO, TECIDO NA TERRA MAIS PROFUNDA. Teus olhos viram o meu embrião. No teu livro estão todos inscritos os dias que foram fixados e cada um deles nele figura”.

A vida humana começa, segundo essas palavras, antes do nascimento; o salmista revela que Deus o conhecia desde o “SEIO MATERNO”.

Também ao profeta Jeremias, Deus disse: “ANTES QUE NO SEIO FOSSES FORMADO, EU JÁ TE CONHECIA; ANTES DO TEU NASCIMENTO, EU JÁ TE HAVIA CONSAGRADO” (Jr 1,5).

O ser humano no ventre materno é uma criança: “ORA, APENAS ISABEL OUVIU A SAUDAÇÃO DE MARIA, A CRIANÇA ESTREMECEU NO SEU SEIO” (Lc1,41).

E de João Batista também foi dito: “PORQUE SERÁ GRANDE DIANTE DO SENHOR… E DESDE O VENTRE DE SUA MÃE SERÁ CHEIO DO ESPÍRITO SANTO” ( Lc 1,15).

São Paulo escreve em Gl 1, 15: “MAS, QUANDO APROUVE AQUELE QUE ME RESERVOU DESDE O SEIO DE MINHA MÃE E ME CHAMOU PELA SUA GRAÇA”. Em todas essas passagens, Deus trata aos bebês ainda no seio materno com a dignidade de pessoas muito amadas.

O homem e a mulher não têm o poder de tirar a vida de ninguém, muito menos de um ser indefeso. Somente Deus é o dono da vida: “O SENHOR DÁ A VIDA E A MORTE” (lSm2,6). Nessa visão o aborto vai contra o quinto mandamento “NÃO MATARÁS”. (Ex: 20,13)”.

A VOZ DOS PAPAS E DOUTORES DA IGREJA

Por seu turno, o magistério da Igreja sempre foi a favor da vida humana desde o primeiro instante até a sua morte natural, proclamando a condenação do aborto e da eutanásia.

O Catecismo da Igreja Católica, em vigor, relata que desde o Século I, a Igreja afirmou a maldade moral de todo aborto provocado, e este ensinamento invariável tem início com o Didaché, 1º Catecismo da Igreja que afirma “não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido”.

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De outra banda, o Concílio Vaticano II, no século XX, assim se exprime, na Constituição “Gaudium Spes”, 51,3 :

“ Deus, Senhor da vida, confiou aos Homens o nobre encargo de preservar a vida, para ser exercida de maneira condigna ao homem. Por isso a vida, deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção. O aborto e o infanticídio são crime nefandos”.

Na sua Declaração sobre o aborto provocado, o Vaticano demonstra que no decorrer da História, os chamados Padres da Igreja, bem como os seu Pastores e seus Doutores, ensinaram a mesma doutrina; vários Concílios impuseram penas contra o aborto e o primeiro Concílio de Mogúncia, de 847, confirmou as penas já estabelecidas impondo penitência mais rigorosa às mulheres que matassem as suas crianças ou provocassem a eliminação do fruto concebido no próprio seio.

O Papa Estevão V sentenciou: “É homicida aquele que fizer perecer mediante o aborto, o que tinha sido concebido”. São Tomás de Aquino ensina que o aborto é um pecado grave contrário à lei natural. Na Renascença, o Papa Sisto V, condena o aborto, o mesmo ocorrendo um século mais tarde com Inocêncio XI.

Nos nossos dias, os últimos Papas proclamaram a mesma doutrina com a maior clareza, a exemplo de Pio XI, Pio XII. O Papa Paulo VI afirmou que a vida deve ser defendida e que nada mudou sobre o tema pois a doutrina da igreja é imutável.

João Paulo II foi muito enfático sobre a questão. Na Encíclica Evangelium Vitae, na qual sentenciou: “Com a autoridade que Cristo conferiu a Pedro e aos seus sucessores, em comunhão com os Bispos. (…) declaro que o Aborto direto, isto é, querido como fim ou como meio, constitui sempre uma desordem moral grave, enquanto morte deliberada de um ser humano inocente.

Nenhuma circunstância, nenhum fim, nenhuma lei no mundo poderá jamais tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito, porque contraria a lei de Deus, inscrita no coração de cada homem, reconhecível pela própria razão e proclamada pela Igreja.”

Já o Papa Francisco, por diversas vezes, condenou o aborto, chegando a dizer, “que o aborto é o nazismo com luvas brancas”, referindo-se à aprovação pela Câmara da Argentina do aborto em casos de má formação do feto, que não prevaleceu, pois, o Senado daquele País rejeitou o aborto.

A PULCRITUDE DO FETO NO SEIO MATERNO

Não quero encerrar este post sem a transcrição de um dos escritos mais belos e profundos em defesa da vida, de autoria do Professor Ian Donald, da Inglaterra, que serviu para a produção de um filme que mostra:

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“(…) a mais jovem “estrela” do mundo, ou seja, um bebê de onze semanas a dançar no útero materno. O bebê, pode-se dizer, brinca no trampolim! Dobra os joelhos, apoia-se na parede, levantando-se e cai. Visto que o seu corpo tem a densidade do fluído amniótico, ele não sente a gravidade e dança muito lentamente, com uma graça e uma elegância totalmente impossíveis em algum outro lugar da terra. Somente os astronautas, em suas condições de não gravidade, conseguem tal suavidade de movimentos. A propósito, notamos que, quando se tratava da primeira caminhada no espaço, os técnicos tiveram de escolher o lugar onde desembocariam os tubos portadores dos fluidos vitais. Escolheram então finalmente a fivela do cinturão do escafandro, reinventando assim o cordão umbilical.

Quando tive a honra de dissertar perante o Senado, tomei a liberdade de evocar o conto de fadas do homem menorzinho do que o dedo mindinho.

Com dois meses de idade, o ser humano tem menos de um polegar de comprimento, desde o ápice da cabeça até a ponta do traseiro. Ele estaria muito à vontade numa casca de nozes, mas tudo já se encontra nele: as mãos, os pés, a cabeça, os órgãos, o cérebro, tudo no seu lugar certo. O coração, já bate há um mês. Olhando de mais perto, veríamos as dobras das suas palmas de mão (…) com uma boa lente de aumento, descobriríamos as marcas digitais. Tudo estaria aí para se fazer a carteira de identidade desse indivíduo.”

Mas não termina aí!

“Com a extrema sofisticação da nossa tecnologia, podemos vislumbrar a vida privada dessa criaturinha. Aparelhos especiais gravam a música mais primitiva: um martelar surdo, profundo, regular, de 60/70 batidas por minuto ( o coração da mãe) e uma cadência rápida, aguda, de 150/170 batidas por minuto ( o coração do feto) se sobrepõem, imitando os compassos de orquestra e realizando os ritmos básicos de toda música primitiva, sem dúvida, porque é a primeira que o ouvido humano consegue ouvir”.

Vejam bem, são dois corações, dois seres humanos distintos, mas que se harmonizam nos seus díspares batimentos cardíacos!

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E o famoso cientista completa o seu abalizado ensinamento, de forma poética, dizendo:

Assim observamos que o feto SENTE, ouvimos o que ele OUVE, provamos o que ELE SABOREIA e vimo-lo realmente DANÇAR, CHEIO DE GRAÇA E DE JUVENTUDE. A ciência transformou o conto de fadas do Pequeno Polegar numa história verídica, história que cada um de nós viveu no seio de sua mãe

Quanta sabedoria científica, quanta poesia, quanta pulcritude! E nenhum homem, nenhuma mulher, nenhuma sociedade, nenhum Governo pode sob que pretexto for, opor qualquer obstáculo ou violência que provoque a cessação e a morte de um ser humano inocente e indefeso!

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Genuflexa, juntando minhas mãos em súplice oração, rogo a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil que intervenha fazendo com que as nossas autoridades e o nosso povo digam SIM a Deus, SIM à vida, desde o instante da concepção até a sua extinção natural, e rejeitem o aborto provocado, em qualquer circunstância e sob qualquer uma de suas cruéis modalidades, não permitindo a descriminalização do aborto, prática cruel e desumana, em nenhuma hipótese!

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Referências:

Bíblia Sagrada

Catecismo da Igreja Católica

Aborto, 50 perguntas e 50 respostas em defesa da vida inocente, Comissão de Estudos de o Amanhã de nossos filhos, São Paulo, 1996.

http://estudosnacionais.com, http://countrymeters.info/pt, http://www.johnstonsarchive.net/policy/abortion/index.html https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2018/06/19/seis-anos-apos-legalizar-aborto-uruguai-ve-procedimento-crescer-37.htm https://www.youtube.com/watch?v=UVG6gFN3Sdc&t=393s
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Deus te vê!

Estimadíssimos leitores, como é do conhecimento de todos, está ficando cada vez mais difícil encontrarmos novas e boas histórias para crianças. Assim, fiquei muito contente ao deparar-me com um texto atraente e formativo, e por isto apropriado  para crianças, mas que  serve também para jovens que estão iniciando sua adolescência, e até para pessoas  adultas  que têm Fé e uma alma que sabe admirar  as coisas belas, e ao mesmo tempo simples e inocentes,  que podem ser encontradas em todos os continentes do nosso planeta.

Uma história infantil de bom quilate deve conter  um bom exemplo,  uma lição de vida,  dever ser inocente pois tem como público alvo as crianças  que devem ser  tratadas com respeito e carinho , como nos ensinou o Divino Mestre Jesus em várias oportunidades, admoestando severamente a quem de algum modo as escandalizasse, como lemos no Evangelho de São Mateus, 18, 6 :

– ” Mas se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que crê em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar.”

É uma história encantadora e cheia  de surpresas , que gostaria de compartilhar com vocês.

                                                                      DEUS TE VÊ

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“O Edifício que abrigava o convento localizado nas montanhas  era imponente e grandioso, mais parecia um castelo de Deus. E isso em nada prejudicava o espírito de pobreza  das virtuosas monjas que ali habitavam. Ao contrário,  recolhidas e totalmente voltadas à oração, na mais perfeita observância à regra de sua Ordem, o panorama e o ambiente as ajudavam a aproximar-se do Criador, pois sabiam que tudo concorreria pra a glória d’Ele, para quem viviam.

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Trabalhavam a terra, comiam o que cultivavam e vendiam doces feitos com as frutas que lhes produzia seu generoso pomar. Eram famosas as maçãs do convento. Todos da região comentavam que nunca se havia visto outras tão belas e saborosas.

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Naquelas cercanias vivia Eduardo e seu avô, a quem ajudava em sua marcenaria. Ele sonhava com as maçãs das religiosas… Sempre que podia, escapulia com seu cachorrinho Faru para brincar perto  do convento e tentar descobrir onde ficava o pomar. Tinha esperança de achar alguma fruta caída pelo chão.

Já havia feito a Primeira Comunhão e sabia que não podia pegar nada alheio. Mas, se a maçã  estivesse fora do muro não teria mais dono… O cão farejava por todos os lados, o menino buscava e buscava, e nunca encontraram nada!

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Uma tarde, porém, enquanto vasculhavam os arredores do convento, abriu-se devagar seu imenso portão de madeira.

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– Faru – disse Eduardo ao cachorrinho, será que vão zangar-se conosco por estarmos aqui?

Assustado, ele olhava para aquela porta tão grande e gasta pelo tempo, na expectativa do que ia acontecer. Apareceu, então, a irmã porteira, já mais velha e com a fisionomia bondosa.

– Bom dia, meu pequeno! Como você se chama?

-Bom dia Madre! – respondeu – meu nome é Eduardo. E a senhora, como se chama?

– Sou a Irmã Maria de Jesus e sempre o vejo brincar por aqui com seu cachorrinho. Você mora por perto?

– Au, au, au – ladrou Faru, abanando o rabinho amistosamente, percebendo que havia sido mencionado.

– Quieto Faru –  ralhou o menino. E,dirigindo-se à freira, continuou:

–  Sim, moro aqui pertinho com meu avô, que é marceneiro.

-Marceneiro?! – Há tempos buscamos um, a fim de consertar vários móveis das salas e do refeitório. Será possível ?  Pediremos as devidas autorizações ao Senhor Bispo, para que ele possa entrar em nossas clausura e trabalhar.

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– Vou falar com ele. Acho que poderia sim. Só que eu teria que entrar também,  pois sou seu principal ajudante…

– Não tem problema, pedimos a autorização para um rapazinho mais – disse a religiosa.

O menino despediu-se da nova amiga e desceu a ladeira, em disparada, para contar ao avô. Teriam um boníssimo trabalho e ele realizaria seu grande sonho: entrar no convento e conhecer as tão famosas maçãs…

– Vovô, vovô! Veja o que aconteceu… E narrou-lhe tudo.

O avô aceitou a proposta, pois precisavam mesmo de trabalhos novos. A últimas encomendas estavam quase terminadas e ele estava ficando preocupado com sua sobrevivência e  do neto, caso não aparecesse algo. Eram tempos escassos aqueles!

Passadas algumas semanas, chegaram as autorizações do Prelado. Eduardo e o avô se dirigiram ao convento para iniciar o trabalho. O menino estava emocionado. Não havia levado Faru, pois podia atrapalhar seus intentos. Contudo, sentia falta do amiguinho nessa hora tão especial.

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Entraram pelo grande e antigo portão, e todas as freiras, avisadas das visitas, se recolhiam à sua passagem para guardar a clausura. Visitaram o Santíssimo Sacramento na bela capela, iluminada àquela hora da manhã pelos raios de sol que incidiam sobre os vitrais, pintando os mármores do piso e das colunas com as mais variadas e brilhantes cores.

 

Depois de ver o que deveriam fazer, avô e neto começaram a trabalhar, serravam, martelavam, lixavam e poliam… Eram marceneiros de mãos cheias.

A hora do lanche, Eduardo parou para descansar e decidiu explorar os aposentos do convento, pensando: – “Chegou a hora! Vou buscar a despensa.  Seguramente ali estarão armazenadas as maças, pois não posso ir ao pomar”.

 

Encontrando a cozinha, refletiu:  -“Ninguém guarda alimentos muito longe da cozinha. A despensa deve estar por aqui…”.

Andava pé ante pé para não despertar a atenção de uma freira. No fundo de um corredor, deu de frente com a tão cobiçada despensa. Lá entrando, viu vários armários, todos muitos limpos e ordenados , onde havia latas de arroz, feijão, farinha e açúcar onde estariam as maçãs?

Seu coração batia aceleradamente… Abria todas as portas e encontrava potes de vidro, copos, louça, vasilhas de barro, conchas e colheres de pau. E nada de maçãs… Por fim quando abriu o último armário, oh alegria! Ali estavam as maçãs! Havia também peras, goiabas e laranjas. As maçãs eram de um vermelho como nunca vira. E enormes! Olhou ao redor, para certificar-se de estar sozinho, e ficou na ponta dos pés até alcançar uma delas…

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Nesse momento, seu olhar pousou em um bonito azulejo decorativo fixado na parede, que dizia com grandes letras azuis e douradas:

                                                            “DEUS TE VÊ”

Eduardo ficou pálido…Era verdade! Deus o via e ele estava prestes a roubar uma maçã!

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Fechou a porta do armário devagar e voltou cabisbaixo pata junto do avô. Não teria sabor aquela maçã tão bonita  se tivesse sido roubada… Sempre se lembrava disso em sua vida, pois Deus vê todos os nossos atos, os pecaminosos, os certos e honestos. Jamais estamos sozinhos!

Chegada a hora do almoço, a Irmã Maria de Jesus veio trazendo-lhes uma deliciosa sopa de galinha e verduras frescas, colhidas na  horta. E como sobremesa… maçãs!  O menino mal podia acreditar. Provou a fruta e parecia do paraíso. Nunca comera algo igual! E não havia só uma, foram várias as que a freira lhes ofereceu.

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Assim também age Deus conosco. Ele recompensa em abundância aqueles que são honestos, retos de consciência e que procuram viver a vida sabendo que Ele é misericórdia, amor, perdão, mas algo que esquecemos muito: Ele é Temor; sim devemos  lembrar disso a todo instante com nossos atos que praticamos na nossa vida, pois Deus Vê Tudo”.

Espero estimados irmãos  e irmãs, que tenham tirado boas lições desta singela mas profunda história! Mais atual do que nunca, não é verdade?

Deus seja louvado sempre!

Bibliografia:

Histórias para Crianças ou Adultos cheios de Fé – Revista Arautos do Evangelho

Irmã Juliana Vasconcelos Almeida Campos, EP

 

Dor e Glória

OLHAR DE TRISTEZA

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 Sempre que O fitava, percebia que a expressão do seu olhar era carregada de dor e tristeza e me indagava porque todos os artistas que  esculpiram ou pintaram  sua imagem colocavam, a par da mesma expressão de sofrimento, os olhos entreabertos ou fechados, os lábios também ligeiramente abertos, e um imponderável que me deixava perplexa: era um semblante magnifico de reprovação, tristeza e dor e de uma bondade indizível. Era  Nosso Senhor Jesus Cristo, o nosso Salvador, pregado  na Cruz!

Sentia uma admiração, enlevo e respeito, por aquele Crucificado da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, que era realmente de uma perfeição divina e na minha opinião, quem o fez foram provavelmente anjos ou então um artista muito piedoso por eles ajudados.

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Como vivemos num século marcado por tragédias, crimes chocantes, desvarios causados pelas drogas, que vão destruindo a vida de muitos jovens, pela anarquia governamental, a desonestidade que tomou conta de nosso país e pela falta de fé e de esperança, e mais do que isto, pelo ódio ao sagrado, ao belo e ao divino, busquei respostas para esses dramas e essas posturas de alma, que vão crescendo vertiginosamente e fui encontrá-las olhando e admirando Nosso Senhor na Cruz, nela cravado pelos próprios homens a quem veio redimir do pecado.

Sim, Jesus me fez compreender que o homem ao rejeitá-lo fica privado dos auxílios da divina graça e, uma vez obscurecida a sua razão e enfraquecida sua vontade, ele dá vazão a todas as tendências e paixões desregradas instaladas em seu coração em consequência da imensa tragédia que se abateu sobre todo gênero humano, que foi o pecado original. Ou seja, se o homem rejeitou e levou à morte o Homem-Deus, ele é capaz de chegar aos maiores absurdos se se julga bastante a si próprio e autossuficiente.

Sim, prezados amigos, a raiz de todos os males e do pecado é o orgulho.

E prossegui as minhas pesquisas e estudos sobre a questão e acabei deparando-me com um artigo escrito em 1985, intitulado “Tristeza, dor e majestade” do grande pensador católico, o Professor Plinio Corrêa do Oliveira, fruto de sua contemplação de uma belíssima escultura de Jesus Crucificado, o qual está repleto de altas e eloquentes considerações que nos ajudam a compreender alguns mistérios que marcam a nossa existência.

 

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Shakespeare

Já dizia o escritor Shakespeare que “há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”. E entre tantos e tantos mistérios, assoma o  denominado “mistério da iniquidade”.

E se é verdade que ante um mistério da Fé que não compreendemos, devemos, antes de tudo, nele crer, isto não significa dizer que não devamos, com humildade, estudá-lo, meditá-lo e nos aprofundarmos em estudos e explicações de pessoas santas e sábias, que logram tirar alguns véus que o envolvem e  assim nos aproximam do seu significado mais profundo. E é o que o Dr. Plinio consegue fazê-lo com suas reflexões sobre “Tristeza, dor e majestade”.

“Tristeza, dor e majestade expressas num Crucifixo

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A manifestação de tristeza de Nosso Senhor apresentada neste belo Crucifixo é pungente: os lábios abertos, os dentes separados, o queixo ligeiramente caído, dando a impressão de tal abandono de forças que há uma carência de energias até para manter cerrados os lábios. O olhar é distante, pairando na consideração de outra coisa muito diversa e que O enche de tristeza.

O artista soube muito bem representar os cabelos de Nosso Senhor: não propriamente penteados, porque não teria propósito, depois de tudo quanto Ele sofreu, representá-los ordenadamente. Mas são apresentados lindamente desgrenhados! De maneira que eles formam cachos lindíssimos! A barba é tão pequena, que não seria possível esculpi-la revolta. Ela cai ordenadamente para emoldurar o rosto.

Analisando a coroa de espinhos, podem-se perceber os grandes espinhos que transpassaram a fronte de Nosso Senhor. Acima do olho esquerdo nota-se uma machucadura terrível. Tem-se a impressão de que um espinho ali penetrou, deixando um furo horrível!

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Vê-se o sangue que corre… Mas, com quanta delicadeza ele escorre ao longo do corpo divino! De maneira a formar longos filetes, aparecendo na ponta de cada um deles um rubi!

Sempre, desde menino, o que mais me impressionou em Nosso Senhor Jesus Cristo foi a sua dor. Estivesse Ele crucificado ou não. Tanto numa atitude como nas imagens do Sagrado Coração, em que o Divino Redentor O mostra aos homens, quanto entre os doutores do Templo, o que me chamava a atenção era a dor. E dor que confere ao sofrimento aquele matiz de majestade, de sabedoria profunda, de transcendência em relação a tudo. Mas, também, de bondade que chega até o último ser, até o último pecador. Isto foi o que sempre, de modo muitíssimo especial, me atraiu nEle e me levou a adorá-Lo.

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Não custei a perceber que tal disposição de alma estava em diametral oposição à alegria de fandango, doida, tonta, agitada e sedenta de pecado, que dominava a minha época de menino, com a difusão da atmosfera de Hollywood, do cinema moderno… Então, era uma alegria má. E eu ficava colocado entre a tristeza e a má alegria.

Entretanto, naquela época, eu não sabia discernir bem entre a boa e a má alegria.

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Foi necessário o transcurso de anos para eu perceber o seguinte: aqueles que partilham a tristeza de Nosso Senhor são os verdadeiramente alegres desta vida! E aqueles que se apresentam alegres com Satanás são, na realidade, os tristes neste mundo. E, apesar de ser verdadeiro o fato de vivermos numa época de tanto pecado e tanta ignomínia – que arrancou lágrimas de Nossa Senhora na sua aparição em La Salette, e postulou a Mensagem de Fátima, com tudo o que ela contém – parece-me que o verdadeiro católico pode ter sua alma alegre. Mas que tal alegria nunca deve prescindir de um certo véu de tristeza. De tristeza digna, tristeza nobre, varonil, como quem acompanha Nosso Senhor até o alto da Cruz!

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De onde a ideia seguinte: a vida, para ser conduzida de modo católico, deve trazer consigo esse traço de grandeza e de seriedade, sem o qual ela não vale nada. A vida humana é uma participação na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu tenho que sofrer como Ele sofreu. E quanto mais eu padecer, tanto melhor será, porque terei tido maior honra em me achegar mais a Ele.

Que a Virgem Santíssima nos ajude a conservar tais reflexões bem no fundo de nossas almas, pois aproximamo-nos de tempos em que desconhecemos como será o dia de amanhã.

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Espreitar-nos-á a dor?

Talvez! Mas devemos estar certos de um ponto: se nos espreita a dor, aguarda-nos também a glória!

 

Fonte de consulta:

Revista  Dr. Plínio

 

 

 

 

 

São Pio X: você o conhece?

Caríssimos irmãos e irmãs, gostaria de compartilhar  um assunto muito importante  e  muito propício para o momento e que tem tudo a ver com o tema do último post e de outros anteriores. E deparei-me com ele pesquisando sobre o papel que tiveram alguns homens e mulheres muito especiais na  História da humanidade. Homens e mulheres autênticos e por isto mesmo marcantes e cujos semblantes retratavam de forma luminosa e inequívoca suas personalidades, mas que não são muito conhecidos.

E foi assim que ” descobri” um personagem que atraiu fortemente a minha atenção: trata-se do Papa São Pio X, que conduziu a Barca de Pedro de 4 de agosto 1903 a 20 de agosto de 1914. Nascido a 2 de junho de 1835, em Riese, na Itália, era o segundo de 10 filhos de uma família  de camponeses, e que desde cedo manifestou uma forte vocação para o sacerdócio, que conseguiu corresponder à custa de muitos sacrifícios de seus pais que eram muito pobres. Foi ordenado sacerdote em 1858, nomeado Bispo de Mântua em 10 de novembro de 1884 e Patriarca de Veneza, em 1896. Foi eleito Papa com 55 dos 60 votos possíveis naquele conclave. Relutou muito em aceitar a sua escolha como Papa, devido à sua grande humildade.

Contam os historiadores, que tomou dinheiro emprestado para comprar sua passagem de volta a Veneza, quando viajou para o conclave em Roma, pois jamais esperava que viesse a ser eleito Papa! E contam ainda os estudiosos que os demais Cardeais só compraram a passagem de ida…

Escolheu  como lema do seu Pontificado “Renovar todas as coisas em Cristo”. E realmente tudo fez neste sentido, valendo ressaltar que foi ele que instituiu a Comunhão frequente e precoce, para crianças com uso da razão, por isso é chamado o Papa da Eucaristia;  ministrava aulas de catecismo para as crianças de Roma e procurava visitar todos os habitantes da cidade, em meio a importantes aperfeiçoamentos na Liturgia e no campo do Direito Canônico.

Foi o primeiro Papa a ser canonizado após a a canonização de São Pio V, que ocorreu em 22 de maio de 1712.

Teria muito , mas muito mesmo, para falar sobre este grande Pontífice, mas fica para uma outra ocasião.

Hoje, quero deixar-lhes algumas santas palavras  e sábios conselhos e orientações deste Varão da Igreja , um  Papa santo,  fiel conselheiro, que seguia à risca as palavras do Divino Mestre: ” SIM, SE É SIM; NÃO, SE É NÃO. TUDO  O QUE PASSA ALÉM DISTO VEM DO MALIGNO’ (MATEUS 5, 34-37)

Acompanhem-nos , pois, caríssimos irmãos, na leitura e meditação destes ensinamentos de São Pio X, contidos em alguns excertos da sua Carta Encíclica “Acerbo nimis”, de 15/04/1905, muito apropriados para os dias atuais .

“Os insondáveis desígnios de Deus elevaram nossa pequenez ao cargo de Supremo Pastor de toda a grei de Cristo em dias bem críticos e amargos, nos quais o antigo inimigo ronda em torno deste rebanho, armando-lhe ciladas como com tão pérfidas astúcias que, hoje mais que nunca, parece ter-se cumprido aquela profecia do Apóstolo aos anciãos da Igreja de Éfeso:

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São João Bosco

‘ Sei que (…) se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho” (At 20,29).

Não há quem, animado pelo zelo da glória divina deixe de investigar as causas e razões deste mal  que ataca a religião; e como cada qual encontra causas e razões diferentes,, propõe meios também diferentes  conforme sua opinião pessoal, para defender ou restaurar o Reino de Deus na Terra. Sem proscrever, Veneráveis irmãos, os pareceres dos demais, nós nos alinhamos com aqueles que atribuem sobretudo à ignorância das coisas divinas a atual depressão e debilidade das almas, das quais resultam os maiores males.

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Padre José de Anchieta ensinando

NÃO HÁ CONHECIMENTO DE DEUS NA TERRA

Esta opinião concorda inteiramente com o que o próprio Deus declarou  por meio do profeta Oseias:

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“Não há conhecimento de Deus na Terra. A maldição a mentira, o homicídio, o roubo e o adultério inundaram tudo; o sangue se acrescenta ao sangue; por isso a terra se cobrirá de luto e desfalecerão todos os seus habitantes”(4,1-3)

” Quão lamentáveis e fundadas são hoje, infelizmente, as lamentações a propósito da existência, de um grande número de pessoas, no povo cristão, que vivem na  inteira ignorância das coisas que devem ser conhecidas para se conseguir a eterna salvação!

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Ao dizer “povo cristão”, não nos referimos só aos homens da classe popular, ou seja, àqueles aos quais serve de desculpa o fato de, por estarem sujeitos a patrões exigentes, mal conseguirem ocupar-se de si mesmos e de seu repouso. Falamos também, e principalmente, daqueles aos quais não falta entendimento nem cultura, ao contrário, possuem grande erudição profana, mas, no relativo à Religião, vivem de modo temerário e imprudente. Difícil será ponderar quão espessas são as trevas que os envolvem e –  pior ainda – a tranquilidade com que nelas permanecem!

Em nada se preocupam por Deus, soberano autor e moderador de todas as coisas, nem pela sabedoria da Fé cristã. E assim, nada sabem da Encarnação do Verbo de Deus nem da Redenção por Ele levada a cabo; nada também da graça, principal meio de obter a eterna salvação; nada do Augusto Sacrifício nem dos Sacramentos, pelos quais conseguimos e conservamos a graça. (…)

Isto posto, Veneráveis Irmãos, perguntamos:

– Que há de surpreendente no fato de serem tão grandes e aumentarem  a cada dia a corrupção dos costumes e sua depravação, não só em nações bárbaras, mas até em povos que ostentam o nome de cristãos? (…)

NECESSIDADE DA FORMAÇÃO RELIGIOSA

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Longe estamos de afirmar que a malícia da alma e a corrupção dos costumes não podem coexistir com o conhecimento da Religião. Prouvera a Deus que a experiência não demonstrasse isto com tanta frequência! Entendemos, porém, que, quando as espessas trevas da ignorância envolvem o espírito, nem pode ser reta a vontade  nem são os costumes. Quem caminha com os olhos abertos pode sem dúvida desviar-se da senda direita e segura mas o cego, este está em sério risco de perder-se.

Além disso, enquanto não se apagou inteiramente a chama da Fé, resta ainda a esperança de uma emenda na corrupção dos costumes; quando, porém, à depravação se junta  o desconhecimento da Fé, não há mais remédio, está aberto o caminho da ruína”.

Permitam-me interromper a transcrição das palavras do Papa, mas esta explicitação que ele faz neste último parágrafo é muito profunda e lança luzes para entendermos a crise que  se agrava a cada momento no mundo inteiro, pois a humanidade padece de uma depravação dos costumes sem nenhum precedente na sua História aliada a uma ignorância e por vezes a uma ausência inacreditável em relação aos conhecimentos mais elementares da Fé.

Lembro-me agora de uma reunião que assisti há muito tempo, na qual o palestrante afirmou que uma das maiores tragédias que aconteceu no Brasil foi a injusta e absurda expulsão dos Jesuítas, em 1759, a mando de D. José I, sob a influência do ímpio Marquês de Pombal. Sim, porque o povo brasileiro vinha sendo alvo de uma ação civilizadora, educativa e formativa por parte dos valorosos filhos de Santo Inácio e, de repente, deu-se esse corte que perdurou por muitos anos e cujos efeitos negativos refletem hoje nos campos da educação, da cultura e no da formação religiosa , moral e cívica de nosso povo.

Mas voltemos à leitura das palavras de São Pio X:

“Uma vez que da ignorância da Religião procedem tantos e tão graves prejuízos, e,  por outro lado, são grandes a necessidade e a utilidade da formação  religiosa – pois ninguém pode cumprir as obrigações do cristão se não as conhece -,  convém averiguar agora a quem compete a tarefa de preservar as almas dessa fatal ignorância  e proporcionar-lhes tão indispensável ciência.

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O MAIS GRAVE  DEVER DE QUALQUER SACERDOTE

Tal averiguação Veneráveis Irmãos, não oferece dificuldade alguma, pois esse gravíssimo dever incumbe aos pastores de almas, os quais, em virtude do mandato do próprio Cristo, têm a efetiva obrigação de conhecer e apascentar as ovelhas a eles confiadas. Ora, apascentar é, antes de tudo ensinar: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu Coração, que vos apascentarão com ciência e com a doutrina” (Jr 3, 15).

Assim falava Jeremias, inspirado por Deus. E por isso dizia o Apóstolo São Paulo: “ Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o Evangelho” (I Cor 1,  17). Adverte,  desta forma, que o principal ministério de todos quantos exercem de algum modo o governo da Igreja consiste em instruir os fiéis nas coisas sagradas.

Parece-nos inútil acrescentar novas provas da excelência desse ministério e de sua importância aos olhos de Deus. Por certo, grandes louvores recebe do Senhor a piedade  que nos move a aliviar as humanas misérias; mas quem pode negar que maior louvor merecem o zelo e os esforços empregados em procurar para os homens os bens celestiais, e não as transitórias vantagens materiais?

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São Pio de Pietrelcina

Nada pode ser mais desejável nem mais agradável a Jesus Cristo, o Salvador das almas, que disse de Si mesmo, pelos lábios de Isaías:

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“Enviou-Me para anunciar a Boa-Nova aos pobres” (Is 61, 1; Lc 4, 18).

Mas uma vez peço licença para sublinhar um outro ponto, muito importante da Encíclica em apreço, qual seja a importância da pregação da Palavra de Deus, que emerge das palavras de São Paulo e da primazia do espiritual sobre o material, aspecto que por ser tão óbvio, pareceria desnecessário frisar, mas que na prática é esquecido ou deixado de lado, por vivermos  num mundo marcado pelo pragmatismo, pelo ateísmo prático, quando não por uma noção deturpada e sentimental do que seja a Caridade.

Retomemos o fio da meada:

“Importa muito, Veneráveis Irmãos, acentuar bem aqui, e insistir neste ponto:

Para qualquer sacerdote, é este o dever mais grave, mais restrito, a cumprir. Pois quem negará que no sacerdote a santidade de vida deve progredir unida à ciência?

“Nos lábios do sacerdote deve estar o depósito da ciência” ( Mt 2, 7), (…)

Se é coisa vã  procurar colher onde não se semeou, como se pode esperar boas obras  de gerações que não foram oportunamente instruídas na doutrina cristã?

Daí concluímos que se em nossos dias a Fé enlanguesce até parecer quase morta em uma grande maioria, é porque foi cumprida com negligência, ou de todo omitida, a obrigação de ensinar as verdades contidas no catecismo.” ( Revista Arautos do Evangelho, maio de 2016)

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Caríssimos irmãos, as palavras  do grande São Pio X  nos deixam matéria para várias  reflexões que podem nos ajudar a compreender melhor a realidade que vivemos e, sobretudo, para corrigirmos nossas faltas e amoldarmos nossa mentalidade e nossas práticas aos ensinamentos de Nosso Senhor e ao magistério da Igreja e, por via de consequência, a cooperarmos , efetivamente, para a educação e formação de nossos filhos e de quem esteja, de algum modo, no âmbito de nossas relações sociais, sendo homens e mulheres de Fé , sequiosos da Palavra de Deus e de levá-la ao nosso próximo!

São Pio X, rogai por nós!

E concluímos, prestando nossa homenagem a Nossa Senhora da Conceição Aparecida,  Mãe, Rainha e Padroeira do Brasil,  no Tricentenário de sua Aparição, rogando-lhe a sua ajuda e proteção especiais, para todo povo brasileiro!

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

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Há esperança?

Diante de tantas notícias  que nos causam perplexidades, tristezas e apreensões,  provenientes de todas as partes do mundo,  inclusive de todas regiões do  nosso querido Brasil, tão cantado em versos e prosas, terra com  riquezas naturais e panoramas extraordinários, com seus seis estuantes biomas,  cada um com suas   peculiaridades próprias, vamos vivendo  sobressaltados pelos escândalos e desatinos de nossos homens e mulheres públicos, das mais diversas instituições , e de todos os escalões, deixando-nos sem referenciais   e sem sabermos mais em quem acreditar e confiar, salvo honrosas exceções.

E tudo isso nos faz relembrar as palavras inesquecíveis de Rui Barbosa no seu discurso  ao Senado no ano de 1914 , do qual  repasso para os caríssimos leitores, alguns trechos,  por conterem palavras tão sábias e atuais, e num certo sentido proféticas, que  vale a pena lermos e meditarmos.

DISCURSO DE RUI BARBOSA NO SENADO, EM 1914

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

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Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime, o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais”.

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D. Pedro II, no auge de sua vida pública

É bom que se esclareça que Rui Barbosa quando fala em “uma sentinela vigilante”, ele se refere a Dom Pedro II, que foi Imperador do Brasil, durante 49 anos e que sem dúvida foi o melhor período da nossa história, sob todos os pontos de vista, assunto que em breve trataremos neste blog, demonstrando como falaciosa e injusta é a afirmação de que o Brasil sempre foi um país corrupto, atrasado e falto de bons políticos e respeitados estadistas.

E assim conclui o famoso estadista baiano:

“E nessa destruição geral de nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem …”

(Rui Barbosa – Discursos Parlamentares – Obras Completas – Vol. XLI – 1914 – TOMO III – pág. 86/87)

E de 1914 para os tempos atuais, a situação só fez piorar, e eu não sei com  que palavras Rui Barbosa a descreveria se vivo estivesse.

Não obstante imersos numa crise  e provação sem precedentes, mas pressentindo e confiando contra toda esperança humana, no fundo de nosso coração, em que Deus nos fará  reencontrar o rumo certo, o fio da meada, perdido em determinado momento de nossa História, prosseguimos nossa jornada.

Sim, pois nascemos como País, sob o sinal da Santa Cruz, aliás  já bordada nas velas das ousadas caravelas de Cabral  e que também foi plantada em nosso solo, no primeiro ato público aqui celebrado – a Missa oficiada por Frei Henrique Soares de Coimbra – a qual foi assistida por portugueses, e índios, que sem dificuldade aceitaram a Fé católica que lhes foi ofertada pelos insignes missionários que vieram com o bravo navegador lusitano e logo após pelos santos e abnegados Nóbrega e Anchieta e seus companheiros jesuítas, que realizaram uma obra de evangelização e de civilização inigualável e idelével!

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Pois não adiantaria nada possuirmos  grandes riquezas e sermos uma grande potência em termos políticos e econômicos perante o concerto das Nações, se não tivéssemos a Fé N’Aquele que é o nosso Caminho, Verdade e Vida, Nosso Senhor Jesus Cristo, Luz do Mundo!

Sim, de que vale ao homem conquistar o mundo inteiro se vier a  perder sua alma, e assim ficar privado do  bom Deus, por toda eternidade?

Sim, nós bem sabemos e temos consciência de que por mais que vivamos neste mundo e que por mais bens e recursos tenhamos, isto não durará para sempre. E assim, tudo o que  construímos, as riquezas que acumulamos, todo o cuidado que temos com nossa saúde – e o devemos ter -, nada impedirá que um dia deixemos este mundo, e nos apresentemos diante de Deus. E  neste sentido, nós somos apenas os administradores temporários destes bens, pois, em última análise, nada é nosso, tudo pertence a Deus. Ele nos dá e tira quando quer, mas  o dia nós não o sabemos. “ Lembra-te de que tu és pó e ao pó tu voltarás”, assim diz o sacerdote quando impõe as cinzas em nossa fronte, na Missa de Quarta-feira de Cinzas.

Completando  este raciocínio, devemos viver pensando um pouco nessa realidade, e acredito que você que agora está lendo este post , vai perceber que não estou dizendo uma coisa sem sentido, mas sim uma realidade vivida por todo  homem e toda mulher  neste vale de lágrimas, que é a Terra, sobretudo neste crucial momento histórico, em que a humanidade inteira está decidindo por Cristo ou contra Cristo.

Por outro lado,  quando leio notícias sobre a tensão entre a Coreia do Norte, de um lado, e de outro, os Estados Unidos e a Coreia do Sul, fico temendo a eclosão de uma guerra nuclear que pode assumir proporções apocalípticas!

E fiquei a pensar como surgiram as bombas atômicas e fui pesquisar.

Ernest Rutherford, físico inglês que viveu entre os anos de 1871 e 1937, fez inúmeras pesquisas investigativas sobre a estrutura do átomo.

Com essas descobertas os cientistas perceberam que era possível criar uma reação em cadeia com capacidade para gerar grandes quantidades de energia e que, se ela ocorresse de forma descontrolada, em uma fração de segundos a liberação de energia seria gigantesca, provocando dessa forma uma explosão de  alto poder destrutivo.

E assim foi inventada uma arma terrível: as bombas atômicas, cujo poder destrutivo é altíssimo.

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Daí em diante, as grandes potências foram desenvolvendo e  armazenando armas nucleares, para a eventualidade de uma guerra, no que foram imitadas por países menos poderosos.

Os efeitos  de uma dessas bombas são verdadeiramente catastróficos! Que o digam Nagasaki e Hiroshima, duas cidades japonesas arrasadas com as bombas sobre elas lançadas pelos americanos, na Segunda Guerra Mundial. Morreram cerca de 200 mil pessoas e um número incalculável ficaram  feridas e ou com sequelas, sem se falar nos enormes estragos materiais e ambientais. Graças ao bom Deus e à  pertinácia do povo japonês elas foram reconstruídas em tempo recorde e são hoje duas modernas e prósperas cidades!

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Por outro lado, parece que a própria natureza está revoltada com os pecados dos homens,  que  são a causa mais profunda de todos os castigos que Deus manda ou permite desabem sobre o mundo. Há uma passagem no Livro do Gênesis que diz:”  Colocarei o meu arco nas nuvens.”  Santo Ambrósio observa  que a Escritura não diz a flecha, mas o arco para nos fazer compreender que é o  pecador que, pelas suas iniquidades, coloca a flecha sobre o arco e excita Deus a castigá-la. Como queremos , pois, ver-nos livres dos flagelos, se não deixarmos de irritar o céu e ofender ao Criador?

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E  as barbaridades morais e ambientais praticadas pelo homem  vão provocando fenômenos dos mais variados  em todas as regiões de nosso Planeta, a saber: incêndios na Noruega e em Portugal; inundações na China;  sucessivos e inesperados furacões, que atingem grau máximo, na região do Caribe, América Central e costa sudeste dos Estados Unidos; fortíssimos e devastadores terremotos no México; iceberg gigante, de um trilhão de toneladas !!!, que se desprende da plataforma de gelo no Pólo Antártico,cujo itinerário e consequências são imprevisíveis; calor nunca sentido na Europa, com sensação térmica de 53 graus, apelidado pelos europeus com um nome terrível – Lúcifer, entre muitos outros fatos e fenômenos que nos deixam assustados e apreensivos. E aqui em nosso Brasil, além das alterações climáticas nunca vistas, calor no Sudeste e frio no Nordeste, até terremoto tivemos, no Paraná!

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Tem um ditado francês que diz:  ” Chassez le naturel,  il revient  au galop”  que pode ser  traduzida para o português, como:” contrarie  a natureza e rapidamente ela dá o troco”.

Quanto à segurança,  violência e  criminalidade, aqui tomadas no seu sentido mais amplo e profundo, crescem, se não em todos, mas seguramente, na maior parte dos países. Na Europa, sob a forma dos contínuos atentados, que mantêm a população em estado de tensão e pavor constante e crescente; na América do Sul, de modo especial no nosso Brasil, e em, países de outros continentes, a exemplo do México, através do “mata-mata” (homicídios de todos os gêneros) irracional e brutal, e por aí vai.

E isto sem se falar na impiedade, associada a uma imoralidade avassaladora e que tem a insolência de exigir foro de cidadania, e que investe contra quem ousa professar a sua Fé e os princípios do amor a Deus, do respeito aos seus mandamentos, ao direito natural , em contraposição a toda forma de pecado, aberrações , perversões , idolatrias, heresias e manifestações de pseudo-cultura atentatórias aos legítimos sentimentos religiosos, como foi a malsinada “mostra” ocorrida em Porto Alegre, e que estadeiam em todo mundo.

Graças a Deus, a 2a. Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, atendendo à ação movida em boa hora pelos partidos da oposição, suspendeu a blasfema , grotesca e preconceituosa exibição.

Ante este quadro, me vêm também à mente algumas profecias sérias que li recentemente, entre as quais as de Nossa Senhora de Fátima, já citadas nos posts “A Mãe de todas as mães ” e ” Fátima – Farol de Deus”, as de Nossa Senhora de La Salette, do Padre Pio de Pietrelcina e da Bem Aventurada Anna Maria Taigi, entre muitas outras, que predizem acontecimentos impressionantes, como se pode verificar por alguns  excertos da Profecia de La Salette, de 03 de julho de 1851, abaixo transcritos:

 

PROFECIA DE NOSSA SENHORA “DE LA SALETTE”

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“Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra. Deus vai esgotar sua cólera, e ninguém poderá fugir a tantos males acumulados”.

“Os chefes, os condutores do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência. E o demônio obscureceu suas inteligências”.

“Deus permitirá à velha serpente introduzir divisões entre os que reinam, em todas as sociedades e em todas as famílias. Sofrer-se-ão tormentos físicos e morais. Deus abandonará os homens a si mesmos e enviará castigos que se sucederão durante mais de trinta e cinco anos.

“A sociedade está na iminência dos flagelos mais terríveis e dos maiores acontecimentos. Deve-se esperar ser governado por uma chibata de ferro e beber o cálice da cólera de Deus”.

“No ano de 1864, Lúcifer e um grande número de demônios serão soltos do inferno. Eles abolirão a fé pouco a pouco, até nas pessoas consagradas a Deus. Eles as cegarão de tal maneira que, salvo uma graça particular, adquirirão o espírito desses maus anjos. Várias casas religiosas perderão inteiramente a fé e perderão muitas almas.”

“Os maus livros abundarão sobre a Terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus. Eles terão grandíssimo poder sobre a natureza.

“Tendo sido esquecida a santa fé em Deus, cada indivíduo desejará guiar-se por si próprio e ser superior a seus semelhantes. Serão abolidos os poderes civis e eclesiásticos.

“Toda ordem e toda justiça serão calcados aos pés. Não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e sem amor pela família.

“Os maus estenderão toda sua malícia. Até nas casas as pessoas matar-se-ão e massacrar-se-ão mutuamente”.

“Ao primeiro golpe de sua espada fulgurante [refere-se a Deus], as montanhas e a natureza inteira tremerão de espanto, porque as desordens e os crimes dos homens transpassarão a abóbada celeste. Paris será queimada, e Marselha engolida [pelas águas”].

“Várias grandes cidades serão abaladas e tragadas por tremores de terra. Crer-se-á que tudo está perdido. Só se verão homicídios, e se ouvirão apenas ruídos de armas e blasfêmias”.

 

“Então será feita a paz, a reconciliação de Deus com os homens. Jesus Cristo será servido, adorado e glorificado. A caridade florescerá por toda parte.

“Os novos reis serão o braço direito da Santa Igreja, a qual será forte, humilde, piedosa, pobre, zelosa e imitadora das virtudes de Jesus Cristo.

“A Terra será atingida por toda espécie de flagelos (além da peste e da fome, que serão gerais). Haverá guerras até a última guerra, que será movida pelos dez reis do Anticristo, cujo objetivo será o mesmo e serão os únicos a governarem o mundo”.

“Antes que isto aconteça, haverá uma espécie de falsa paz no mundo. Não se pensará em outra coisa, senão em se divertir. Os maus se entregarão a toda sorte de pecados”.

“Mas os filhos da Santa Igreja, os filhos da fé, meus verdadeiros imitadores, acreditarão no amor de Deus e nas virtudes que me são mais caras. Felizes essas almas humildes conduzidas pelo Espírito Santo! Eu combaterei junto a elas até que atinjam a plenitude da idade”.

“A natureza exige vingança por causa dos homens e estremece de pavor, na espera do que deve acontecer à Terra emporcalhada de crimes. Tremei, ó Terra, vós que fizestes profissão de servir a Jesus Cristo, mas que no vosso íntimo adorais a vós próprios.

“As estações mudarão, a terra só dará maus frutos, os astros perderão seus movimentos regulares, a Lua não projetará senão uma débil luz avermelhada. A água e o fogo darão ao globo terrestre movimentos convulsivos e horríveis tremores de terra, que engolirão montanhas, cidades, etc..

“Eu dirijo um premente apelo à Terra. Apelo aos verdadeiros discípulos do Deus vivo que reina nos Céus. Apelo aos verdadeiros imitadores de Jesus Cristo feito homem, o único e verdadeiro Salvador dos homens.

“Apelo aos meus filhos, meus verdadeiros devotos, aqueles que se deram a mim para que eu os conduza a meu divino Filho, aqueles que levo por assim dizer nos meus braços, que vivem de meu espírito.

“Enfim, apelo aos Apóstolos dos Últimos Tempos, aos fiéis discípulos de Jesus Cristo que viveram no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e desconhecidos do mundo.

“É chegado o tempo para que eles saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como meus filhos amados. Estou convosco e em vós, contanto que vossa fé seja a luz que vos ilumina nestes dias de desgraças.

“Que vosso zelo vos faça como que famintos da glória e honra de Jesus Cristo. Combatei, filhos da luz, pequeno número que isto vedes, pois aí está o tempo dos tempos, o fim dos fins.

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“Todo o universo será tomado de terror, e muitos se deixarão seduzir, porque não adoraram o verdadeiro Cristo vivo entre eles. Chegou a hora, o sol se obscurece, só a fé viverá.

“Então a água e o fogo purificarão a Terra e consumirão todas as obras do orgulho dos homens, e tudo será renovado. Deus será servido e glorificado”.

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E o que nos resta fazer diante da situação em que nos encontramos, para a qual não vemos uma saída, do ponto de vista humano?  Muito simples: voltarmo-nos humildemente para Deus, por meio de Sua Mãe Santíssima, pedirmos perdão pelos nossos pecados e os pecados do mundo inteiro e através de preces e orações confiantes e perseverantes, sacrifícios e penitências, implorarmos sua intervenção misericordiosa, e a instauração na Terra do Reino dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, Reino onde imperarão a Ordem, a Justiça e a Paz!

 

Neste sentido, recomendo que rezemos diariamente o Santo Terço, pois é o meio indicado por Nossa Senhora, para obtermos a nossa salvação, a conversão dos pecadores e a verdadeira paz para o Mundo.

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E como hoje é o dia dedicado aos arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael, peçamos a estes nossos poderosos intercessores que guardem, protejam e iluminem a humanidade para que esta se volte, por meio de Nossa Senhora, para Aquele que é a verdadeira esperança: Nosso Senhor Jesus Cristo!

Portanto há sim esperança, aliás mais do que esperança, a certeza de que o Bem triunfará sobre o mal!

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As expressões do silêncio – Parte 2

Não é ocioso ressaltar que não estamos afirmando que Deus não se manifeste aos homens de outras formas, a depender das circunstâncias e de alguma lição que Ele queira nos dar. E que Ele não esteja em calorosas manifestações de convívios familiares e fraternais ou de entusiasmos expressos por meio de palmas, por exemplo, ou  até mesmo em uma parada militar, ao som de músicas marciais, entre outras situações.

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Mas sim que o silêncio é um estado de espírito que deve permear todas as nossas atividades e que a ele temos que reservar momentos especiais e generosos, que mantenham a guarda do nosso coração e o “tônus” da nossa alma e que restaurem, ademais, as nossas energias orgânicas e espirituais, após esforços mais intensos que tenhamos sido obrigados a desenvolver.

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O fato é que Deus ama o silêncio e dele se serve, habitualmente, para se comunicar conosco. Um famoso autor francês, Padre Thomas de Saint- Laurent, escreveu um opúsculo, denominado “Livro da Confiança”, que inicia com as seguintes palavras:

“Voz de Cristo, voz misteriosa da graça que ressoais no silêncio dos corações, Vós murmurais no fundo das nossas consciências palavras de doçura e de paz.”

De Maria, a Mãe de Jesus, lemos no Evangelho de São Lucas ( 2, 51), que ouvia as palavras do Seu Divino Filho e “ guardava todas essas coisas no Seu Coração”, porque o mantinha sempre em silêncio, na escuta dos sussurros Divinos.

Vale lembrar, outrossim, que, nada obstante o Seu amor ao silêncio, Jesus quis estar presente nas Bodas de Caná , com Sua Mãe e seus discípulos, demonstrando assim o seu apreço à instituição da família, e que ali realizou o seu primeiro milagre, na ordem da graça, transformando a água contida em seis alentadas talhas, no melhor vinho de todos os tempos!

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Bodas de Caná

Isto posto, penso que os excertos do artigo abaixo transcritos vão complementar as reflexões ora deduzidas e as que foram feitas na primeira parte deste post, que aliás foi muito visualizada.

Desejo-lhes um bom proveito da leitura.

A VOZ DO SILÊNCIO

“Quem de nós conheceu as acaloradas discussões nas praças ou até mesmo as tradicionais conversas em família? Ou tem o costume de buscar uma boa leitura para passar uma tranquila tarde de entretenimento?

Infelizmente, não muitos. Somos a geração dos smartphones, ipods, tablets… Os momentos de alegre convívio ou de plácido recolhimento parecem ter sido relegados por nossa sociedade tecnológica a um passado já remoto. Não seria, portanto, anacrônico falar sobre a voz do silêncio ao mundo atual?

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Muito ao contrário! Este nosso mundo da comunicação instantânea precisa, mais do que nunca, de sua fecundidade e do esplendor nele escondido.

A expressividade de certos silêncios

O silêncio não pode ser considerado apenas por seu aspecto negativo, ou seja, a simples exclusão de palavras ou aparente falta de comunicação, pois ele, tantas vezes, muito fala. Esta é uma verdade conhecida pela experiência pessoal. Em inúmeras ocasiões de nossa vida deixamos transparecer o que se passa em nosso interior pelo silêncio. Por meio dele afirmamos, negamos, consentimos, reprovamos ou manifestamos nossa alegria ou recriminação em relação a algo, às vezes com mais significado do que se tivéssemos pronunciado algumas frases.

Deste modo, o silêncio é um extraordinário instrumento capaz de transmitir, em várias ocasiões, mais ideias do que as próprias palavras.

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Interior da Saint Chapelle

 Jesus mesmo, na hora de sua Crucifixão, depois de dirigir aquelas imorredouras palavras ao bom ladrão – “hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23, 43) -, ofereceu um frio silêncio ao mau ladrão, que lhe valeu mais do que um colossal discurso. “Quanta expressividade tem o silêncio de uma pessoa como Nosso Senhor Jesus Cristo!”.

E que dizer do silêncio de Jesus em face da insolência e prepotência de Herodes ( Lucas, 23, 8-9),que Lhe fez” muitas perguntas,mas Jesus nada respondeu”?

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O silêncio de Jesus em face de Herodes

Afastar-se do bulício para ouvir a Deus

O Antigo Testamento relata, por exemplo, a prescrição divina aos israelitas, dada a Moisés, de “apresentarem suas ofertas ao Senhor no deserto” (Lv 7, 38), o qual é símbolo de isolamento, solidão e silêncio. E conta que Judite, ao enviuvar-se, tinha feito “no andar superior de sua casa um quarto reservado para si, no qual se conservava retirada com suas criadas” (Jt 8, 5). Ali, no recolhimento, fazia penitência e jejuns, em uma vida de relacionamento com Deus.

Com efeito, para viver de Deus, com Ele e para Ele, muitas ­pessoas abandonam o bulício do mundo e abraçam o isolamento, pois assim se escuta melhor sua voz. “Os maiores Santos evitavam, quanto podiam, a companhia dos homens, e escolhiam viver para Deus”.2 Não é sem razão que São João da Cruz ensina: “Uma Palavra disse o Pai, que foi seu Filho; e di-la sempre em eterno silêncio e em silêncio há de ser ouvida pela alma”.

Deus nos fala e nos ouve no silêncio

No silêncio age, portanto, o Espírito Santo nas almas. O padre Plus cita uma eloquente descrição desta ação do Paráclito, na pena de Santa Maria Madalena de Pazzi: “[Ele] fala sem articular palavras e todos ouvem seu divino silêncio. […] Sem necessidade de estar atento, ouve a menor palavra dita no mais íntimo do coração”.paz1300x400.jpg

É perfeitamente compreendido por Deus nosso silêncio, sendo, ademais, um dos meios que Ele usa com maior frequência para relacionar-Se com as suas criaturas inteligentes e revelar-lhes as maravilhas que só podem ser entendidas na sacralidade e tranquilidade sublime da atmosfera sobrenatural.

Quais são estas maravilhas que Deus nos revela através do silêncio? A que Ele nos convida? Em belas e poéticas palavras, interpreta o Prof. de História Contemporánea e pensador católico, Plinio Corrêa de Oliveira o convite divino recebido pela alma que se recolhe:

“Ouve-me, porque o timbre de minha voz é grave e suave… Ouve-me, porque o que eu tenho a te dizer eleva a alma, descansa e entretém. Ouve-me, porque as minhas palavras põem na tua alma um certo refrigério, uma certa luz, uma certa paz que tu tinhas esquecido que existe, e que agora, quando te fala, te convida para as solidões maravilhosas de que tinhas perdido a lembrança e a saudade… […] Mas à força de falares com o silêncio, tu mesmo começas a ser um daqueles que, pelo silêncio, falam! Teu silêncio interior faz-te ouvir palavras também, e tu começas a entender, a dizer dentro de ti mesmo, que não é uma recordação que isso traz: é uma esperança! São os dias vindouros que te esperam na sua glória!”. (Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2016, n. 169, pp. 36-37)Blue-Water-thumb-920x575-115076.jpg

 

Portanto, reservemos alguns momentos de silêncio em nossas vidas e veremos que boa decisão tomamos e como nos tornaremos mais calmos, eficientes e felizes, e mais próximos de Deus!

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Notre Dame de Montreal

E não nos perturbemos se o mar, o deserto e os montes não estiverem ao nosso alcance, pois acima de tudo o que importa é que os vejamos como símbolos de ambientes propícios ao nosso encontro com Deus!

 

As expressões do Silêncio – Parte 1

Quando Jesus queria descansar e conversar com o Pai, Ele buscava 3 cenários: o mar, o deserto e os montes. É verdade que cada um deles tem suas características e significados próprios e eu me arriscaria a dizer que o mar descansa sobretudo por sua beleza, matizes, profundidades e imensidão, além de nos acalentar com seu movimento;  o deserto, por seu isolamento e mistérios que encerra; e os montes por nos elevarem para o alto onde o ar é mais puro e diáfano e nos sentimos mais próximos de Deus. Mas, os três têm algo em comum: propiciam-nos um afastamento do burburinho, da agitação e dos problemas do quotidiano de nossas vidas, que muitas vezes nos embaralham e nos impedem de olhar para o alto e de enxergar melhor e com mais profundidade a realidade; em última análise, nos três cenários antes mencionados, nós desfrutamos de uma situação de paz , de quietude e de silêncio, indispensável para o nosso equilíbrio psicofísico.

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E muito mais do que isto: eles são muito importantes para escutarmos a Voz de Deus, conversarmos melhor com Ele, e sermos por Ele orientados!

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  Assim, devemos buscar a Deus no silêncio, na meditação, na oração, em lugares e momentos nos quais nossa mente esteja livre para a contemplação e que sejam, ademais, um verdadeiro refúgio e refrigério para nossa alma.

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Estava com esses pensamentos, quando recebi de um amigo da família um texto bem interessante sobre o silêncio que me levou a pesquisar mais sobre o assunto, e na  segunda parte desse tema, partilharei com vocês algumas reflexões, contidas em dois artigos que, para mim se completam, e que poderão ser de grande utilidade, para enfrentarmos os desafios do tempo presente.

Ainda a propósito do silêncio, continuei a meditar  e constatei o seguinte: o silêncio é um bem muito precioso e indispensável que está presente em muitas situações e atividades de nosso existir, senão vejamos:

– nos hospitais, os doentes necessitam dele para se acalmarem e convalescerem

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–  nos estudos, precisamos do silêncio;

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–  nos concertos musicais, é uma exigência do público aficionado;

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–  nas salas de aula, é fundamental para o aprendizado dos alunos e desenvolvimento das ideias dos mestres;

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– nas cerimônias litúrgicas, a exemplo de uma Missa, a par da proclamação da Palavra de Deus, é um elemento importantíssimo em diversos momentos da celebração, indicados inclusive nas rubricas do Missal usado pelo sacerdote;

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– como homenagem póstuma, em sessões do mundo político, institucional e em competições esportivas;

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–  em nossos momentos e horas de descanso, é um fator muito importante para desfrutarmos de um repouso e/ou de um sono fácil e restaurador e para isso existe, inclusive, a chamada Lei do silêncio, infelizmente tão desrespeitada nos dias atuais;ABRENOVA.jpg

 

– para a nossa saúde física e mental, também precisamos do silêncio, ao passo que o barulho e os ruídos, tão frequentes em nossas metrópoles, muito acertadamente denominados como “poluição ambiental sonora”, podem nos causar distúrbios de várias ordens.

 

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E os exemplos poderiam se multiplicar.

Na Sagrada Escritura, há uma passagem, em I Reis 19, 11-12, que diz:” …neste momento passou diante do Senhor um vento impetuoso e violento que fendia as montanhas e quebrava os rochedos; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento, a terra tremeu; mas o Senhor não estava no tremor de terra”

 E que “ passado o tremor de terra, acendeu-se um fogo,mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira.”

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 E aí, então, Elias ouviu a Voz de Deus.

Ou seja, Deus somente se fez presente e pôde falar a Elias, quando se fez silêncio. E assim Ele continua a agir, somente assim Ele se comunica e se doa a nós.

Por tudo quanto dito acima, podemos considerar o silêncio como um verdadeiro amigo, que devemos tratar com muito apreço, para que tenhamos uma vida bem mais saudável e mais próxima do nosso Bom Deus!

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Espero que essa leitura faça bem a você caríssimo leitor e lhe possibilite colher  preciosos frutos.

Não perca a segunda parte!!!

O Poder e as Maravilhas do Rosário

 Resultado de imagem para criança rezando terçoComo estamos ainda no clima da Quaresma, aproximando-nos  da Semana Santa e da Páscoa, quando então   celebraremos a Ressurreição do Senhor, cantaremos as glórias de Jesus e a Vida que Renasce,   achei  interessante,  continuarmos nessa clave de  reflexão e  meditação de temas espirituais.

  E veio-me à mente falar um pouco sobre o Rosário de Maria Santíssima.

 Quero compartilhar com todos,   as verdadeiras maravilhas contidas nesta oração, enfatizar  o  seu valor extraordinário e poderoso, e as bênçãos que atrai para quem a recita, com dignidade,  de joelhos ( aqueles que podem),  mas também de outras formas,  de pé, caminhando ou até mesmo sentado, mas sempre com  com atenção e compostura, evitando distrações voluntárias e com devoção. Aliás, o êxito e os frutos de nossas ações sempre dependem da concentração e disciplina, com que as fazemos, não é mesmo?Resultado de imagem para criança negra rezando terço

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Comecei a ter apreço ao Rosário,  quando em determinado momento de minha vida encontrei-me  em situação muito difícil. Aos poucos, fui desfrutando  e me deixando  penetrar por aquelas meditações e orações que  me acalmavam muitíssimo, mantinham meu equilíbrio psíquico e me infundiam coragem , paciência e confiança.

 E como precisamos destas virtudes nesse mundo caótico em que vivemos, onde não se tem tranquilidade  e segurança, por estarmos imersos em crises de ordens diversas e cercados de violências constantes e crimes que se multiplicam  barbaramente, sem que se vislumbre uma solução verdadeira, para diminuir ou acabar com esse males e apreensões! Resultado de imagem para arautos do evangelho rezando terço

Assim,  caríssimos irmãos e irmãs,    comecei  naquele período,  aí entre os anos 80 e 90,  a sentir uma devoção muito grande  pelo Terço –  que designa ou o instrumento com o qual se recita o Rosário ou a recitação da terça parte dele, originariamente, – como será melhor explicado mais adiante.

Ao mesmo tempo, senti um desejo muito forte de propagá-lo, ainda sem ter uma ideia mais completa do seu poder e da sua eficácia. E através dele, resolvi agradecer a Nossa Senhora uma grande graça –  uma exitosa cirurgia  de córnea a que se submeteu meu filho mais velho, o Moisés – fazendo peregrinações com uma bela Imagem de Nossa Senhora das Graças que, há mais de 30 anos guarda nossa Chácara, denominada Sorriso de Maria.

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 Visitava as casas, acompanhada do Moisés ou  de uma filha e por vezes , do meu marido, portando a mencionada Imagem, difundindo a devoção a Maria, por meio da recitação e meditação dos mistérios de um terço. Foram tempos de graças inesquecíveis!

  O Rosário significa uma bela e esplendorosa  Coroa de Rosas que colocamos sobre a fronte  da Virgem Maria.

A rainha das flores é a rosa. Cada Ave-Maria que se reza é  uma rosa que oferecemos a Maria Santíssima, Rainha do Céu e da Terra, e o conjunto de 203 Ave-Marias e 21 Pai-Nossos,  é essa belíssima Coroa de que lhes falei, que o povo de Deus denominou Rosário.

E Nossa Senhora, ao ser assim presenteada  oferece essa Coroa ao seu Divino Filho Jesus, que também muito se compraz com ela!


Imagem relacionadaE quem reza um Terço, por seu turno, é como se colocasse um Diadema sobre a fronte de Nossa Senhora.

Importa esclarecer que, originariamente, no Rosário contemplavam-se 3 grupos de mistérios, cada qual integrado de 50 Ave-Marias e 5 Pai-Nossos, totalizando 150 Ave-Marias e 15 Pai-Nossos, além do Pai Nosso e das 3 Ave Marias introdutórios, consoante explicitado anteriormente. Daí o nome terço, que correspondia à terça parte do  Rosário, mas que permaneceu  para designar a recitação das 50 Ave Marias e os 5 Pai Nossos, mesmo após o Papa João Paulo II, haver acrescentado mais um grupo de mistérios denominados Luminosos, como ficará detalhado mais adiante. 

O  terço( falo agora desse instrumento celestial)  é composto de uma  Cruz seguida de uma conta, à qual sucede um grupo de três contas , vindo em seguida, uma conta separada, precedendo 1 grupo de 10 contas bem próximas, e assim, sucessivamente, atéResultado de imagem para terços explicativos do rosario completar 5 grupos idênticos, sempre intercalados por uma conta, todas inseridas  em elos de uma corrente que confluem numa medalha alusiva a Nossa Senhora. As contas podem ser de madeira, pedras, metais. resinas ou material sintético apropriado. Na verdade, há terços que são de um beleza extraordinária, outros bem simples, e a escolha depende do feitio de alma de cada pessoa. Há inclusive, terços feitos de pétalas de rosas prensadas e por isso bastante perfumados.

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Como surgiu o Rosário

No ano de 1214, a região meridional da França vinha sendo assolada pela terrível heresia dos Albigenses , que levou  a nação francesa a ser o teatro de inúmeras e sangrentas batalhas entre católicos e albigenses.

Resultado de imagem para sao domingos recebendo rosarioDiante de tal situação, o grande São Domingos fez tudo que estava ao seu alcance para converter aqueles hereges  que entre outras barbaridades, eram contra o casamento.

Mas seus esforços foram em vão, até que movido por uma inspiração divina, adentrou numa grande e profunda floresta, próxima  de Toulouse e ali passou três dias e três noites, em contínua oração e penitência, implorando uma graça especial de Deus, e acabou por cair semimorto.
Mas eis que então, Maria Santíssima resplandecente de glória lhe aparece entregando-lhe o Rosário, assegurando-lhe que através dele obteria a conversão daqueles corações endurecidos. E assim aconteceu.

Neste mesmo dia, São Domingos entrou na Catedral e exortou a todos que ali estavam presentes, que  se convertessem e recorressem à intercessão de Nossa Senhora, por meio da recitação do santo Rosário. E a partir de então o que fora impossível com pregações, debates e armas, resolveu-se através de tão aparentemente simples,  mas na verdade,  poderoso e eficaz instrumento celestial.

Como devemos rezar o Rosário ou o Terço:

Fazemos o Sinal da Cruz, damos as intenções e em seguida:
Na Cruz, rezamos o Credo;  na primeira conta um  Pai-Nosso, nas três contas seguintes, louvamos a Maria, como Filha dileta do Pai, Mãe admirável do Filho e como Esposa do Espírito Santo. E a cada  grupo  de 1 conta seguida de 10 contas, rezamos 1 Pai Nosso e 10 Ave Marias, até completar 5 Pai Nossos e 50 Ave Marias, finalizando na medalha de Nossa Senhora, conforme explicado acima, com a recitação de uma Salve-Rainha.

Lembro queridos irmãos e irmãs, que em 1980, o  Papa João Paulo II respondeu a uma pergunta que lhe fizeram: Qual o segredo de Fátima. Ele respondeu: ” Muitos querem sabê-lo somente por curiosidade e sensacionalismo.Resultado de imagem para joao paulo ll rezando terço

” Pretendem deste modo satisfazer apenas a curiosidade. E isso é muito perigoso se, ao mesmo tempo, não se procura fazer nada para o mal. Aqui está o remédio contra o mal. Rezai-o, rezai-o, e não façais mais perguntas. Confiai tudo o resto à Mãe de Deus. Estejamos preparados, fortes e confiemos em Cristo e Sua Mãe. Rezemos o terço muitas vezes. Assim, ainda que pareça que fazemos pouco, de facto fazemos muito”

É uma oração humilde e   simples como nossa Mãe do Céu, mas é uma arma poderosa que nos protege contra o maligno.

É a oração que nos acalenta o coração trazendo a serenidade de que tanto necessitamos para viver.

No Santo Rosário,  nós enunciamos e meditamos, os principais mistérios ou episódios do nascimento, da vida, morte e glória de  Nosso Senhor Jesus Cristo  bem como mistérios correlatos,  dedicados à Sua Mãe Santíssima.  É uma oração fundamentada na Bíblia e na Tradição Apostólica, penhor seguro de salvação! Depois da santa Missa é a oração mais perfeita e mais agradável a Deus.

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 Os Santos Mistérios do Rosário:

  Os Mistérios gozosos: rezamos nas segundas-feiras e nos sábados

 Primeiro mistério: Anunciação do Anjo Gabriel a Maria; segundo Mistério:  Visita de Maria a sua prima Isabel; Terceiro Mistério: Nascimento de Jesus na Gruta de Belém; quarto Mistério : Apresentação do Menino Jesus no Templo; quinto Mistério : O encontro do Menino Jesus no Templo.

Mistérios luminososrezamos nas quintas-feiras

  Primeiro Mistério : O Batismo do Senhor;  segundo Mistério: As Bodas de Caná;  terceiro Mistério : O Anúncio do Evangelho;  quarto Mistério: A Transfiguração de Jesus no Monte Tabor;  quinto Mistério: A  Instituição da Eucaristia.

Mistérios Dolorosos: rezamos  nas terças e sextas-feiras.

 Primeiro Mistério : A Agonia de Jesus no Horto das Oliveiras;  segundo Mistério : A flagelação de Jesus;  terceiro Mistério :  Jesus é Coroado de espinhos;  quarto Mistério : Jesus carrega a Cruz para o Monte Calvário;  quinto Mistério : A Crucifixão, sofrimento e morte de Jesus.

Mistérios gloriosos : nas quartas-feiras e nos Domingos.

 Primeiro Mistério : A Ressurreição de Jesus;  segundo Mistério : A ascenção de Jesus ao Céu;  terceiro Mistério : A  descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos no Cenáculo;   quarto  Mistério: A Assunção de Maria Santíssima aos Céu;  quinto Mistério :  A Coroação de Nossa Senhora como Rainha do Céu e da Terra
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Vejamos o que dizem os Papas   sobre o Santo Rosário:

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Pio IX

Pio IX: “ Assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também hoje os fiéis exercitados no uso desta arma – que é a reza quotidiana do Rosário – facilmente conseguirão destruir os monstruosos erros e impiedades que por todas as partes se levantam” (Encíclica Egregiis de 3.12.1856)

” Depois de Deus, disse, pomos toda a nossa confiança na Virgem Santíssima! Estamos cheios de Alegria ao pensar que, como outrora, Ela há-de  destruir os erros monstruosos do nosso século, afastar e frustar os ataques sacrílegos da impiedade, contando que os fiéis  recitem sempre e muitas vezes, o santo Rosário”

Papa São Pio X ” O Rosário é a mais bela e a mais preciosa de todas as orações à Medianeira de todas as graças: é a prece que mais toca o coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os as”.

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Pio X

Papa Pio XII “ É que bem sabemos quão grande eficácia e força tem a reza do terço para impetrar o materno auxílio da Virgem Santíssima.”

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Pio XII 

Papa Leão XIII: “ Quanto deve ser suave para ela o ver-nos e o escutar-nos, enquanto entrelaçamos em coroa, pedidos para nós justíssimos e louvores para ela belíssimos!”

Papa Emérito Bento XVI: “ No mundo atual tão dispersivo, esta oração (a do Rosário) ajuda a colocar  Cristo no centro, como fazia a Virgem, que meditava interiormente tudo o que se dizia do seu Filho, e depois o que Ele fazia e  dizia”.

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Leão XIII

E os Santos também não pouparam palavras de louvor e apreço ao Santo Rosário, como vemos abaixo:

São Tomás de Aquino: “ Devemos lutar, como se  fosse num campo de batalha, para a aquisição de todas as virtudes que o Santo Rosário nos incita imitar.”

São João Bosco: “ Provai recitar o Terço distribuído nos momentos livres do dia. Uma parte de manhã, ao levantar, uma mais à tarde, uma antes  do almoço. Dois minutos de vez em quando para uma parte,não custa nada! Mas é necessário recitar todos os dias, como empenho de amor a nossa Mãe Celeste.”

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São Luis G. Monfort

o Luis Grignion de Montfort: “ Para bem rezar o Rosário,não há necessidade de gosto, nem de consolação, nem de suspiros,nem de arroubos, nem de lágrimas, nem de aplicação contínua da imaginação. São suficientes a Fé pura e a boa intenção.”

 “ O Rosário é para todos uma fonte de benefícios inapreciáveis. Eleva-nos insensivelmente ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo, purifica as nossas almas do pecado,abrasa-nos de amor a Nosso   Senhor e enriquece-nos de graças e de méritos.”

Os privilégios, indulgências, graças e bênçãos concedidas à recitação do Rosário são tantos e tantos, que serão citados em um outro post. Aguardem!

E concluamos, cantando o seguinte verso da conhecidíssima canção “ A treze de maio”, a saber:

“ A Virgem nos manda o Terço rezar/ Assim, diz, meus filhos:/ Virei vos salvar”

 

Sim, o Rosário é um penhor de salvação, um sinal de predestinação para quem o reza, é um fator de união das famílias, e é o meio mais eficaz  para se obter a conversão dos pecadores e a verdadeira Paz de que tanto necessita o Mundo!

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Bibliografia:

( WWW.pnslourdes,com.br)

Fátima, Aurora do Terceiro Milênio, João S. Clá Dias

A Via Sacra

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Esperávamos  chegar as 15 horas para ouvir o sino da casa tocar, blin, blin blin, pois isto significava que ia começar a Via Sacra.

Era uma expectativa grande, e cada um de nós  faria a leitura  de uma das 15 estações percorridas por  Nosso Senhor Jesus Cristo, rumo ao Calvário, onde foi crucificado e morreu, para salvar todos os homens e mulheres.

Era um silêncio profundo e uma concentração muito grande da parte de quem estava presente, inclusive das crianças,   pois iríamos reviver todo o caminho percorrido por Nosso Senhor, em sua Paixão, acompanhado  por Sua Mãe, Nossa Senhora, que  sofria,  profundamente, como que carregando, também, o pesado madeiro, sentindo a mesma dor sentida por Seu filho,  e seu coração sangrava,  embora misticamente.Resultado de imagem para imagem sacra de jesus sendo flagelado

Ela esteve aos pés da Cruz, até o último momento,  sustentando e sendo amparada por São João Evangelista, que permaneceu  ao seu lado.

Então irmãos e irmãs, ficava no exercício da Via Crucis   imaginando-me eu como mãe, vendo um filho meu passar por tudo aquilo!

Eu não suportaria, não teria forças.

Acho que nenhuma de nós,  irmãs,  que não queremos que nada aconteça aos nossos filhos,  aguentaria.

Resultado de imagem para 3a queda de jesus cristoFechemos os olhos, por alguns instantes, e imaginemos, cada um de nós vivendo esses momentos!

E a emoção  tomava conta do meu coração  quando ouvia, por exemplo,  essas  palavras, constantes da IV estação da Via Sacra, quais sejam:

O encontro de Jesus com sua Mãe

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“Quem, senhora, vendo-vos assim em pranto, ousaria perguntar porque chorais?

Nem a terra, nem o mar, nem todo o firmamento, poderiam servir de termo de comparação à vossa dor.

Vossa dor maior não foi por contemplar os inexprimíveis padecimentos  corpóreos de Vosso Divino Filho. Que são os males do corpo em comparação com os da alma?

Se Jesus sofresse todos aqueles tormentos, mas ao seu lado houvesse corações compassivos! Se o ódio mais estúpido, mais injusto, mais alvar, não ferisse o Sagrado Coração (de Jesus) enormemente mais do que o peso da cruz e dos maus tratos feriam o Corpo de Nosso Senhor!

Mas a manifestação tumultuosa do ódio e da ingratidão daqueles a quem Ele tinha amado: a dois passos, estava um leproso a quem havia curado,  mas longe, um cego a quem tinha restituído a vista e  pouco além, um sofredor a quem tinha devolvido paz. E todos pediam a sua morte, todos!”

Resultado de imagem para veronica enxugandoCaríssimos irmãos e irmãs, estamos  no período  da Quaresma que teve seu inicio na quarta -feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa.

É preciso dizer  aos irmãos, mesmo a quem , nesse momento esteja lendo esse post, e já conheça o assunto, que conclua a leitura, pois algum proveito lhe advirá.

Sabe por quê?

Porque  trata-se de uma questão de  fundamental  importância para nossa vida, a saber: não podemos deixar que Jesus tenha sofrido em vão todos os tormentos de sua Paixão, pois ali estávamos, também nós, de alguma forma aumentando os seus sofrimentos e Ele, agora, passa por nós, como que implorando  a conversão para que endireitemos nossas vidas ou para que progridamos no amor  a Deus e ao nosso próximo.

Façamos como Simão Cireneu que o ajudou a carregar o pesado Madeiro, unindo os sofrimentos de nossa existência aos padecimentos de valor  infinito do nosso Salvador, como vemos na  5a. estação da VIA CRUCIS.

Ademais, a meditação sobre os sofrimentos de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, prepara-nos para compreendermos e nos beneficiarmos das graças e alegrias inefáveis da Ressurreição , ou seja da santa Páscoa que se aproxima. Diz  a famosa frase: “Per crucem, ad lucem”. Ou seja, através da Cruz encontraremos a Luz.

Prossigamos nossa reflexão.

Assim, nos diz o sacerdote, quando impõe em nossas testas as cinzas, como sacramento de penitência:

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“Lembra-te, homem, de que és pó e ao pó hás de voltar” (Gn 3,19)

“Lembra-te de teu fim,e jamais pecarás” (Eclo 7, 40)

Meus  queridos irmãos e irmãs, é primordial que todos nós tenhamos  consciência de que a vida aqui é passageira, e que um dia terá fim.

No mundo em que vivemos,  não se veem muitas e verdadeiras conversões para Deus, ao contrário, é uma minoria pequeníssima que abre seu coração para uma mudança de vida.Resultado de imagem para milagres de jesus

E isto é muito triste, não é mesmo?

Nesse período que antecede a Semana Santa, chamado Quaresma, devemos lembrar e meditar sobre a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

E o que é mesmo a Quaresma? Quaresma é uma palavra que provém do Latim – QUADRAGÉSIMA – ou seja ,quarenta dias. É o tempo litúrgico de preparação para a Páscoa do Senhor Jesus, que passou 40 dias, em oração e penitência, no deserto, sofrendo , rezando ao Pai e vencendo as tentações do demônio.

São dias de reconciliação e conversão que devem ser cultivados por cada um de nós.  Sim, se d’Ele nos afastamos ou nos esquecemos, se praticamos algo grave e estamos em estado de pecado, precisamos da reconciliação com Deus. E fazermos firme propósito de emenda de vida. Essa é a penitência principal e que mais agrada a Deus. Um coração arrependido e humilhado, como implora o Rei David no Salmo 50.

Como fazemos isso? Rezando a Ele,  fazendo orações, oferecendo esmolas a quem necessita, fazendo abstinência de carne e jejuns nos dias estabelecidos pela Igreja, e  assim poderemos reparar nossos erros, orgulhos e vaidades.

Nós fazemos exercícios, caminhadas e dietas, para emagrecermos, e para mantermos boas condições psicofísicas, enfim para gozarmos de saúde, não é mesmo?

E isto,  generosamente, e sem nos queixarmos. Vamos tentar fazer o mesmo neste período quaresmal?

Devemos seguir  os conselhos de São Paulo em sua  segunda carta aos Coríntios, na qual Ele nos incentiva a vivermos na graça de Deus: “ Em nome de Cristo, vos rogamos: reconciliai-vos com Deus” (II Cor, 5, 20).

E com toda razão, pois o pecado nos afasta de D’Ele, tornando necessária a nossa reconciliação , como dito acima.Imagem relacionada

Jesus morreu pregado na cruz para redimir a humanidade. Só o sangue do Homem Deus ,Nosso Senhor Jesus teria o mérito infinito para redimir o pecado original e as ofensas cometidas pelos homens, desde  a época de Adão e Eva até os dias de hoje.

Sua morte na cruz foi o meio escolhido para restituir à humanidade transviada a plena amizade com Deus.

Nesse Tempo forte de graças, as  boas obras que praticamos devem ser feitas discretamente, sem que outros vejam e as aprovem. Devem ser praticadas para agradar a Deus, pois  foi Ele que nos criou e a Ele devemos tudo que temos de bom na vida.

A Quaresma, irmãos, é um tempo de penitência, próprio para a revisão de nossas vidas, com propósitos de mudanças e de sincera conversão.

Sabe  o porquê  disso, irmãos? Resultado de imagem para cirineu ajuda jesus a carregar a cruz

Porque o pecado nos desvia do caminho do bem e nos leva a um mundo de trevas e amarguras.

Jesus ajudado pelo Cirineu a levar a Cruz  ( V estação)

Converter-se é nós aceitarmos nossos erros , pedirmos perdão a Deus, através de uma confissão sincera a um Sacerdote , e darmos um rumo certo à nossa vida, limpando a alma do que há de mal nela, e seguirmos a estrada estreita, mas luminosa que nos conduz  a Deus. E quando passarmos desta vida para a Eternidade, receberemos o prêmio demasiadamente grande que é Ele.

Vamos, estimados irmãos e irmãs, vale a pena meditarmos sobre isto.

Por outro lado, a Confissão é um tesouro que Deus colocou à nossa disposição, para perdoar nossos pecados.Resultado de imagem para a descida de jesus na cruz

Disseram-me, uma vez, que os japoneses, que em sua grossa maioria praticam outras religiões, admiram muito a Confissão que nos é ministrada pelos nossos sacerdotes, pois, por meio dela nós temos certeza de que somos perdoados de nossas faltas por nosso Bom Deus e sentimos uma grande e consoladora paz de espírito.

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Vivamos, pois, irmãos e irmãs, essa Quaresma de um modo novo , abrindo-nos para as graças de conversão que Jesus, por meio de Nossa Mãe do Céu nos concede, e veremos que boa opção fizemos e que felicidade veremos inundar a nossa alma, pois como disse antes, Per Crucem ad Lucem! E essa verdade experimentaremos , plenamente, nas alegrias da Páscoa, ou seja, na Ressurreição de Nosso Senhor!

Bibliografia:

Bíblia Sagrada, Editora Ave Maria

Via  Sacra (Plínio Corrêa de Oliveira)

Padre Guerra, EP

http://www.arautos.org/secoes/artigos/doutrina/espiritualidade/quaresma-tempo-de-penitencia-e-reconciliacao-2-140971

http://cleofas.com.br/qual-e-a-origem-da-quaresma/

Ser criança

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Disse Jesus:

Resultado de imagem para jesus com crianças“Se não vos converterdes não vos tornardes como crianças, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus”

“Lançando mão de uma criança, colocou-a no meio deles ( dos discípulos), tomando-a nos braços, disse-lhes:

Qualquer que, em meu nome, receber uma criança como esta, recebe a mim, e qualquer que me receber, não recebe a  mim, mas ao que me enviou” (Marcos 9:36,37)

“Traziam-lhes crianças para que as tocasse, mas os discípulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus ficou indignado e disse:  Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus.

Em verdade vos digo: “ aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”, Então, abraçando-as, abençoou-as, impondo as mãos sobre ela” (Marcos 10, 13-16)

Ou seja, para pertencermos ao Reino de Deus devemos ser como  as crianças, puros e inocentes.

 Jesus também foi criança, uma criança especial, pois Ele também é Deus.

Ou seja, Aquele que é Infinito, quis  fazer-se pequeno, indefeso e inteiramente dependente de seu Pai nutrício São José e de sua Mãe verdadeira, Maria Santíssima.

Diz o povo,  que mãe é algo tão bom, que o próprio Deus que poderia vir ao Mundo diretamente, já Homem feito, também quis  ter uma Mãe!  Por outras palavras. Ele também quis experimentar o que é ser criança! E assim foi feito, e Ele passou a ser o modelo de todas as crianças: obediente a seus Pais, estudioso e que também brincava, como as outras crianças, alegre, mas de modo exemplar.Resultado de imagem para sagrada familia

Mas, como vimos acima, Jesus disse que somente entraria no Reino dos Céus quem se fizesse uma criança.

Encontramos, também, em São Mateus, estas não menos belas e impressionantes palavras do Divino Mestre Jesus:

Mateus 19,13-15:

“Naquele momento, foram-lhe trazidas crianças para que lhes impusesse as mãos e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. Jesus, todavia, disse: “ Deixai as crianças e não a impeçais de vir a mim, pois delas é o Reino dos Céus” Em seguida impôs-lhes as mãos e partiu dali”.

Estimados irmãos e irmãs, já faz um bom tempo,  que desejava escrever alguma coisa sobre as crianças e aguardava uma oportunidade para fazê-lo.Resultado de imagem para crianças brincando de roda

 Neste  século XXI,   no qual as crianças, em todas as partes desse planeta, vêm sofrendo, todos os tipos de  crimes bárbaros e hediondos , conquanto  isto seja objeto  de  preocupação de vários segmentos da sociedade e de autoridades do mundo inteiro ,  parece-me que são poucas as instituições e   órgãos que verdadeiramente e de modo eficaz,  se empenham para extirpar ou minimizar esses males.

Mas, também, e o que é muito pior, multiplicam-se, a cada dia, os casos de infrações  e violências graves praticadas por crianças e adolescentes, que suscitam debates acirrados em torno da redução da maioridade criminal, como uma tentativa de reduzir ou inibir a criminalidade infanto-juvenil, questão polêmica, que não é o caso de tratar , neste momento.

E o que dizer do aumento da incidência de suicídios juvenis, da prostituição de crianças, da maternidade precoce e irresponsável e do envolvimento de crianças com drogas e bebidas alcoólicas?

 E tudo isto  está na mídia convencional, nas emissoras de rádio e televisão e  nas redes sociais, na internet e no  facebook e , portanto, é do conhecimento geral e podemos dizer, universal!

Que mundo é esse  em  que vivemos, caríssimos irmãos?

Em que nossos valores cristãos e a dignidade do ser humano, com uma freqüência crescente, são jogados na lata do lixo?

Onde está o amor a Deus, e ao seu próximo, como a si mesmo?

Onde está o respeito aos direitos naturais e fundamentais do ser humano?

O respeito e o apreço à própria vida e a do seu próximo, sobretudo de seres humanos indefesos, como são as criancinhas, que ninguém tem o direito de tirar,  ninguém, só Deus?

Que mundo é este? De que adianta tanto progresso tecnológico e científico?

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 Um mundo que não sabe cuidar de suas crianças!

Acho que estamos imersos numa crise sem precedentes , que atinge toda humanidade, a qual  parece estar enferma, conforme já dissemos em outra oportunidade.

E parece-nos que esta crise atinge, de modo especial, as crianças desde sua mais tenra idade, levando-as a perder a sua inocência, seu bem mais precioso,  fundamental para o desenvolvimento completo de sua personalidade e do seu caráter.

E que dizer das  crianças de países pobres ou até mesmo em desenvolvimento,  às quais não se lhes oferecem condições mínimas para uma  existência condigna!

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 Acompanhando através das redes televisivas, notícias no facebook, internet, como todos os irmãos devem acompanhar, notícias de casos tão alarmantes, é que resolvi escrever este arrazoado,  pensando o que poderia fazer para que esse post  viajasse para todas as partes do mundo  e chegasse até você, meu irmão e minha irmã, numa humilde tentativa de fazer alguma coisa que desperte as consciências e suscite  debates dos quais possam resultar medidas  atitudes eficazes para a banir este mal da face da Terra, ainda que isto pareça uma utopia!

Já dizia Santa Tereza DÁvila. que uma boa intenção representa 50% da solução de um problema.

Penso que todos nós, sobretudo os que temos filhos, netos, sobrinhos, e qualquer relação de parentesco ou amizade  com crianças e adolescentes, ou os que temos  missão de educá-las, ensiná-las, formá-las, informá-las e protegê-las, devemos fazer um exame de consciência,  conscientizarmo-nos da gravidade da situação e fazermos o que estiver ao nosso alcance para, com a ajuda de Deus, resolver ou atenuar tão importante questão que tem relação direta com o futuro do mundo.african-child-1381554_640.jpg

 É  um  grito de alerta e de socorro!

O Papa Francisco, várias vezes manifestou sua preocupação com tão dramática e crucial questão, como se vê pelo excerto da sua Mensagem, de 15 de janeiro de 2017, referindo-se à situação de crianças imigrantes, mas que guarda intima relação com as questões agitadas neste post, e que abaixo transcrevemos:

“Mas os evangelistas detêm-se também sobre a responsabilidade de quem vai contra a misericórdia: «Se alguém escandalizar um destes pequeninos que creem em Mim, seria preferível que lhe suspendessem no pescoço a mó de um moinho e o lançassem nas profundezas do mar» (Mt 18, 6; cf. Mc 9, 42; Lc 17, 2).

Como não pensar nesta  severa advertência quando consideramos a exploração feita por pessoas sem escrúpulos ( que resulta) em dano de tantas meninas e tantos meninos encaminhados para a prostituição ou sorvidos no giro da pornografia, feitos escravos do trabalho infantil ou alistados como soldados, envolvidos em tráfico de drogas e outras formas de delinquência, forçados por conflitos e perseguições a fugir, com o risco de se encontrarem sozinhos e abandonados?”

Ora, o futuro do mundo depende das crianças de hoje. O amanhã não é nosso e sim delas, que um dia estarão em nossos lugares,  como sacerdotes e missionários; como políticos,  economistas, professores, advogados, médicos, engenheiros,  ou diretores de empresas, que estarão, por seu turno, formando famílias que perpetuarão a existência humana ,até o fim dos tempos.

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Iniciamos este post com algumas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre as crianças.

 Mas existem outras passagens belíssimas de Jesus na Bíblia Sagrada,   referindo-se às criancinhas a quem Ele amava muitíssimo e não queria que  ninguém se atrevesse a fazer-lhes nenhum tipo de mal, e chegou a dizer  essas impressionantes palavras, aliás transcritas na mensagem do Papa, a saber:

” 1.Neste momento os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: Quem é o maior no Reino dos céus?

2.Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse:

3.Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus.

4.Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus.

5.E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe.

6.Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que creem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar.(Mateus,18,1-6)

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Meditando sobre essas palavras de Jesus , fica claro que todos nós,  homens e mulheres, de qualquer idade ,temos que dar o bom exemplo às crianças e jamais escandalizá-las.

E por outro lado,  devemos cultivar e manter a inocência da criança que um dia  nós fomos em nossos corações.

E o que é ser criança?  Atrevo-me a fazer as seguintes assertivas:

Ser criança, é  viver a inocência, é viver tendo Jesus sempre no coração, correspondendo a todas as graças que Ele lha concede , como o fizeram uma Santa Bernadete e uma Santa Terezinha do Menino Jesus. Esta última  dizia querer ser uma simples bolinha do Menino Deus.

Ser criança, é aproveitar o aconchego do seu lar e crescer pedindo a bênção de seus pais:”Bença pai, bença mãe”. Assim o fazendo, recebe de Deus a sua bênção e proteção.

Ser criança é também correr  picula, brincar de caça ao tesouro,  de berlinda, de pião, de bola de gude, empinar arrais, pula de macaquinho, cantar, brincar de rodinha e outras brincadeiras, sobre as quais falaremos em outro post.Resultado de imagem para crianças felizes brincando

Ser criança,  é ouvir e saborear histórias de contos de fadas dos seus  pais quando vão dormir, deixando que este mundo fantasioso e maravilhoso a transporte para realidades sobrenaturais e que o prepare para uma felicidade eterna que um dia encontrará no Céu.

Ser criança é ser e sentir-se amada e não maltratada; ser e sentir-se amparada, cuidada e alimentada, aceitar com docilidade as orientações e admoestações dos seus pais  e retribuir com gratidão essas manifestações de amor.

Ser criança é  ter amor pelo verdadeiro , o bem e o belo ,  lutar e pedir a Deus para que a mentira, o mal e o pecado não se instalem em sua alma.

Ser criança é crescer vivendo as diversas fases da vida de uma criança, sem pressa, de forma gradual e salutar, esforçando-se para vencer seus defeitos e cumprir seus deveres e os mandamentos de Deus.Resultado de imagem para familia com filhos

Ser criança, é se colocar no regaço materno de Nossa Senhora e segurar na mão de Jesus, a Eles dirigindo sempre suas preces e orações.

Ser criança é um Dom de Deus. É algo divino, pois  é  a fase mais linda da nossa vida. Não é a  toa que, quando se passa essa fase da vida, sente-se saudades dela.

Assim já dizia Casimiro de Abreu , na belíssima poesia, que deixamos como um presente para os amigos e amigas:

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Meus oitos anos

Oh! que saudades que tenho                                                  Oh! dias da minha infância!
Da aurora da minha vida,                                                       Oh! meu céu de primavera!
Da minha infância querida                                                    Que doce a vida não era
Que os anos não trazem mais!                                              Nessa risonha manhã!
Que amor, que sonhos, que flores,                                      Em vez das mágoas de agora,
Naquelas tardes fagueiras                                                      Eu tinha nessas delícias
À sombra das bananeiras,                                                      De minha mãe as carícias
Debaixo dos laranjais!                                                             E beijos de minhã irmã!
Como são belos os dias                                                           Livre filho das montanhas,
Do despontar da existência!                                                  Eu ia bem satisfeito
— Respira a alma inocência                                                  Da camisa aberta o peito,
Como perfumes a flor;                                                            — Pés descalços, braços nus
O mar é — lago sereno,                                                          — Correndo pelas campinas
O céu — um manto azulado,                                                 A roda das cachoeiras,
O mundo — um sonho dourado,                                         Atrás das asas ligeiras
A vida — um hino d’amor!                                                   Das borboletas azuis!
Que aurora, que sol, que vida,                                             Naqueles tempos ditosos
Que noites de melodia                                                           Ia colher as pitangas,
Naquela doce alegria,                                                            Trepava a tirar as mangas,
Naquele ingênuo folgar!                                                       Brincava à beira do mar;
O céu bordado d’estrelas,                                                     Rezava às Ave-Marias,
A terra de aromas cheia                                                        Achava o céu sempre lindo.
As ondas beijando a areia                                                     Adormecia sorrindo
E a lua beijando o mar!                                                          E despertava a cantar!

Concluindo, para ser uma criança,  um dos fatores mais importantes é um um  ambiente familiar estável e saudável, no qual os pais possam bem educar os seus filhos, pois assim teremos crianças sadias, fortes e felizes, aptas a enfrentarem  e vencerem todos os desafios e dificuldades, enquanto crianças forem e quando adultas se tornarem, e um dia alcançarem a  vida eterna.

E para restaurarmos a nossa inocência primaveril, caso a tenhamos perdido, e voltarmos  a ser as crianças que um dia fomos, deixo -lhes, também,  esta bela e consoladora oração:

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“Há momentos, minha Mãe, em que minha alma se sente, no que tem de mais fundo, tocada por uma saudade indizível. Tenho saudades da época em que eu Vos amava, e Vós me amáveis, na atmosfera primaveril de minha vida espiritual. Tenho saudades de Vós, Senhora, e do paraíso que punha em mim a grande comunicação que tinha convosco.
Não tendes também Vós, Senhora, saudades desse tempo? Não tendes saudades da bondade que havia naquele filho que fui?
Vinde, pois, ó melhor de todas as mães, e por amor ao que desabrochava em mim, restaurai-me: recomponde em mim o amor a Vós, e fazei de mim a plena realização daquele filho sem mancha que eu teria sido, se não fosse tanta miséria.

Dai-me, ó Mãe, um coração arrependido e humilhado, e fazei luzir novamente aos meus olhos aquilo que, pelo esplendor de vossa graça, eu começara a amar tanto e tanto!…

Lembrai-Vos, Senhora, deste David e de toda a doçura que nele púnheis. Assim seja!”
( Plinio Correa de Oliveira )