Rosas e Orquídeas, Brasil e Colômbia.

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Depois de um lapso de tempo considerável durante o qual tive de me ocupar de afazeres variados e até certo ponto exaustivos, vou paulatinamente voltando à rotina   e    retomando as reflexões e pesquisas em torno de temas que entretêm o espírito e que nos fazem subir a paragens mais altas e a partir daí  descortinarmos panoramas belos e aprazíveis ou  simplesmente nos determos na apreciação de criaturas que nosso bom Deus preparou e reservou para nós e que estão sempre a nosso alcance.

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Eu confesso que gosto muito das flores, das suas formas, cores e perfumes de uma variedade, matizes e nuances verdadeiramente espetaculares! Desde a violeta, da ” dois irmãos” (que nome genial! ), da florzinha do bredo, passando pela “dama da noite”, pelas tulipas até a rainha delas que a meu ver é a rosa. Gosto muito das  desconcertantes orquídeas e recentemente adquiri uma espécie numa loja especializada, mas infelizmente a floração não se adaptou ao local e murchou.

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Mas, não faz mal. Vou adquiri outra bem bonita e tomar todos os cuidados com ela.

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Estava com estas cogitações sobre as flores, quando encontrei nos meus arquivos  um artigo bem interessante justamente sobre as rosas  e as orquídeas que há um tempo atrás um  amigo sacerdote havia me oferecido, no qual era feita   uma associação de ideias com o Brasil e a Colômbia, país que somente agora vai despertando afluência de turistas de várias partes do mundo e sobretudo do Brasil, pelos seus encantos naturais, sua história e monumentos artísticos.

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Cartagena – Colômbia

 

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E assim, comecei um estudo sobre a Colômbia e fiquei com vontade de conhecê-la juntamente com o Chile e o Peru.

Isto posto, desejo-lhe, caro leitor, uma ótima leitura.

   Rosa e orquídea — dois gêneros de beleza

                               ”  Para meu gosto pessoal, eu dou a primazia a duas flores. A primeira evidentemente é a rosa. Uma rosa perfeita e acabada é uma glória, uma beleza, uma maravilha, uma ordenação como não há igual.

Depois das rosas — é uma opinião ainda mais pessoal — elejo as orquídeas. É um tipo de flor que viceja maravilhosamente no Brasil, mas, pelo que ouvi dizer, floresce ainda mais belamente na Colômbia. É um gênero de beleza profundamente diferente da rosa.

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Catedral de Las Lajas – Colômbia

A rosa traz consigo o esplendor da ordem. Suas pétalas postas em ordem obedecem a um raciocínio. Nela não há nada de previsto, não é planificada. Mas dir-se-ia que um poeta a planificou. Deus Nosso Senhor a planejou, a destinou. Tudo nela é ordenado, estabelecido, arranjado. Ela exala o perfume que é conforme à sua forma de beleza — da ordem prevista, racional e explícita. Ela é uma soberba explicitação do conceito de beleza.

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Isto não se pode dizer da orquídea. A orquídea é rara e singular. Ela prega surpresas, suas pétalas se movem quase como num balé vegetal. Movem-se em direções inimagináveis, que se compõem em torno da parte central e variam de flor para flor. A parte central da orquídea é sempre de uma beleza magnífica e surpreendente. Por exemplo, brancas na orla e depois de um vermelho e de um roxo aprofundado e que chega até a uma parte misteriosa dentro, onde se tem a impressão de que há um vermelhíssimo sublime que não se mostra, por uma espécie de recato. É próprio às coisas verdadeiramente muito superiores a não se exibirem; enquanto as coisas charlatanescas se exibem.

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Há formas de orquídeas incomparáveis, mas todas com a beleza do fantasioso, do inesperado, de uma alta distinção, que parece dizer a quem as vê: “Confessa que tu não me imaginavas e que eu sou muito superior a tudo quanto tu pensavas”. Há um quê de “não me toques” na orquídea, que faz parte de outra família de beleza. Não é a beleza de desordem, mas dessas formas superiores de ordem, que o raciocínio não constrói e que só a fantasia sabe compor. Isto está muito de acordo com o espírito das nações latino-americanas e que eu creio que são, sobretudo, na forma de espírito de duas nações psicologicamente muito parecidas: Brasil e Colômbia.

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Colômbia

Às vezes, quando eu ouço contar de “colombiadas”, eu me lembro de “brasileiradas”. O capricho, o inesperado, o entusiasmo; também, às vezes, o ressentimento, a vingança, conforme a ocasião a violência, mas seguida logo depois de uma reconciliação afetuosa. Todo este vai-e-vem temperamental, eu vejo de comum entre o brasileiro e o colombiano. E ali está a orquídea a marcar dessa maneira as peculiaridades do espírito dos povos que a Providência suscitou.” (Plinio Correa de Oliveira)

Que reflexões belas e  profundas !

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Salvador – Brasil
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Cartagena
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Não deixe que fique tarde, meu filho!

Fiz o propósito de colocar para os estimados leitores tudo que fosse belo,  especialmente quando o texto nos diz alguma coisa, e que toque  nosso coração.

Recebi de um amigo algo que achei muito lindo e  quero compartilhar com vocês , pois  encerra uma mensagem  de amor e  confiança em Maria Mãe de Jesus, que é um verdadeiro oceano de bondade!

O título é o mesmo que foi dado ao post: “Não deixe que fique tarde, meu filho!”

Antes de fazer a leitura, contemple calmamente a foto e deixe que ela fale ao seu coração!

 

 

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“Eu nunca tinha visto uma imagem de Nossa Senhora que parecesse assim tão viva, tão acolhedora, tão receptiva, em uma palavra, tão maternal! Que mãos abençoadas a do artista que a fez. Estou impressionado! Parece nos dizer: diga, meu filho, o que você deseja, o que você precisa, quais são as suas angústias, os seus sofrimentos. Eu estou aqui pronta para lhe atender, mas é preciso que você diga, que você me peça. Acaso você nunca leu nos Evangelhos que Meu Filho no alto da cruz me fez também a sua mãe? Eu sou, portanto, verdadeiramente a sua mãe. Eu não entendo porque você fica aí parado no seu canto de dor e não me diz nada. Sim, claro, você não precisa me dizer algo para que eu saiba, porque eu conheço o seu coração.

Mas uma coisa que Eu não consigo suplantar é a sua vontade, porque Deus criou todos os homens livres. O que eu posso fazer é o que estou fazendo agora, lhe dar uma graça para que você abra o seu coração e volte para Mim o seu olhar. O meu já está posto em você, Eu o observo desde sempre, mas será que você faz o mesmo comigo? Eu o tenho visto sempre de costas para mim, nem meu nome você pronuncia … Então você não quer a minha ajuda?Ang Mahal na Birheng Maria at ang Sanggol na Hesus.jpg

Quando você era pequeno, ou seja, quando você não tinha o uso da razão, eu podia carregá-lo, mas agora que você está grande, cheio de vontades, eu não posso, não tenho esse poder.

Ah, meu filho, quanto amor represado no meu coração à espera de que você se volte para mim. Se não for hoje, poderá ser outro dia, poderá até ser no final dos seus dias. Eu estarei sempre aqui, como você me vê agora, à sua espera, rezando por você, concedendo-lhe graças que você nem imagina, mas vai chegar uma hora que será necessário que você abra o seu coração para que eu nele possa entrar. Sem isto, meu filho, não tenho como conduzi-lo a Meu Filho que está no Céu. Mas lembre-se: só é tarde para quem é morto. Não deixe que fique tarde!” ( Marco Antonio Machado)

E quem é o Filho dEla, senão o nosso amado Senhor do Bonfim!

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Caros leitores, diante dessas palavras tão lindas que sentimos haver brotado do  mais profundo do coração desse nosso irmão,  sendo uma pessoa mariana que ama muito a Mãe de Deus, senti uma grande emoção, pois Ela é também a Mãe de todos os homens  e mulheres que habitam o universo, e até de quem  não a reconhece como mãe,  Ela o é.

Ela que viveu e padeceu os piores sofrimentos que uma pessoa poderia sofrer,  por isso a justo título chamada nossa Corredentora, está sempre de braços abertos para perdoar , apaziguar e  a todos receber de braços abertos, pois esta é a sua missão.

Você que nesse momento precisa de ajuda para resolver problemas pessoais difíceis e até humanamente falando impossíveis, não hesite em pedir a essa Mãe que Deus nos deu de presente e que está no Céu rogando e pedindo a Seu Filho por  cada um de nós e por esse mundo tão precisado de amparo e proteção!

Peçamos amigos , peçamos as suas graças,  que Ela nos atenderá, pois  NUNCA  se ouviu dizer que algum daqueles que tivesse recorrido à sua proteção e invocado o seu socorro, tivesse sido por Ela desamparado, como rezamos na oração intitulada “Lembrai-Vos” .

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P.S. – E antes de concluir, queremos deixar consignada a nossa homenagem aos avós, que são tão importantes para a manutenção da unidade e benquerença das famílias e causa de alegria e carinho dos netos, e o fazemos nas pessoas de São Joaquim e de Sant’Ana, pais da Virgem Maria e avós queridíssimos de Jesus, que são celebrados na liturgia da Igreja Católica no dia 26 de Julho, razão pela qual, neste mesmo dia festejamos e louvamos nossos avós.

São Joaquim e San’Ana, protegei e amparai nossos avós!

São João Batista, o Precursor de Jesus Cristo!

Caríssimos irmãos e irmãs, vivemos um período difícil, conturbado e caótico, pois o homem deu as costas ao Criador. Mas, penso que ainda há esperança e que vale a pena rezarmos e lutarmos por esse mundo, na expectativa de um milagre, o milagre da conversão das almas, para encontrarmos Cristo, a Luz do Mundo.

É com esse desejo e essa esperança, que me encanta, ainda, falar sobre o São João e o que significa essa festa tão comemorada, especialmente em nosso Nordeste.

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Tive a felicidade de viver inesquecíveis momentos em que as crianças gostam de estar pertinho da fogueira vendo-a queimar, de alimentar o fogo com gravetos, abanando-a, para em seguida assar o milho verde, tarefa desempenhada a contento, mesmo, somente por alguns poucos entendidos, para não deixar o milho “sapecar”, mas ficar bem tostadinho.

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E ficarmos ali, naquele aconchego, naquela quenturinha, em torno da fogueira;   também tive a felicidade de  soltar balõezinhos e ver  soltarem  balões multicoloridos bem maiores, que, após  terem suas buchas acesas, cuidadosamente, para não queimarem seus “panos” de papel-seda com os quais eram artisticamente preparados meses antes, iam se inflando e subiam, uns lentamente, outros, “vai mas não vai” , mas

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acabavam indo; alguns outros, subiam rápida e garbosamente, cada um mais lindo que o outro, sob aplausos e gritos de entusiasmo; e maravilhados, ficávamos olhando para o Céu estrelado também enfeitado com outros balões, soltados alhures, aos quais o nosso se unia, buscando sempre e cada vez mais as alturas, até que o perdíamos de vista!

Havia uma tristeza geral quando o balão queimava, mas logo era superada com a subida exitosa de um outro! Quantas e tantas músicas eram inspiradas pelos balões! Por exemplo: “cai cai balão, cai e cai balão, aqui na minha mão,  não cai não, não cai não, cai na rua do sabão”.

Como sabemos, os balões foram proibidos por razões de segurança, o que compreendemos, mas deixaram uma grande saudade.

Mas além da fogueira e dos balões , os fogos de artifício também tinham seu papel na noite de São João e eram de espécies e efeitos diversos: traque de massa, chuveirinho, lágrimas, estrelinha, vulcão, cobrinha elétrica, as bombas entre muitos outros fogos de nomes muito interessantes, e para todos os gostos, idades e espaços disponíveis.

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 Não é preciso dizer como eles alegravam, como ainda alegram, as noites joaninas! Mas como nada é perfeito, as queimaduras eram e são muito frequentes e por vezes sérias, por isso todo cuidado é pouco.

A propósito da fogueira muito se poderia dizer sobre sua origem,  simbolismos e finalidade. Resumidamente, aduzimos ser um dos usos mais antigos inventados pelo homem, para promover e manter o fogo aceso, simbolizando a fé e o amor a Deus ; e para  finalidades diversas:   cozinhar e assar alimentos;  aquecer e esquentar a água; temperar o ferro e o aço e  afastar os animais selvagens, etc.

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Quanto ao simbolismo, conta uma tradição piedosa que os pais de São João Batista, Zacarias e Isabel, prometeram à Virgem Maria e Mãe de Jesus que para avisá-la do nascimento do Batista, mandariam acender uma bela fogueira, cujo fogo e rolos de fumaça seriam o sinal do nascimento do Precursor de Jesus!

Como não poderia deixar de ser, os ambientes eram também ornados de acordo com o espírito e características da festividade: a mesa era coberta com uma bela e longa toalha, estampada com bico bordado, sobre a qual eram dispostas  variedades de iguarias: fubá de milho,  bolo de aipim, bolo de tapioca, canjica, pé de moleque, amendoim cozido, um delicioso escondidinho, mingau de milho, tapioca torrada, e um belo pernil assado, queijo de “cuia”, licores diversos, não podendo faltar o de jenipapo, de longe o preferido,  tudo isso ao som de  músicas típicas, entre outras “ a fogueira está queimando em homenagem a São João….

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Nossa! bolo de aipim na palha da banana, canjica, que fenomenal!

Até hoje, muitas dessas tradições e delícias fazem sucesso em muitas cidades do nosso querido Brasil, o que é muito salutar.

 Com o passar do tempo, outras coisas folclóricas foram se inserindo nesse contexto, como as quadrilhas, originárias da França, o casamento na roça.

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Quadrilha Junina

Mas, essa festa não teria sentido se apenas se restringisse aos folguedos e aos “comes e bebes”, pois, na verdade, a razão de ser da festividade para todos os cristãos, é o aniversário de nascimento do grande São João Batista, purificado ainda no ventre de sua mãe, Santa Isabel, em razão da visita da Virgem Maria que trazia em seu seio sacrossanto o Menino Jesus, e que se tornou o precursor de Nosso Senhor Jesus Cristo; daquele que disse não ser digno de desamarrar as sandálias do Messias, daquele que o próprio Jesus disse não haver maior entre os simples homens  nascidos de uma mulher!

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Igreja São João Batista – SC

A Igreja é repleta de grandes homens e mulheres que aqui viveram e  que deixaram testemunhos de fé, de coragem , de coerência e exemplo de vida e santidade para todos nós.  E são João é um dos exemplos mais fascinantes e radicais, pela sua pureza e humildade.

Na verdade, como já dissemos em outros posts, este mundo em que vivemos está enfermo,  e está numa situação em certo sentido pior do que no tempo da torre de Babel, pois as pessoas não se entendem, os países também não, ninguém acredita nem confia em mais ninguém, e a tão sonhada paz é cada vez mais uma miragem, na qual, também, ninguém mais acredita.

Li em um artigo do Professor Filipe Aquino  sobre o Martírio de São João Batista o seguinte:

“ A lição de João Batista, mártir da fé e da moral não pode ser esquecida nem escondida. Muitos na Igreja foram mártires em situações semelhantes por denunciarem a imoralidade de sua época. Hoje, esta imoralidade é maior ainda, ferindo o Coração de Deus, calcando aos pés o Evangelho, profanando a vida das mulheres, das crianças não nascidas, da família, da dignidade humana. Quem será o João Batista de hoje a pregar contra aborto, a eutanásia, a pornografia deslavada,  a malversação do dinheiro público?”  E tantas outras aberrações!

 Mas vamos seguindo e endireitando as nossas vidas, pedindo a Deus perdão e misericórdia por nossos pecados e do mundo inteiro, como rezamos no Terço da Misericórdia, e o grande e humilde retorno da humanidade à Casa Paterna.

sao_joao.jpgSim, vamos pedir ao nosso São João Batista que interceda junto a Deus pelo nosso País e pelo Mundo inteiro e que faça florescer a justiça e um Mundo novo e que ele abra uma janela em nossos corações para que a fé e a esperança penetrem e que possamos seguir os passos de Jesus.

Após essas considerações, no mês de junho somos agraciados por Deus, por termos 4 varões da Igreja Católica que são festejados: no dia 13, Santo Antônio,  no  dia 24, São João Batista e no dia 29, São Pedro  e São Paulo, que também é comemorado neste mesmo dia, mas poucas pessoas sabem.

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A São Pedro, Nosso Senhor Jesus Cristo entregou as chaves de Sua Igreja, e ele permanece vivo e representado em todos os seus sucessores, que são os Papas, até os dias atuais; já São Paulo é chamado o Apóstolo dos gentios, pois foi aquele a quem Jesus instruiu durante 3 anos seguidos e que recebeu a grande missão de evangelizar os povos estrangeiros e que não conheciam o Deus verdadeiro, a exemplo dos coríntios, os tessalonicences ,os filipenses, os efésios, entre outros. E ele o fez de modo exímio e ardoroso!

Portanto, no dia 29 de junho lembremo-nos dessas duas colunas da Igreja e peçamos-lhes graças e favores especiais.

Mas o fato é que os dois santos mais festejados, atualmente, na Bahia são Santo Antônio e São João, muito embora São Pedro o seja em algumas cidades, até mais fortemente que São João, também com, tríduos,  fogueiras e fogos, etc.

 Segundo  o Evangelho de Lucas 1: 36, 56-57)  João nasceu  6 meses antes do nascimento de Jesus.

 João Batista é o único santo, além da Virgem Maria, de quem se celebra o nascimento tanto para a terra, quanto para o céu. Segundo os Evangelhos, é o maior dos profetas ( Lc 7,) porque pôde apresentar o Cordeiro de Deus que tira o  pecado do mundo ( Jo 1, 29, 36). Sua vocação extraordinária é repleta de júbilo messiânico e prepara o nascimento de Jesus (cf,Lc 1, 14, 58). João é o precursor  de Cristo pela palavra e pela santidade de vida.

Conhecido como  “ aquele que  gritava no deserto” e anunciava a chegada do  Salvador. Depois dele não houve mais profeta em Israel.

Alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre e sua vestimenta era de pele de carneiro.

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São João Batista foi preso em razão das suas pregações e do seu testemunho de fé e de integridade de vida e por ter tido a coragem de dizer não à pretensão de Herodes  Antipas de casar-se com sua cunhada, prática proibida pela Lei de Moisés, vigente à época. A final, foi degolado a mando de Herodes, que assim o fez para atender a uma infame solicitação da filha de Herodíades  e sua cabeça foi trazida numa bandeja, em meio a um dissoluto festim.

Seu corpo foi enterrado por seus seguidores, mas sua voz jamais deixou de ser ouvida e obedecida pelos discípulos fiéis ao Cordeiro de Deus, Nosso Senhor Jesus, e de outro lado, também continuou sendo ouvida e temida, com verdadeiro pavor, pelos que O rejeitaram! Juntemo-nos aos primeiros e seremos verdadeiramente felizes!

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Mas, voltemos a falar sobre a origem, ambientes e costumes do São João:

Essas festas existem desde o período pré- gregoriano, como manifestações pagãs, em comemoração à grande fertilidade da terra, às boas colheitas na época do denominado solstício de verão, que ocorria, coincidentemente, no dia 24 de junho, que para os cristãos, era o dia do nascimento de São João.

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Cabeça de São João Batista. Na Catedral Amiens, na França.

 E então, Igreja, que ao longo dos séculos, sempre soube aproveitar todos os costumes sadios e belos dos diversos povos que evangelizou, deu-lhes um sentido maior e cristão.

É uma festa muito alegre, própria do espírito dos nordestinos e como cai sempre no período do frio, enormes fogueiras são armadas e acesas, para que todos possam se aquecer ao seu redor. A fogueira já estava presente nas celebrações juninas feitas pelos pagãos e indígenas, mas também ganhou um significado cristão, como mencionado mais acima.

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 As músicas juninas variam de uma região para outra. No nordeste, as composições do sanfoneiro pernambucano Luiz Gonzaga, a exemplo de “Olha Pro Céu” e “Asa Branca.” No Sudeste, temos João de Barro e Adalberto Ribeiro, celebrizados com a “Capelinha de Melão.”

Trazida ao Brasil pela Corte Portuguesa, a festa de São João, que na Península Ibérica tinha e ainda tem um caráter mais devocional, sofreu em nossa Terra um processo de aclimatização. Ganhou elementos simbólicos, que lhe deram uma de dramatúrgico, como exemplo a: quadrilha. “Derivada da dança da nobreza cortesã francesa – há referências disso nas expressões  anarrié, anavantu –  (ela não existe nas festas de  São João  em outros lugares do mundo”) afirma o sociólogo Edson Farias da Universidade de Brasília.

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Festas São João – Cidade de Braga – Portugal

 

O mesmo acontece com o casamento caipira, que reforça a ideia de regionalidade. “Marcadamente, há uma cena tradicional nordestina: o pai é uma espécie de coronel, o noivo,   um caipira, roceiro, sertanejo, e a noiva uma caipira e o pároco a figura do Padim Ciço”

Quanto às roupas coloridas caipiras ou saiolas são uma clara referência ao povo campestre que povoou o Nordeste do Brasil e podem-se encontrar muitíssimas semelhanças no modo de vestir caipira no Brasil e em Portugal.

As decorações dos arraiais iniciaram-se em Portugal junto com as novidades que, na época dos descobrimentos, os portugueses trouxeram da Ásia, tais como os enfeites de papel, balões de ar quente e pólvora. Aqui no Brasil, foi proibido o uso dos balões, por motivo de segurança. Em Portugal, são usados os balões na cidade do Porto, com muita abundância e o céu se enche  com milhares deles durante a noite.

No Canadá, em Quebec, a celebração do Dia do São João foi trazida para a Nova França pelos primeiros colonizadores franceses. Grandes fogueiras eram acesas à noite.

São João era festejado com entusiasmo nas aldeias Jesuíticas no Brasil, provavelmente porque as fogueiras e tochas acesas pelos missionários provocavam grande efeito sobre os indígenas. Embora a festa tenha absorvido elementos das culturas indígenas e mais tarde africanas, a hegemonia da tradição europeia e portuguesa é evidente.

 É a tradição, com suas  raízes, a religiosidade, a identidade cultural de diversos  povos com seus costumes que tornam essa festa atraente, alegre, unindo o profano  e o religioso, tendo no centro a devoção a São João.

A par da origem e inspiração religiosa, é um espetáculo de cores, sabores , comidas e musicalidade, tudo com muita alegria, que se mistura com suas histórias, e dão continuidade a essa tão bela e apreciada  tradição, em suma, são ambientes e costumes da nossa civilização! E não podemos deixar que seja descaracterizada e até mesmo conspurcada, com a a introdução de práticas feias e bizarras, que não guardam nenhuma relação com o seu espírito e suas mais genuínas e belas tradições.

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Santo Antônio
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São João Batista
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São Pedro

 

 

 

 

 

 

 

E para finalizar, cantemos:

“Viva João Batista, viva o precursor,

Porque João Batista, anunciava o Salvador,

Porque João Batista, anunciava o Salvador!”

 Biblia Sagrada

Professor Filipe Aquino, O Martírio de São João Batista

Wikipédia

 

Das estrelas às batatas

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Durante um período de minha  juventude,  fazia com meus pais, passeios   pelas praias de Stella Maris.

Visual paradisíaco!

Com efeito!

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O mar  de um azul estupendo com aquelas ondas brancas e ligeiras, que após concluírem o seu percurso se desmanchavam espumejantes nas areias da praia;  sobre nossas cabeças, o céu anil, enfeitado  com nuvens ora diáfanas outras vezes assemelhadas a carneirinhos ou algodões, faziam-nos sentir agraciados por Deus.  E o mar! Não bastasse a sua beleza feérica e restauradora, que riqueza de alimentos naquelas águas azuis!

Resultado de imagem para sanhaco do coqueiroDesfrutávamos aquele espetáculo, ouvindo, ademais, o assobiar suave dos ventos, que também nos faziam chegar o cheiro forte  e marcante da maresia,   os farfalhares das folhas dos coqueiros, douradas pelos raios do sol, e que lá no alto onde se encontravam,   pareciam  dançar, ao som dos cantos de afinados sanhaços!   Eram manifestações  de uma natureza esplendorosa, e eu ali,  apreciando e fruindo aqueles  cenários marinhos encantadores, com que Deus prodigalizou os baianos!

Sim, as praias de Salvador são belíssimas, como também o são as praias de todos os Estados situados na Costa do Brasil, cada uma com seu encanto e suas características próprias.Resultado de imagem para mar revolto de stella maris

Em face de tais lembranças, veio à minha mente uma passagem muito linda do Livro de Gênesis, na qual Deus concede a todos os  seus filhos, uma variedade de plantas, ervas, vegetais, árvores frutíferas, para se encantarem e se alimentarem. Imagem relacionada

Diz nosso Deus:

“Eis que vos dou toda erva que dá semente sobre a terra e todas as árvores frutíferas que contêm em si  mesmas a sua semente para que vos sirvam de alimento” (Gênesis 1,29)Resultado de imagem para mar aberto com peixes

E na sua  infinita bondade e  incansável misericórdia, nos presenteou com a criação do  mar , com  suas plantas, corais , peixes,   e  animais diversos, dando ao homem e à mulher o direito e o dever de bem cuidar e  de se utilizar de tudo isto.

 Sim, Ele disse:”  Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda terra” (Gênesis 1,26)

Lendo essas passagens da Bíblia, que nos mostra que tudo que temos  vem das  mãos de Deus, lembrei-me, de novo,  dos belos passeios, a que já me referi,  que fiz quando ainda era adolescente, com meus saudosos pais e familiares que levavam um fogareiro e assavam coisas diversas,  entre as quais, algo muito saboroso e conhecido de todos, que é a batata.Resultado de imagem para peixe assado no fogareiro

Diante de tamanha riqueza, abundância e variedade de elementos e  ingredientes que Deus proporcionou, gratuitamente, ao homem, devemos, todos dias, agradecer  por essa fartura de alimentos que temos  e que foi criada e dada por Ele.

 Lemos na História Sagrada,  que Ele ordenou  ao grande Moisés que libertasse seu povo da escravidão do Egito e que o conduzisse à Terra Prometida onde abundaria leite, mel, uvas, figos, romãs, amêndoas, azeitonas, além de leguminosas, como favas e lentilhas, e diversos tipos de grãos, como trigo e cevada em abundância.download (1)

“ O Senhor, teu Deus, vai conduzir-te a uma terra excelente (…); uma terra de trigo e de cevada, de vinhas, de figueiras, de romãzeiras, de óleo de oliva e de Mel”.( Deuteronômio, 8, 7-8)

  Toda a prodigiosa quantidade e variedade de alimentos, que provêm da terra, nos foram dadas por Ele, e todo o ininterrupto processo evolutivo, que  vai desde a semente que é colhida e que lançada à terra, nela germina, e em seguida se desenvolve até produzir folhas, flores, frutos ou grãos, é um  espetacular e continuado milagre realizado por nosso Bom Deus, e que nós em nossa cegueira não enxergamos nem Lhe agradecemos.

E a nossa batata, tão prosaica, também se insere nesse contexto, como veremos mais abaixo ao tratarmos da sua origem.

O Professor Plinio Correa de Oliveira, com a sua proverbial acuidade de pensamento, comentando certa feita uma observação de um escritor francês, assim se exprimiu: o homem deve saber descer das estrelas às batatas, pois se disto não for capaz, não será digno das estrelas nem das batatas! Considero genial tal observação e pensando nela é que vou tentar  descer da sublimidade presente nos últimos posts sobre a Mãe e as aparições de Fátima – no caso, as Estrelas,  para… descermos às batatas.

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Batata Inglesa

No mundo da gastronomia,  o que se faz com este tubérculo, a batata chamada inglesa, é de uma variedade  muito grande. Quem não gosta, por exemplo, da batatinha frita, hoje , aliás, incluída no índex “tirânico” e oscilante das dietas gastronômicas, como já o foi durante muitos anos, o também tão saboroso ovo de galinha, graças a Deus reabilitado, de forma consagradora, na medida em que já pode ser consumido, diariamente e em quantidades consideráveis!

  Mas vamos conhecer um pouco sobre a batata inglesa e a batata doce, a  história de cada uma,  onde elas surgiram, quem primeiro as cultivou, como chegaram em nossas mesas, seus nutrientes, e porque devemos comê-las!

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Comecemos pela batata inglesa:

Sabe quantos tipos de batatas  chamadas inglesas existem, amigos? Não sabem? Eu também não sabia, até que empreendi minhas pesquisas, cujos resultados seguem abaixo:

A batata ostenta  cerca de 500 variedades espalhadas em praticamente todos os lugares do mundo.

 A batata, batata inglesa, que é a mais conhecida e utilizada em todo o mundo sob formas variadas, ora chamada batatinha ou pataca, por vezes escorva, papa ou semilha (solanum tuberosum)  – é um tubérculo da família das “solanáceas.”  A planta adulta tem entre sessenta e cem centímetros de altura, possui flores e frutos e produz um tubérculo comestível rico em amido, um carboidrato. Os nomes podem referir-se tanto ao tubérculo comestível quanto à planta como um todo.

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Cordilheira dos Andes

A batata tem sua origem nas Cordilheira dos Andes, onde está situado o Lago Titicaca, e foi levada para outras regiões do mundo por colonizadores europeus.

A batata começou a ser utilizada por civilizações  andinas, há cerca de oito mil anos, e seu cultivo foi aperfeiçoado pelos Incas que já utilizavam técnica de irrigação, por volta de 200 a.C. .

No século XVI, quando estiveram nas Américas e a conheceram, os espanhóis, retornando à Espanha  logo introduziram-na neste País  tornando-se um alimento muito importante.  Antes do final do  referido século , as famílias dos marinheiros bascos começaram a cultivar batatas ao longo da Costa Biscaia, no norte da Espanha.

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Golfo da Biscaia

 A história conta que Sir Walter Raleigh a introduziu na Irlanda em 1589 em 40 hectares de terra perto de Cork. Demorou quase quatro décadas para se espalhar para o resto da Europa. O que é mais importante, tornou-se conhecido que as batatas continham a maioria das vitaminas necessárias  ao sustento do homem.

 Na década de 1840, um grande surto de praga abateu-se sobre a batata, causando uma doença em tão útil e valiosa planta, alastrando-se por toda a Europa, acabando com a cultura de batatas em muitos países.

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Irlanda

A classe trabalhadora irlandesa que vivia em grande parte das batatas, quando a praga chegou nesse País, viu seu principal alimento básico desaparecer. Essa fome deixou muitas famílias, sem escolha a não ser lutar para sobreviver ou emigrar para fora da Irlanda. Durante esse período , quase um milhão  de pessoas morreram de fome ou de doenças  dela decorrentes. E mais de um milhão de pessoas deixaram a Irlanda, migrando principalmente para o Canadá e os Estados Unidos. Mas, felizmente, esta dramática situação foi superada e a batata difundiu-se por toda parte, como um precioso alimento!

  Ainda segundo a história, inicialmente os europeus a consideraram “maligna”, graças à sua semelhança com a família da mandrágora e da beladona, potencialmente venenosas. Mas, logo foram constatados a sua benignidade e seu valor alimentar.

Atualmente, os principais produtores  mundiais são: China, Polônia, Índia, Rússia e Estados UnidosResultado de imagem para PLANTACAO DE BATATA

Na Europa, são utilizados, entre outros, os seguintes tipos de batatas:

A “Russet” é cheia de amido com a casca marrom  e a polpa branca;

a “Waxy Round White” que tem casca macia e clara e polpa branca;

 a “Long White” tem níveis médios de amido, formato oval e casca fina e clara.

 Essas batatas têm textura firme e cremosa. As que  possuem casca vermelha também têm a polpa branca e são consideradas as”novas batatas”; a” Starchy Yellow Flesh” tem uma textura densa e cremosa, e parece amanteigada quando cozida. Temos a “Blue” e a “Purple”, originárias da América do Sul, que  têm um sabor de noz e  uma polpa que varia do azul-escuro ao lavanda e branco.

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As  batatas têm grandes variedades de cores, cascas e de polpas. É uma riqueza o que se faz com as batatas. Diversas cozinhas pelo mundo a fora, com seus grandes mestres em culinária, a utilizam de diversas e espetaculares formas,  em pratos  saborosíssimos,  combinam a  batata com o  molho de iogurte, fazem  “souflé”  de batatas, rocambole de batatas, batatas gratinadas, torta de batatas com requeijão cremoso,  até (pasmem!) moqueca de batata com ovo e  camarão seco,  pão de batata-baroa, bolinho de batatas, “shimeji” no vinho e batata palha, batata frita, batata recheada.  É uma infinidade de pratos, cada um mais saboroso do que o outro.

No Brasil destacam-se as variedades :Imagem relacionada

“Monalisa” e “Bintje”, esta última indicada  para preparar  batata “palha” ou “chip”.

 Na Região Sudeste despontam:

 Batata”Asterix “– é aquela com casca  rosa bem escura e bem grossa, e contém vitamina C , minerais e fibra dietética.

Batata “Baraka” – é a que parece mais suja de todas, não tem vitamina, nenhum valor nutricional.

 Batata “Baroa” – compridinha com a casca amarela  tipo a mandioquinha super grudenta, contém fósforo, vitamina A b C, além de ser boa para digestão e ter poder anti-inflamatório.

Batata Agata – a mais fácil de achar e a mais produzida no Brasil ( correspondente a 60%  da produção nacional) É uma batata fotogênica( realmente, é bonita e de pele lisa e limpa), mas não tem nada de  especial nessa batata, relativamente ao teor de vitaminas.

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Batata Ágata, a fotogênica

 

 

Batata Yacon-  por fora parece com batata doce, mas dentro é bem mais alaranjada. Também é mais adocicada, é muito boa para diabéticos, pois ajuda no controle da glicose no sangue. Tem muitas fibras e proteínas.

Depois de termos feito algumas considerações a respeito da batata inglesa vejamos  algo agora sobre a batata doce que  é um  tubérculo considerado outra riqueza que Deus a “escondeu” na terra,  para que o homem um  dia a descobrisse,  a cultivasse, e fizesse chegar  em nossas mesas.

 Algo interessante que eu não sabia, é que a batata doce pertence a família “Convolvulaceae”, um grupo de plantas com flores no formato de corneta. Ela não é da família  das batatas Solanaceae.

Há cerca de 400 tipos dessa batata, que apresenta a casca variando do roxo ao branco, passando pelo vermelho, laranja e amarelo. E a polpa  pode ser branca, laranja ou amarela, com textura firme e seca e úmida.

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Cristóvão Colombo

Os estudos revelam, como visto acima, que a batata origina-se  da América andina e é o vegetal mais antigo conhecido pelos humanos – vestígios desse alimento foram encontrados em cavernas peruanas que datam, aproximadamente, 10 mil anos.

 

Resultado de imagem para batata doceA batata doce foi levada para a Europa por Cristóvão Colombo, após sua primeira viagem ao Novo Mundo. Exploradores portugueses a levaram para África, a Índia, a Indonésia e o Sul da Ásia, e os espanhóis para Filipinas, no século XVI.

É bom comer batata doce?

Sim, rica em fibras, ela também é fonte de ferro, vitamina C e potássio, além de apresentar alto teor de vitamina E, conter vitamina C e A.

É um dos alimentos mais nutritivos do mundo. A batata doce é um carboidrato complexo de baixo índice glicêmico, o que significa que sua absorção é mais lenta, liberando glicose na corrente sanguínea aos poucos e sem estimular muito hormônio chamado insulina ( responsável pelo aumento da fome e pelo acúmulo de gorduras).

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Tipo de batata doce

A batata doce contém ômega 3, ácidos graxos, magnésio, fósforo, potássio, sódio, zinco e as vitaminas A, B, C, K e E.  Ela é considerada uma excelente fonte de compostos naturais que trazem muitos benefícios à saúde conhecidos como betacaroteno e antocianina.

Nossa! Que “santo” vegetal é esse, caros amigos! Vamos comer batata doce e não deixemos faltar em nossas mesas, não é verdade?

Algumas curiosidades:

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Cultivo Inca

Os Incas colocavam esse tubérculo sobre ossos quebrados para curá-los. Batatas inteiras eram carregadas para prevenir reumatismo e consumidas com outros alimentos, para prevenir indigestão.

E mais ainda:  estudos com humanos mostraram que lecitinas, como as encontradas na batata, aderem a receptores em membranas de células cancerígenas, levando-as à apoptose e à citotoxicidade,  inibindo o crescimento de tumores.

Portanto, devemos consumi-las buscando aquelas que nos tragam benefícios a nossa saúde e também usá-las com a casca pois é onde encontramos maior concentração de vitaminas.

Mas agora deixemos de lado esses aspectos , para dizermos que entre os pratos mais saborosos engendrados pelo homem figuram uma grande quantidade nos quais são utilizadas as batatas e podemos dizer que sem elas a culinária não seria o que é.

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Temos um rocambole de batata inglesa com camarão , que é uma delícia, que é  bem caseiro. Vejamos sua receita:Resultado de imagem para rocambole de batata

Ingredientes:  batata, gema, manteiga, farinha de trigo, tempero verde, cebola, tomate, pimenta a gosto, farinha de rosca e  leite.

Modo de fazer: Cozinham-se as batatas e  as espreme no espremedor, e as reserva em uma vasilha funda. À parte, cortam-se os temperos e se recheiam os mesmos na frigideira  até murcharem, e colocam-se os camarões e  se os refoga nesse tempero por 6 minutos  e em seguida retiram-se do fogo e  se os reserva.

Na vasilha das batatas jogam-se um pouco de farinha de trigo, as gemas, a manteiga e o leite grosso ( em pó), mistura-se  e prova-se o sal.

Pega-se uma assadeira e  se a pincela com manteiga e coloca-se a farinha para untar e abre-se a batata na assadeira e coloca-se para cozinhar no forno,  e depois desenforma em cima de uma papel filme ou sobre um pano úmido com farinha de rosca.   Coloca-se o recheio dentro da massa e em seguida se a enrola  e deixa que esfrie para  ser colocada em um prato. Enfeita-se-o com alface e camarões na parte de cima. À parte faz-se um molho de tomates e se o joga por cima com queijo ralado. Nossa! Prato fenomenal!

Referências:

Bíblia Sagrada

minhamarmitatem.com.br

https://pi.m.wikipedia.org

https//PT.m.wikipedia.org.wiki batatas

101 Alimentos que podem salvar sua vida, David Grotto

Fátima, o Farol de Deus!

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Imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima que verteu lágrimas em Nova Orleans em 17 de Julho de 1972

Como estamos ainda no mês de maio , sentindo no coração as graças e bênçãos do dia  13, no qual comemoramos o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, e ainda sob os eflúvios das emoções do dia das Mães, ocorrido no último domingo, quero compartilhar com todos vocês um artigo sobre as Aparições e as Mensagens de Nossa Senhora de Fátima , na minha modesta opinião, muito bom e esclarecedor , entre tantos outros bons artigos que vão surgindo sobre tão fascinante e momentoso tema, porque dá uma dimensão profética e universal deste acontecimento, de uma atualidade cada vez mais candente.

No fundo, Fátima é a manifestação de amor e misericórdia da Mãe de Deus e nossa em relação aos seus amadíssimos filhos e filhas, que somos todos nós, na antevisão dos gravíssimos perigos e castigos que já estamos vivendo e de outros cada vez mais próximos. Que o digam o recente ataque cibernético e a tensão Estados Unidos- Coreia do Norte!

O Papa Francisco já disse que vivemos uma Terceira Guerra Mundial fragmentada.
Muitos estudiosos do assunto afirmam que Fátima é o Farol que nos faz ver e compreender os tão confusos dias que vivemos e que aponta para um porto seguro e cheio de esperança: O Triunfo do Coração Imaculado de Maria!

Isto posto, desejo-lhes uma ótima e proveitosa leitura !

O REINO DE MARIA – A grande profecia de Fátimaprocissão 3.jpg

“ No início do século XX, quando apenas começava a se delinear, timidamente, o esboço de um mundo que nasceria da vitória dos Aliados na Primeira Guerra Mundial, verificou-se um dos fatos mais notáveis da História Contemporânea: aparece a Mãe de Deus e traz à humanidade uma Mensagem. E esta Mensagem sobreveio num momento crucial. A impiedade e a impureza se alastravam por todo o orbe, a tal ponto que, para sacudir os homens, eclodira uma verdadeira hecatombe que fora a própria Grande Guerra, como a Virgem Santíssima afirmou aos pastorinhos. Todavia, a conflagração terminaria algum tempo depois de suas aparições, dando aos pecadores oportunidade de emenda.

Portanto, o que Nossa Senhora advertia na Cova da Iria era a existência de uma prodigiosa crise na sociedade, a qual, no fundo, não era senão a consequência de uma crise religiosa, que desembocaria numa catástrofe mais moral do que política. Ela seria um flagelo para a humanidade, se esta não desse ouvidos à voz da Rainha dos profetas. E, neste caso, àquele mal se sucederiam outros: guerras e perseguições à Igreja e ao Papa, martírios, várias nações seriam aniquiladas. Nossa Senhora indicava, assim, a extensão de uma calamidade que se alastraria pela terra, ao cabo da qual, porém, o Imaculado Coração d’Ela triunfaria.

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Basílica de São Pedro

A crise moral continua a se acentuar.

Apesar do aviso claríssimo de Nossa Senhora, a crise moral, de 1917 para cá, não fez mais que acentuar-se. As modas, as leis e os costumes cada vez mais abertamente estão defendendo o crime, o pecado, a aversão à Lei de Deus, frutos de uma cultura laica e materialista.

Está sendo instaurada uma completa inversão de valores, uma ordem de coisas que propicia o vício e dificulta a prática da virtude. E o motivo central desta profunda crise é, sem dúvida, o abandono da Religião. A humanidade já não vive mais em função de seu Criador, mas de si mesma. Esqueceu-se de que seu fim nesta terra é amar a Deus e conquistar a salvação das almas.
Diante de quadro tão dramático, como esperar que não venha sobre o mundo uma intervenção regeneradora?
Como poderia Deus ignorar a imensa crise na qual o mundo está submerso, pela maldade dos homens? Uma mudança da sociedade rumo à verdadeira conversão vai se tornando mais improvável. E à medida que caminhamos para o paroxismo da degradação moral, mais provável também é a efetivação dos castigos profetizados por Nossa Senhora.
Isso posto, resta-nos voltar o nosso olhar para uma luz que brilha no horizonteResultado de imagem para LUZ NO HORIZONTE dos acontecimentos atuais, e que nos convida a confiar na promessa feita por Ela há cem anos: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

O triunfo do Imaculado Coração de Maria será propriamente o Reino de Maria, ou seja, o ápice da História, quando o preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado para nossa redenção, produzirá seus melhores frutos.

São Luís Maria Grignion de Montfort e o Reino de Maria

Porém, por que um Reino de Nossa Senhora? Porque “foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio d’Ela que Ele deve reinar no mundo”, ensina o grande mariólogo São Luís Maria Grignion de Montfort, em seu Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem.

Contudo, poder-se-ia perguntar: se o próprio Jesus Cristo disse a Pilatos que seu Reino não era deste mundo (cf. Jo 18, 36), como explicar um reinado d’Ele através de sua Mãe Santíssima aqui na terra? Não estaria São Luís Grignion se referindo ao reinado de Nossa Senhora na eternidade, findados os séculos? Ou ao seu título de Rainha do Céu e da terra,

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Nossa Senhora do Bonsucesso m

o qual Ela recebeu tão logo subiu aos Céus e foi coroada pela Santíssima Trindade? Não. O que São Luís Grignion afirma, quando fala de um reinado temporal de Maria, é que Ela será, de fato, Rainha dos homens e exercerá sobre a humanidade um governo efetivo.

Nessa época, diz ele, “as almas respirarão Maria, como os corpos respiram o ar”. Será uma nova era histórica, na qual a graça habitará no coração da maioria dos homens, e estes serão dóceis à ação do Espírito Santo, através da devoção a Maria: “Ocorrerão coisas maravilhosas neste mundo, onde o Espírito Santo, encontrando sua querida Esposa como que reproduzida nas almas, virá sobre elas abundantemente e as cumulará de seus dons, particularmente do dom de sabedoria, para operar as maravilhas da graça”. Será um tempo feliz, um “século de Maria, no qual inúmeras almas escolhidas e obtidas do Altíssimo por Ela, perdendo-se a si mesmas no abismo de seu interior, se tornarão cópias vivas de Maria, para amar e glorificar Jesus Cristo”.

Sem embargo, como tudo isso se efetivará, se vemos nosso mundo num estado tão lastimável? Até temos dificuldade de imaginar uma era na qual reinem entre os homens a virtude e a aspiração pela santidade…

É ainda São Luís Grignion de Montfort quem nos explica como se dará esta maravilha, numa das mais admiráveis orações que já foi composta por alguém, sua Oração Abrasada: “O Reino especial de Deus Pai durou até ao dilúvio e terminou por um dilúvio de água; o Reino de Jesus Cristo terminou por um dilúvio de sangue, mas o vosso Reino, Espírito do Pai e do Filho, continua até o presente e será terminado por um dilúvio de fogo, de amor e de justiça”. Deverá cair sobre a terra uma chuva do fogo abrasador do
Espírito Santo que transformará as almas, tal como se deu com os Apóstolos (cf. At 2, 3), reunidos no Cenáculo com Maria Santíssima depois da Ascensão de Jesus (cf. At 1, 14), nos primórdios da Igreja nascente. De medrosos e covardes que foram durante a Paixão de Nosso Senhor, transformaram-se em heróis da Fé, destemidos e dispostos a tudo, para ir por todo o mundo e pregar “o Evangelho a toda criatura” (Mc 16 ,15). Por isso, podemos dizer, com São Luís Grignion, que a vida da Igreja é um Pentecostes

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Pentecostes

prolongado, no qual o Reino do Espírito Santo se soma ao Reino de Cristo, como este se somou ao Reino de Deus Pai. E nesse Reino previsto por ele, a sociedade temporal crescerá tanto em dignidade que os homens, ainda que vivendo nesta terra de exílio, serão semelhantes aos habitantes do Céu.

Maria: Rainha no sentido mais excelso.

Resultado de imagem para nossa senhora coroada pela santissima trindade como rainha do ceu e da terraA realidade dos fatos nos mostra que a sociedade moderna é como um edifício em ruínas, sobretudo se comparado aos tempos em que “a filosofia do Evangelho governava os Estados”, nas palavras de Leão XIII em sua Encíclica Immortale Dei. No entanto, é certo que a restauração dessas ruínas será gloriosa, pois o Reino de Maria será a plenitude do Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo, uma vez que a devoção a Nossa Senhora é a devoção, a misericórdia e o amor de Nosso Senhor levados ao último dos requintes.
Não será, entretanto, só um tempo em que a filosofia do Evangelho governará os povos; indo ainda mais longe, será a edificação da Cidade de Deus descrita por Santo Agostinho,(8) na qual a cultura, a civilização, o Estado e a família, enfim, todos os elementos que constituem a vida neste mundo viverão do amor a Deus.

Diz belamente São Bernardo que Nossa Senhora, por ser a “Rainha dos Céus, é misericordiosa. E, sobretudo, é a Mãe do Filho Unigênito de Deus. Não há nada que nos convença mais da grandeza de seu poder ou de sua piedade, a não ser que alguém pudesse duvidar da honra que o Filho de Deus tributa à sua Mãe”. Assim, esta nova era histórica deverá chamar-se, com toda propriedade, Reino de Maria, justamente porque as graças que a Igreja receberá virão por meio d’Aquela que é a Medianeira de todas as graças. E será mesmo necessário que a devoção a Nossa Senhora seja plena, como Ela disse em Fátima ser o desejo de Deus, para que haja o triunfo de seu Imaculado Coração.

Ora, quando a devoção a Ela é plena, é porque Ela reina e é Rainha no sentido mais excelso; logo, é o Reino de Maria. O Reino de Maria será, por conseguinte, a glória de Deus, de sua Mãe Santíssima e da Santa Igreja Católica; a bem dizer será um esplendor tal da luz da virtude que sobrepujará, em domínio, o que foram as trevas desta época em que vivemos: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5, 20) Ele deverá conter em si uma reparação de todo o mal praticado no passado, e sobretudo em nossos dias, realizando, afinal, a vontade de Deus nesta terra, como ela é realizada no Céu.

Plenitude e perfeição da Igreja

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Sainte Chapelle, França

Na Mensagem de Fátima, portanto, fica patente que a vinda do Reino de Maria é algo irreversível. Mas não apenas isso, o reinado da Virgem Santíssima trará consigo uma nova plenitude e perfeição à Igreja, pois à punição seguir-se-á a misericórdia: o Reino de Maria virá por um ato de clemência de Nossa Senhora, uma vez que a afirmação “meu Imaculado Coração triunfará” significa dizer que a misericórdia e a bondade de Nossa Senhora triunfarão.

Depois de obter para o mundo um castigo regenerador, Ela o cumula de dons. O Reino de Maria será, assim, uma grande reconciliação, indispensável para que a Igreja alcance a perfeição a que foi chamada. Teria sido contrário aos planos da Providência que Nosso Senhor não atingisse a plenitude de seu desenvolvimento físico, moral e intelectual, em sua humanidade santíssima, antes da morte de Cruz, pois Ele não poderia ter vindo ao mundo sem completar o seu curso, sem chegar à sua perfeição, tal como se deu.

Partindo do princípio de que tudo o que diz respeito a Nosso Senhor pode e deve ser aplicado ao seu Corpo Místico, também não estaria de acordo com os planos da Providência que o mundo terminasse sem que a Igreja atingisse a perfeição a que foi chamada. Ora, no passado, em nenhuma época histórica depois de Cristo, ela chegou ao seu apogeu de perfeição; logo, a perfeição ainda terá de vir e nada a poderá impedir. Por tal razão, o desejo do advento do Reino de Maria deve estar presente na alma de todo católico, como um sopro da graça, uma certeza posta na alma por ação do Espírito Santo, pois aquele que perde esta esperança é como se deixasse o amor a Deus ir embora de seu coração.

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Uma inexorável lei da História

Considerando tudo o que foi analisado, ninguém é capaz de negar que o mundo se encontra numa crise sem precedentes, denunciada pela própria Mãe de Deus, em Fátima. Esta crise, cujo âmbito de ação é o próprio homem, seja no campo moral, religioso ou social, tende a avançar rumo a seu trágico fim. Diante de um quadro tão dramático, seríamos tentados a pensar não haver solução para o problema, se não nos lembrássemos da afirmação do Apóstolo: “Tudo posso n’Aquele que me conforta” (Fl 4, 13). Nesse sentido, se olharmos para a trama da História, veremos que inúmeras vezes o número de fiéis ficou reduzido a um resto que, fortalecido pela graça, levantou a bandeira da verdade e da ortodoxia. Isto pode ser comprovado inclusive pelas Sagradas Escrituras, que revelam muitas ocasiões em que Deus faz ressurgir o bem a partir de um punhado de bons. Com efeito, é conhecido o nome misterioso dado por Isaías ao seu primeiro filho, a bem dizer um nome de caráter profético: “Sear-Jasub” (Is 7, 3), que significa um resto voltará.

Seria como se Deus tivesse o plano de conduzir a humanidade para um determinado rumo; esta, porém, prevarica e Ele traça um novo plano, escolhendo os poucos fiéis que restaram para seus instrumentos e fazendo surgir algo ainda melhor. Se analisamos a História Sagrada, vemos que depois da queda de Adão e sua consequente expulsão do Paraíso, sucederam-se pecados tais entre os homens que foi preciso um castigo divino para destruir tudo: o dilúvio. Deus, todavia, separa um resto: Noé e sua família. E, ao
concluir com ele uma aliança, a terra é novamente povoada.

A prevaricação dos homens na construção da Torre de Babel foi como que um segundo pecado original. Daí sobreveio outro castigo divino: a dispersão dos povos e a confusão das línguas. Deus, mais uma vez, chama um justo, Abraão, para ser o pai de um povo que escolhe para Si, e firma com ele nova aliança, iniciando uma era patriarcal entre seus eleitos. Tais episódios conferem uma singular beleza à História.

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Sacrifício de Isaac, Catedral de Salvador

E o processo recomeça com uma maravilha superior: a promessa de que deste povo nascerá o Messias, de uma Virgem que conceberá e dará à luz o Filho de Deus (cf. Is 7, 14). Não obstante, o povo eleito e amado pelo Altíssimo viola muitas e muitas vezes a aliança, revolta-se contra seu Criador e vai se afundando numa decadência contínua, até “a plenitude dos tempos” (Gal 4, 4), quando se dá o nascimento do Messias. Sim, do Messias que foi entregue para ser morto por seu próprio povo, em “morte de Cruz” (Fl 2, 8)! Outra vez o plano divino parece não se realizar, pois Deus aplica sua justiça e dispersa o povo hebraico, mas serve-Se de um resto de fiéis deste Israel amado para fundar a sua Igreja, que espalha o bom odor do Evangelho por toda a face da terra, e se estabelece uma nova vitória divina. No entanto, com a decadência da Idade Média os bons foram se enfraquecendo, apesar de algumas tentativas de soerguimento, e chegamos aos nossos dias numa aparente derrota do bem.

O melhor vinho vem no fim

Assim, se Deus operou coisas tão extraordinárias no passado, é certo que Ele as fará nos tempos futuros, e até maiores. E dando uma interpretação de caráter sobrenatural a toda esta perspectiva histórica, podemos afirmar que, depois de muito derrotado e muito esmagado, o bem ressurgirá com novo vigor. Alguém poderia objetar, perguntando: como se prova que o Reino de Maria é irreversível? Com a lógica da fé, respondemos que o mal tem que chegar ao seu paroxismo, como o filho pródigo do Evangelho, ao comer das bolotas dos porcos (cf. Lc 15, 11-20), para cair em si e retornar à casa do pai, à verdade da Fé.

O mesmo Evangelho nos ensina, ainda, que “se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto” (Jo 12, 24). Há, por conseguinte, um misterioso dinamismo da Divina Providência, pelo qual é preciso que o fruto apodreça e morra para que a semente se liberte. Analogamente, é necessário que o ciclo de decadência do mundo moderno chegue a seu fim e se destrua a si mesmo, como a doença que desaparece ao levar o doente à morte.Resultado de imagem para sagrado coração de jesus e sagrado coracao de maria

Ademais, foi Maria Santíssima quem, nas Bodas de Caná, obteve de Nosso Senhor o milagre da transformação da água em vinho. E se é verdade que o mestre-sala disse para o noivo que ele havia deixado o melhor vinho para o final (cf. Jo 2, 9-10), bem poderemos exclamar, cheios de encanto e gratidão para com Nosso Senhor: “Vós deixastes as vossas melhores graças, Vós deixastes os vossos
melhores favores para o fim da História do mundo”.

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Bodas de Caná

As Bodas de Caná, primeiro dos sinais feitos por Jesus a rogos de sua Mãe, são a mais clara pré-figura do Reino de Maria. Nele surgirá, qual vinho novo, uma sociedade admiravelmente superior a tudo o que possamos imaginar. Para utilizar uma bela metáfora de Dr. Plinio, será como “um lírio nascido no lodo, durante a noite e sob a tempestade”, também a rogos d’Aquela que é a Rainha do Céu e da terra.”

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Bibliografia:

Livro Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem de São Luis Griggnion de Montfort.

Artigo transcrito da Revista Arautos do Evangelho,  mês de maio de 2017.

 

A bela história do glorioso São José

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Hoje, é dia de São José, por isso a Ele dedicarei algumas palavras, para exprimir minha alegria e agradecer-lhe a proteção dispensada à minha e a tantas e tantas famílias.

O IBGE apresentou, no ano passado, a relação dos nomes mais populares do Brasil. Resultado: 1º lugar: Maria; 2º, José; e bem mais abaixo, Ana, seguidos, ainda mais de longe, por outros nomes, como João e Antonio.

E qual a razão disto?

Quase que dispensaria uma resposta, mas é inconteste que no inconsciente coletivo de nosso povo, como gostam de falar os sociólogos e psicólogos, estão as pessoas de Maria, Mãe de Jesus, e de José, seu Pai jurídico e espiritual e sucessivamente, de outros paradigmas de santidade e de bondade que aqui viveram.

E assim o fazendo, querem homenagear esses insignes personagens e colocar seus filhos sob o pálio de poderosos patronos.

Mas, então, quem foi São José?

O Evangelho de São Mateus, 1, 16-25, narra momentos da infância de Jesus, com, várias referências a  José, o pai de Jesus.

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Igreja de São José – Belo Horizonte – MG

Também em outras passagens dos Evangelhos, vemos a presença sempre constante de José, no seu mister de  Guardião de Jesus e de sua Mãe, como no episódio da perda e reencontro de Jesus no templo entre os doutores da Lei.

Ele foi o varão que Deus escolheu para ser o esposo da Virgem Maria, e o pai adotivo do Menino Jesus, em suma, o protetor da Sagrada Família.

Nossa, irmãos! Para toda a cristandade isso foi um grande marco na História.

É muita responsabilidade alguém saber que fora escolhido para  ser o pai jurídico e espiritual de Jesus!

Portanto, com direitos sobre Ele, decorrentes do seu pátrio poder, sobretudo naquela época.  Deus Onipotente e Onisciente, tinha que escolher alguém puro, temente a Deus, forte, inteligentíssimo, bondoso, caridoso e responsável.

José, representava, Deus-Pai, o verdadeiro pai de Jesus, aqui na terra.

Então caros irmãos, pela grandeza da sua missão nós podemos excogitar as qualidades naturais, tanto de corpo como de espírito, e sobrenaturais, com que o ornou nosso Deus, a fim de que ele estivesse à altura da sua vocação e bem pudesse cumpri-la.

Vamos conhecer um pouco, ou até mesmo relembrar, a história desse grande personagem  bíblico.

José era de estirpe nobre, descendente da Casa de David e, se a monarquia ainda existisse em Israel, nesse tempo, provavelmente seria Ele o seu rei.

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Natural de Emaús, filho de Jacob, era irmão de Cléofas, pai de João e  Tiago Menor, aqueles que se tornaram santos e proeminentes apóstolos de Jesus, e desde muito jovem, José revelou ser possuidor de uma alma de escol, aquinhoada de muitos dons e virtudes e muito temente a Deus.

Ora, meus amados irmãos! Temente a Deus?

Nós, que vivemos em um mundo no qual uma multidão de pessoas não teme a Deus, um mundo onde, em nome de  uma pseudo-liberdade, ou  da agora  denominada “pós-verdade”, muitos  fazem, dizem, escrevem, publicam, postam, expõem, todo tipo de barbaridade, sem nenhuma preocupação com a verdade, sequer a verdade dos fatos, justamente porque não se teme, isto é, não se respeita, não se ama a Deus.

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É, portanto, uma imensa felicidade falar de uma pessoa de alma tão nobre, como o é nosso grandioso São José!

 Embora de estirpe nobre, José era um carpinteiro e conquanto esta fosse, à época, como aliás continua sendo, uma profissão muito apreciada, era um trabalho manual.

Imaginemos São José  em sua carpintaria, tendo ao seu lado Jesus, que desde jovem o ajudava, confeccionando uma mesa ou um armário! Que perfeição não deviam ser os trabalhos por Eles realizados, que obras de arte do melhor quilate não eram elas! Quão felizes eram os clientes que Lhes encomendavam os trabalhos! José e Jesus serrando, cortando, aplainando, adornando a madeira! Eram, em verdade, orações oferecidas a Deus!

Quis assim Deus, na sua imensa Sabedoria, demonstrar o apreço que tem a todas as classes sociais que devem conviver em harmonia e respeito mútuo.

Ele era inteiramente dócil à vontade de Deus vivendo em silêncio e em espírito de recolhimento a sua fé.

Quando tinha seus 30 anos, foi convocado pelos sacerdotes do templo, com outros pretendentes solteiros da tribo de Davi, a fim de que fosse, entre eles, escolhido aquele que iria desposar uma Virgem de 14 anos, puríssima e santíssima, chamada Maria, também descendente do Rei David.

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Quando eles chegaram ao templo, portando seus bastões, com um ramo na sua extremidade, os sacerdotes disseram que a Virgem Maria de Nazaré casar-se-ia com aquele cujo ramo florisse, e isto aconteceu com José.

 E assim, Maria foi dada em casamento a José quando tinha 14 anos, mas Ela permaneceu na casa de seus pais, por um período de mais um ano.

 E foi na casa da família em Nazaré da Galileia, que Maria recebeu o anúncio do Anjo, de que fora eleita para ser a Mãe do Messias, o que aceitou dizendo:

“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Vossa palavra.” (Lc 1,38)

E Maria concebeu Jesus, por obra e graça do Espírito Santo, pois para Deus nada é impossível.

Perto do tempo previsto para o nascimento de Jesus, por força de um decreto romano, José levou Maria a Belém, para o recenseamento.

Nesta cidade, Maria deu à luz o seu divino Filho Jesus, numa gruta, pois José não encontrou quem Lhes desse hospedagem condigna, apesar de haver ele batido em várias portas.

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Que falta de caridade! Ele sofreu muito com isto, mas não se perturbou, procurando arrumar a Gruta Santa, da melhor forma possível, colocando ramos de plantas aromáticas, a exemplo da pitangueira, segundo conta a tradição popular.

 E após o nascimento de Jesus, José foi avisado por um anjo, para fugir com a Criança, pois Herodes queria matar Jesus. E assim ele tomou a Jesus, ainda pequenino, com Maria, e foram para o Egito e ali viveram durante quatro anos.

Passado esse tempo, José foi mais uma vez avisado pelo anjo, em sonho, de que poderiam voltar, pois Herodes havia morrido.

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São apenas pequenos exemplos da solicitude de José em fazer com prontidão tudo que se fizesse necessário, para atender e proteger os maiores tesouros que Deus colocou neste mundo: Maria e seu divino filho Jesus.

Imaginemos, também, como era o ambiente na Casa onde habitava a Sagrada Família! O tratamento que José e Maria se davam mutuamente, e a forma com que se reportavam a Jesus e como este tratava seus pais!  Na verdade, a Sagrada Família é o exemplo perfeito para todas as famílias.

José morreu antes de Jesus começar sua vida pública, sendo assistido por sua Esposa e seu divino Filho adotivo, nos momentos derradeiros de sua existência.

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Foi declarado Patrono da Igreja Católica, Apostólica e Romana, pelo Papa Bem Aventurado Pio IX.

São José é venerado com o culto de protodulia, o que vale dizer, que abaixo de Nossa Senhora, é o primeiro santo  merecedor de veneração, pelo povo fiel.

 Ademais, a sua intercessão é eficaz e poderosa relativamente a todas as necessidades de que carecemos neste vale de lágrimas, onde vivemos.  Ele realiza verdadeiras maravilhas em favor de quem busca sua intercessão.

É também o patrono das famílias.

 Uma curiosidade:

O manto marrom que usava tem um significado belo e profundo. O marrom significa humildade e simplicidade pois tem a cor da terra, do chão. O marrom  é  da cor da madeira , a qual  nos lembra  do seu ofício que ele desempenhava muito bem, o de carpinteiro.

A túnica de São José é apresentada na cor roxa, azul ou branca. O roxo representa a penitência, a fé, a paciência e a confiança. O azul simboliza o céu, onde já está nosso amado José e o branco simboliza a pureza de coração.

O lírio representa a pureza do seu coração e a vitória da vida sobre a morte. Simboliza, ademais, a vitória dos santos.e no caso de São José,  o seu triunfo sobre o mundo, sobre o pecado e, em Jesus Cristo, a vitória sobre a morte.

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As imagens esculpidas de São José apresentam-no, quase sempre, olhando para baixo. Qual a razão?

Significa que sua missão aqui na terra foi grandiosa e que ele olha e intercede por nós que estamos aqui na terra, em peregrinação para o Céu.

Tenhamos, pois, sobretudo quem for pai ou mãe de família, uma grande devoção a São José, e seremos favorecidos com graças e mercês especiais.

Espero caros irmãos e irmãs, que tenham gostado de conhecer alguns aspectos  do grandioso e amado São José.

E que Ele ajude  todos nós e as nossas famílias, ajude as famílias desamparadas, as crianças, os adolescentes, e de modo especial os pais, para bem educarem e guiarem seus filhos nesse mundo tão difícil.

Abraço a todos dizendo:

Ó Glorioso São José, que deixastes exemplos dignificantes para todas as gerações que vos sucederam, reinai nos corações das famílias do mundo inteiro. Amém!

Glorioso São José, rogai por nós!

Referência Bibliográficas:

http://www.cruzterrasanta.com.br/significado-e-simbolismo-de-sao-jose/148/103/

Bíblia Sagrada

https://www.arautos.org/secoes/artigos/doutrina/sao-jose/o-homem-justo-o-esposo-140792

 

 

 

As Andorinhas

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Estava caminhando na área externa da nossa casa de campo, procurando meditar e rezar um pouco, para me refazer da faina e das tribulações de um dia típico do verão baiano ,enquanto um bando de simpáticas andorinhas esvoaçavam, enfeitando o céu azul que aos poucos esmaecia, em razão do sol que ia lentamente se pondo, espargindo seus amenos e derradeiros raios, de um dourado um tanto avermelhado.

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Mas as avezinhas não se cansavam, realizando seus vôos rápidos e graciosos, em torno do telhado de nossa casa.

Era agradável assistir aquele pequeno espetáculo que elas nos ofereciam. De repente, ouvi uns piados, que pareciam provir do parque infantil, contíguo à varanda da casa, guarnecido por um muro de meio metro de altura.

 Tirei as sandálias e comecei andar nas pontas dos pés, em direção àquele parquinho, para observar melhor e não assustar o autor dos trinados.

Minha curiosidade ia aumentando, “pari passu”, à medida em que  me aproximava do local, até que visualizei uma andorinha numa pocinha de água de chuva, que se formou na areia do parque, tomando seu banho de uma forma muito alegre e pitoresca.

Ela pulava dentro da pocinha e mergulhava, em seguida se sacudia e usava também de seu pequeno bico para assear-se melhor, tudo de uma forma muito linda,  e, de repente, começou a cantar, atraindo para aquela piscininha natural uma outra andorinha, que desceu de uma árvore existente nas cercanias do parque, e lançou-se avidamente na água para também banhar-se.

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Mas não somente isto, logo começou também a cantar e a brincar com sua companheira. A cena estava tão interessante e flashosa*, que minha curiosidade impeliu-me a me aproximar mais, mas isto fez com que as avezinhas se assustassem e voassem para uma árvore bem frondosa e logo depois foram executar seus graciosos vôos, juntamente com o bando que sobrevoava em torno da casa, não retornando mais para a terra.

São regalos simples e belos que Deus nos proporciona, quando nos retiramos para sítios mais sossegados e bucólicos, e que nos restauram as energias e ordenam nosso psiquismo.

Estimados irmãos e irmãs, fiz um post no ano passado falando sobre o ninho dos pássaros.

Gosto muito de admirar tudo que Deus criou de belo para que nós pudéssemos contemplar e também tirar ensinamentos para nossa vida, como vimos, também, no post “A lição das formigas”.

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 Após aquela tarde, fiquei curiosa para conhecer um pouco sobre estas avezinhas tão encantadoras.

E logo à noite, iniciei minhas pesquisas em um livro e sites e fiquei sabendo coisas superinteressantes sobre as andorinhas que abaixo repasso para vocês.

Começo dizendo que elas são aves passeriformes de pequenas dimensões, pertencentes a família de Hirundinidae. São aves que possuem beleza, elegância, agilidade, charmosas, e seus vôos são simplesmente maravilhosos.

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Realizam longas migrações, às vezes de um continente para outro, e o que é mais  interessante irmãos, é que depois de uma longa viagem e estada em outras paragens, distantes centenas de quilômetros, e que por vezes pode durar em torno de seis meses fora do seu habitat, elas retornam para o local de origem, inclusive reaproveitando seus ninhos.

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Em linhas gerais, as andorinhas são aves de pequeno porte, asas longas e pontiagudas, cauda bifurcada, bico e patas curtas.

O colorido, de modo geral, “é azul–metálico e pode-se dizer que é pardacento o lado superior, enquanto que a parte ventral de muitas espécies é branca ou, mais raramente, com ornatos avermelhados. São aves insetívoras, que se alimentam de insetos que capturam durante o vôo, com o bico aberto, como se fosse um funil”.

Vejam, irmãos, que coisa impressionante: uma andorinha adulta consome cerca de 2.000 insetos por dia, enquanto que um filhote se alimenta com 1.500 insetos, diariamente.

Em vinte dias, uma família de andorinhas é capaz de consumir mais de 200.000 insetos!

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“Os seus ninhos são feitos de lama, restos de vegetais e saliva e são encontrados em barrancos, árvores e são vistos nas estruturas dos edifícios, estábulos, garagens, túneis, açudes e barragens”.

Elas estão presentes em todos os continentes, salvo na Antártida. Atingem a maturidade com um ano de idade.  A fêmea põe de três a cinco ovos de cada vez, entre maio e junho, para serem incubados pelo casal. A incubação prolonga-se por 13 a 15 dias e os filhotes se emancipam cerca de 30 dias depois de nascerem.

“Tanto o macho como a fêmea se ocupam com a construção do ninho que é usado durante anos seguidos. Elas possuem um sentido de orientação tão aguçado que depois de voar centenas de quilômetros em migrações, conseguem voltar exatamente ao mesmo ninho”.

Realmente, irmãos, é impressionante a sagacidade, esperteza e instinto apurado dessas pequenas criaturas de Deus.

“Os filhotes saem do ninho, mas a família continua unida até que sejam completamente independentes”.

Como devemos aprender com as andorinhas, caros leitores, no cuidado com nossos filhos e em nossas relações familiares!

“No inverno, as andorinhas abandonam os locais frios à procura de alimentação farta e migram para locais mais amenos e no final do inverno voltam em bandos barulhentos à sua região natal. Este retorno anuncia que a primavera está chegando.”

Que coisa impressionante, caros irmãos!

“Aqui no Brasil, a espécie mais conhecida chama-se andorinha- grande, seu peso é de 43 gr  e mede 20 cm e seu nome científico é (Progne chalybea). São conhecidas 80 espécies de Andorinhas.

Seu figurino é esguio e sua cor a ele se adéqua como uma luva, caros irmãos, vejam que maravilha: azul no seu dorso , seu peito é castanho acinzentado, às vezes avermelhado, ladeado de azul e sua cauda é bifurcada.

“Temos também, a andorinha-pequena-de-casa, que tem  o peito cstanho-cinzentado, ladeado de azul, mede cerca de 12cm de comprimento e pesa apenas 12 gr”.

“Algumas espécies de andorinhas podem viver até oito anos, com exceção da andorinha do mar, que pode viver por vinte anos, isso quer dizer que uma andorinha do mar pode voar 20 vezes ao redor do mundo durante toda sua vida.”

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Elas são simplesmente fantásticas!

O criativo imaginário popular considera a andorinha como símbolo de virtudes e de muitos valores metafísicos, entre os quais sobressaem os seguintes:

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“No Hemisfério Norte, são vistas como mensageiras; na Estônia representa a liberdade do céu azul e a felicidade eterna. Elas são símbolo da fidelidade, esperança, a boa sorte, o amor, a fertilidade, a luz, a pureza, a primavera, a ressurreição”.

Consta que “para os marinheiros as andorinhas eram um símbolo de boa sorte, isso porque elas percorrem longas distâncias em suas migrações. Mas mesmo depois da jornada cansativa, elas retornam para casa vitoriosa. No mar, quandoand6.jpg eram avistadas era um sinal de terra firme, pois elas nunca voam muito longe em direção ao mar.”

Para se ter uma idéia, as migrações das andorinhas da espécie “hirundo rústica erythogaster” estendem-se na América do Sul, até a Terra do Fogo.

Mas, irmãos como nasceram as andorinhas?

Vejam a bela história, adaptado de um texto que se encontra, na integra, no site http://www.arautos.org, que deixo para vocês:

Há perto de dois mil anos numa manhã clara e aprazível, o sol espargia seus raios benfazejos sobre a região de Nazaré, na Galiléia.

Algumas crianças brincavam num campo à margem do caminho que leva a Jerusalém.

Destacava-se a figura de uma criança alegre, luminosa, espirituosa, filho de José, o carpinteiro, e de Maria.

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Era Jesus que brincava com seus companheiros, formando pequenos passarinhos com a argila do caminho, e os criativos dedinhos, modelavam a cauda, as asas, o bico e os olhos.

Ora, era dia de sábado. Um austero ancião de testa franzida e roupa envelhecida passou, então, pela estrada que leva a Jerusalém e ao deparar-se com a ruidosa “assembléia”, que despreocupadamente executava seus “trabalhos de modelagem” gritou:

– Meninos, hoje não é permitido laborar com as mãos!

A estupefação estampou-se nas cândidas fisionomias dos “escultores” e esse ancião cheio de azedume, dirigiu-se com um bastão, e dispunha-se a transformar em cacos as graciosas figurinhas.

Então Jesus, o filho de Maria, ergueu-se e bateu palmas sobre as aves de barro.

Oh! Que milagre estupendo, irmãos!

Elas cobraram vida e cor, levantaram leve e apressado vôo e perderam-se no azul do firmamento.

Quando Jesus exangue subiu ao alto do Calvário, no trágico dia da Sexta Feira Santa, que pavorosas trevas tomavam conta do universo, as humildes e gratas andorinhas, em um bando reverente e compassivo, vieram arrancar com seus delicados bicos os espinhos, que perlavam de sangue a fronte divina e Sagrada de Jesus, o arrebatador Menino da cidade de Nazaré, que num sublime e divino impulso, cheio de alegria, cerca de trinta anos atrás, as havia criado…

Que coisa linda irmãos, benditas andorinhas que foram retirar de Homem-Deus, aqueles espinhos da Sua Sagrada Face!

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Oh! Doces e encantadoras andorinhas!

Imitemos, também nós, as andorinhas, oferecendo a Jesus, por meio de Sua Mãe, Nossa Senhora das Dores, neste tempo da Quaresma, orações e boas obras de caridade com relação ao nosso próximo, pois assim estaremos também retirando espinhos da fronte de nosso Redentor Jesus, que se encontra presente em todas as pessoas carentes e sofredoras.

*Flashosa: Neologismo que significa uma graça mística muito especial, através da qual a pessoa experimenta a presença de Deus.

Bibliografia

www.infoescola.com

pt.fantasia.wikia.com

www.arautos.org

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A sede do belo !

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Queridos irmãos e irmãs, muitos povos do mundo inteiro costumam estabelecer como  um marco inicial para certos acontecimentos grandiosos e importantes ou para comemorar certas datas festivas, o lançamento de fogos de artifício. São célebres, por exemplo, os fogos da Austrália e de modo especial os do Japão, nos quais são lançados, por vezes, cerca de 40.000 foguetes que vão enfeitar e colorir os céus durante muitos minutos, chegando à impressionante marca de 2 horas de duração.

Aqui no Brasil, também há esta tradição e de modo particular, aqui na Bahia, existe o costume, por exemplo, de comemorar a passagem de um ano para o outro, através desses espetáculos pirotécnicos, valendo uma menção especial os belíssimos fogos lançados aos céus por alguns hotéis do bairro de Stella Maris. Eu já tive a felicidade de presenciá-los , algumas vezes, com meu marido e meus filhos.

Em determinado ano, estávamos aguardando, nas imediações do Hotel Quatro Rodas juntamente com muitas outras pessoas o relógio dar meia-noite. De repente,  espocaram nos céus, fogos belíssimos! Era um espetáculo simplesmente fantástico! E nós ouvíamos dos carros, estacionados próximos ao nosso, as pessoas que neles se encontravam para também assistirem a queima desses fogos, efusivos votos de feliz Ano Novo, em meio a exclamações entusiásticas: 0h! que beleza, fenomenal, lindo demais, nossa, sensacional!
E na verdade era um lindo espetáculo pirotécnico, que todo final de ano ocorria, no entanto, sempre de modo diferente!

E isto tudo ao alcance de todos. Na verdade, todo homem tem no mais recôndito de seu ser , uma sede do belo e do maravilhoso que é colocada por Deus em sua alma, que é a própria Beleza.

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Terminado tão belo show, aos poucos,todos que ali estivéramos, fomos nos retirando para destinos diversos. Eu, com meu esposo e filhos, retornamos para nossa chácara, onde fomos comemorar o Ano Novo em família.
Mas, muitas pessoas foram festejar o ¨réveillon¨ em clubes, em casas de familiares ou amigos.

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Mas que é mesmo o ¨réveillon¨?

Segundo pesquisei, é uma palavra de origem francesa que num primeiro momento, designava uma festa de passagem de ano, o despertar do Ano Novo e que foi interpretada mais tarde, como a ceia da véspera de Natal; e mais adiante voltou a designar as celebrações do Ano Novo.
É assim. As pessoas comemoram o romper do Ano Novo, de modos diversificados: umas, em meio a shows, festividades e espetáculos, com muitos fogos de artifícios belíssimos; outras, permanecem em suas casas comemorando com ceias muito fartas; já outras saem e vão assistir a queima de fogos e depois se reúnem em algum restaurante; e há os que preferem participar da Missa e em seguida retornar para suas residências e em família se confraternizar ,e em torno de uma mesa, dar ações de graças a Deus; e os exemplos poder- se-iam multiplicar.

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Mas, o fato é que todos nós queremos, ao término do ano que se despede e na entrada do que estréia, estar juntos das pessoas que estimamos e que fazem parte de nossas vidas e dizer algumas palavras de afeto, de esperança, de conforto e muitas vezes de reconciliação, em meio a muitos abraços,música , orações, brindes e quitutes gostosos. Afinal de contas ,ainda estamos no período natalino, tempo forte de graças e bênçãos dAquele que é Infinito e que se fez finito, para estar em nosso meio: o Menino Jesus!Resultado de imagem para menino jesus

Tudo é uma grande festa entre familiares e amigos.

Continuando o meu romper de ano novo, com minha família, em frente ao hotel citado, enquanto aqueles fogos prateados, dourados, vermelhos, verdes, lilases, e multiformes nos deixavam em êxtase, com sua beleza, na minha mente, se passava um filme. Que filme?

Eu ficava curtindo com os olhos aquele espetáculo nos céus, ao tempo que sentia uma nostalgia!

Qual a razão dessa nostalgia que me assaltava?
Lembrava, como lembro até hoje, dos membros da nossa família, que haviam falecido, de amigos, vizinhos, daquele zelador que recolhia, com tanta alegria, o lixo do Edifício onde moramos, daqueles que se encontravam doentes, e de outras situações dramáticas de nossa existência.
Também me deixava intrigada, saber como seria o próximo ano para minha família! Se alguma coisa iria mudar, se compraríamos nosso apartamento naquele ano, se haveria mudanças nas escolas das crianças, se a secretária que eu gostava muito continuaria na minha casa, se meu marido conseguiria receber aumento, se a minha vizinha ficaria boa da sua enfermidade, se meus pais iriam realizar algo que eles desejavam tanto!

Bem, eram muitas indagações que eu fazia a mim mesmo. Creio que muitos de vocês queridos irmãos também têm pensamentos e sentimentos semelhantes.
Interessante, amigos!
Lembro como se fosse hoje, estávamos no ano de 1988, com meu marido e filhos, esperando dar meia noite, quando soubemos do acidente do Bateau Mouche IV, o qual afundou indo para o Rio de Janeiro, oportunidade em que morreram mais ou menos 100 pessoas que iam comemorar, na Cidade Maravilhosa, o Réveillon daquele ano. Havia personalidades a bordo, pessoas com suas famílias, parentes, amigos.Como foi trágico aquele final de ano!

Isto me marcou muito. Imaginei que poderia estar nessa barca com minha família.
Ainda hoje, pensamentos e lembranças semelhantes afloram de dentro de mim,mas graças a Deus já consigo encará-las de modo mais sereno e confiante.
Todavia, sinto, atualmente, grandes preocupações, pois vivemos momentos difíceis e conturbados.
Vocês, por exemplo, ficaram sabendo de muitas crianças mortas em Allepo e isto me deixou muito triste.
Nem vou focar as drogas que proliferam no mundo arrasando toda uma geração de jovens. Vou pular esse assunto.
O Papa Francisco fez recentemente um forte apelo em prol da Paz no mundo.Nihondaira.jpg
Mas, como disse no Post “Justiça, Ordem E Paz”, curiosamente, quando mais se fala em Paz, mais parece que ela se distancia de nós, porque este inestimável bem pressupõe que exista no seio das nações e dos povos e sobretudo no interior dos corações, a Justiça e a Ordem. Portanto, não se a obtém com mero tratados de paz e arranjos diplomáticos.
No plano individual, a paz resulta da consciência do dever cumprido.
Nesse ano de 2017 que se aproxima, que possamos refletir um pouco e rever o que fizemos de bom e positivo no Ano que passou, bem como as nossas faltas e lacunas, que podem nos ter levado a nos afastarmos de Deus e do nosso irmão ou irmã, e assim possamos escrever no Livro do Ano Novo uma história repleta de amor a Deus e de gestos concretos de Justiça e Caridade! E assim estaremos contribuindo para que a Paz reine neste Mundo.

nossa senhora rainha94.jpgE lembremo-nos:
¨Tudo com Jesus é doce, suave, harmonioso, é o paraíso!¨
E para concluir, lembramos que no dia 1 de janeiro comemora-se a festa de Maria, Mãe de Deus, que é a justo título chamada Causa de nossa Alegria e Rainha da Paz!

Que Delícia!

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Estimados irmãos e irmãs, nesse período do ano, com a aproximação das comemorações das festas natalinas e do Ano Novo, vamos traçando idéias para a nossa tão esperada ceia.

Infelizmente, nem todas as famílias podem ter uma Ceia de Natal ou de virada de Ano, o que é muito triste!

Mas, de alguma forma, podemos contribuir para amenizar, ao menos, tal situação, seja doando alimentos ou utilidades, ou até mesmo fazendo visitas e levando palavras de conforto e esperança para pessoas carentes, idosos, crianças e enfermos, e assim estaremos praticando algumas obras de caridade, tão agradáveis ao nosso Bom Deus: ¨… tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim¨. Mateus, 25, 34-36.

Um pouco que se ofereça conforta nosso irmão mais necessitado e nos trará uma alegria imensa e ficaremos mais felizes para saborear a nossa ceia.

Aproveito a oportunidade, para oferecer aos irmãos e irmãs, algumas receitas, simples mas saborosas, as quais seguem abaixo:

Carneiro assado ao molho de hortelã

Ingredientes para o carneiro:receita-pernil-molho-maracuja-farofa-frutas.jpg

  • 2k de pernil de carneiro;
  • 4 dentes de alho machucados;
  • 2 colheres de sopa de mostarda;
  • 1 copo de vinho branco;
  • xícara de chá de folhas de hortelã frescas picadas;
  • ½ xícara de chá de azeite de oliva extra virgem;
  • Sal e pimenta a gosto;

 Preparo do carneiro assado:

Tempere o pernil de véspera, deixando-o 24 horas no tempero. Inicialmente, esfregue o alho e o sal por todo o carneiro. Deixe um tempinho tomar gosto, depois o tempere com os outros ingredientes.

Para assar, pré-aqueça o forno a 220 graus e coloque o carneiro coberto com papel alumínio, reduzindo a temperatura para 180 graus. Asse-o por cerca de 3 horas.

 Um segredinho: Você pode também cozinhar na pressão por uns 20 minutos e depois se tiver mole a carne, colocá-la para assar.

Molho de Hortelã:

  • 1 maço de hortelã;
  • colheres de chá
  • 1 colher de mel;
  • 1 xícara de vinho branco;
  • ½ xícara de azeite de oliva;

Bata no liquidificador a hortelã, a mostarda, o mel, o vinho branco e o azeite. Leve a mistura ao fogo para ferver. Acrescente à mistura o caldo que se formou na assadeira ( se for ao forno diretamente), ou ( se cozinhar na panela de pressão) ferva esse molho até engrossar. Coloque-o salpicando na carne assada.

Sirva com arroz branco de amêndoas ou nozes e legumes crus, como a cenoura ralada com passas e a salsinha, ou legumes  cozidos.

É um prato saboroso e que deve agradar a todos da família e aos convidados.

Farofa Fantasia:

Ingredientes para a Farofa:farofa-pra-churrasco.jpg

  • 700g Farinha de Mandioca;
  • 1/2 xícara de Nozes;
  • 1 xícara de Salsinha;
  • 1 xícara Uvas Passas;
  • 1/2 xícara de Frutas Cristalizadas;
  • 2 Dentes de Alho;
  • 02 Cebolas raladas;
  • 2 a 3 colheres de sopa de manteiga;

Como fazer:

Pique a cebola e o alho, em seguida, ponha na frigideira para rechear com a manteiga. Depois de recheadas as cebolas com alho, jogam-se os outros ingredientes. Caso necessite colocar mais manteiga, adicione-se mais um pouco. Coloca-se a farinha e mistura, e em seguida prova-se o sal.

A quantidade de farinha  e dos outros ingredientes vai depender do número de pessoas na casa.

Delícia, essa farofa. Bom apetite!

Espero que essas simples receitas possam contribuir, de algum modo, para que sua ceia, seja ainda mais apetitosa, e assim proporcione aos seus participantes momentos felizes e cheios de benquerença, neste abençoado período natalino!

 

 

 

 

A delícia de uma sopa

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Queridos irmãos e irmãs,  convido-os a conhecer um pouquinho sobre a origem das sopas.  Sim, como surgiu essa deliciosa alimentação em nossas mesas,  quais os lugares que mais a consomem e outras curiosidades e reflexões em torno do tema.

Começarei oferecendo-lhes uma receita de uma sopa de cebolas que aprendi com pessoas muito boas  cozinheiras.   Fui aos poucos modificando-a e enriquecendo-a.

Lembro que certa ocasião, fui à casa de uma tia chamada Nely e lá entrando  encontrei-a, na cozinha,  mexendo uma panela e ela  perguntou-me, com seu jeito alegre e acolhedor: aceita um pouco de sopa de verduras? Eu logo disse sim,  pois já era hora da janta e estava com uma fome daquelas!  Ali naquela casa,  todos os dias você encontrava sopas saborosíssimas.

A sopa ou caldo é um alimento utilizado em casas com muita gente, pois além de ¨render¨, sempre cai  muito bem, e pode ser preparada com alimentos super variados , ricos e nutritivos.

SOPA DE  CEBOLAS:

-Cebolas,  pedaços de bacon, carne,  tipo músculo ( um pedaço),  tempero verde amarradinho, para só ajudar no recheio, batatas inglesas;

Dentro da panela jogue as cebolas, a carne, o bacon, as batatas, recheie esses ingredientes e cubra com água após o recheado dos mesmos. Estando cozidos, retire o cheiro verde e deixe esfriar. Após esfriado o caldo, pegam-se as batatas com as cebolas  e bate-se no liquidificador, com um pouco de caldo da panela , joga-se dentro de novo e prova-se o sal. O bacon se quiser retira-se  e a carne pode aproveitar para colocar na sopa batida.  Fica ao seu gosto.  Outra opção para preparar essa sopa ou consummé,  (como é conhecida na França), é  não colocar  as batatas,  bater só as cebolas, e retorná-las para a panela após batida no liquidificador,   prova- se o sal.

E, se você gosta de alimentos um pouco mais picantes, temos a malagueta, a habanero¨¨, pimenta extremamente picante,  o dedo de moça,  pimenta muito versátil,  pimenta rosa, que é uma fruta concentrada,  levemente  adocicada e uma ardência imperceptível, a dedo de moça,  muito usadas nas saladas,  molhos,  frutos  do mar, carnes bovinas, aves, mas também nas sopas, com a devida moderação. E assim, você tem essas  possibilidades de variar sua sopa de cebolas.

ORIGEM DAS SOPAS

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Os homens acostumados  com a rusticidade e simplicidade, com o passar dos tempos,  descobriram que jogando em um tacho ou caçarola,  água, ervas variadas e aromáticas e a  caça,  após uma boa fervura, a carne  ficava macia  e saborosa,  para eles comerem.

E assim, foi se introduzindo, civilização após civilização, o cozimento das carnes  mais duras, principalmente as oriundas de caças, na alimentação desses nossos primeiros irmãos até chegar aos nossos dias.

Possivelmente, a primeira comida elaborada e criativa da história, resultou da mistura e fervura de  ingredientes  muito variados, que paulatinamente, foram sendo experimentados.  Assim,  deu-se  o surgimento dos primeiros caldos. Na verdade, era um alimento  rápido e fácil de se preparar.  Com base nos historiadores, podemos dizer que os caldos e as sopas foram a base da nutrição de,  praticamente, todas as civilizações.

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Sopa de legumes
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Sopa de abóbora, ervilhas e milho

Diz  a Bíblia que os hebreus preparavam suculentos caldos e,  referindo-se a Gedeon, nos diz:[1] “ matou um cordeiro, pôs sua carne em uma panela e fez caldo.”

Por seu turno, em Atenas, a sopa de lentilhas fez sucesso; em Esparta, o famoso “caldo Negro” era feito com sangue de alguns animais misturados com vinagre e especiarias.

Na China ,   destacou-se, como não poderia deixar de ser, a sopa de arroz e favas entre os camponeses. Em Roma antiga, os pastores tomavam sopa de farro, um trigo de consistência mais dura.

Na Idade Média, as sopas ganham notoriedade. A medicina reconhece suas virtudes terapêuticas e passa  a prescrevê-las como remédio . E assim,  foi se tornando conhecida e entrou na culinária da nobreza européia. No século 17, Louis XIII, rei da França , saboreava dois grandes pratos de sopa por dia. Tão era  apurado o seu gosto para  sopas que, conta-se,  mandou plantar no Palácio de Versailles, legumes variados, para serem usados nas sopas.

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Destarte, a sopa foi se espalhando pelo continente europeu e caindo em mãos de verdadeiros master chef’s da culinária francesa,  criaram eles diversos pratos sofisticados de consummé. Ainda, hoje em dia, na França é o prato de entrada mais   servido  na maioria dos restaurantes.

Em nosso Brasil, uma sopa bem conhecida é a de caldo  de feijão e também a de bambá de milho e couve.

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Sopa de feijão
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Sopa de tomate

     SOPA DE FEIJÃO

  • Cozinha-se o feijão com um pedaço de músculo e todos os temperos do seu gosto. Coloque e cozinhe,  em outra panela  uma massa de sua preferência e  os legumes, cortados que você  mais gosta  adicione também  alho machucado.   Deixe esse cozimento  reservado, prove o sal. Assim que o feijão cozinhar, retire o músculo e jogue na panela do cozimento da massa e verdura. Após o feijão ser cozido, bata no liquidificador e coe o mesmo. Pegue o feijão batido e jogue-o na panela da massa e verdura e deixe ferver  todos os ingredientes juntos,  prove o sal de novo,   e acrescente azeite de oliva a gosto.Coloque salsinha  por cima para enfeitar.

SOPA DE TOMATES

– tomates a gosto e  vai depender do número de pessoas.

  • Retire a casca do tomate e cozinhe em  uma panela com cebola,  alho, sal e folha de louro e azeite de oliva extra virgem. Bata no liquidificador o tomate , com o alho e a cebola e jogue na panela e prove o sal. Pegue uma lata de creme de leite sem soro e jogue-o na panela com um pouco de manteiga,   misture,     esquente e prove o  o sal. Sirva com torradas.
  • Pode fazê-la sem o creme de leite e colocando a pimenta malagueta ficará picante para quem gosta.
  • Ou se quiser de forma mais simples, bata os tomates com os temperos do seu gosto coe e depois corte queijo ralado  por cima com salsinha, ou manjericão, aliás o de sua preferência.
  • Preste atenção: quando damos uma receita, essa por exemplo, não é de livro nenhum, eu me preocupo em explicar, de um modo que vocês, possam executá-la com os ingredientes  que tenham em suas casas. Pois, às vezes não podemos sair para comprar e a dona da casa deixa de fazer um prato, por causa de um ingrediente que não tem. Com a maioria das receitas de livros o que ocorre é justamente isso. Eu, particularmente, por gostar muito desse mundo da gastronomia, comprava sempre quando podia,   livros variados, e por ter restaurante, também,  nunca fiz nada somente por livros.  Leio a receita e depois a transformo num prato que todos  tenham condições de  fazê-lo em suas casas e usufruí-lo.

Vejamos  algumas sopas mais conhecidas no mundo:

Portugal: a canja e o caldo verde.

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Espanha o Gazpacho ( com tomate, pepino, alho, pão e azeite ) serve fria.

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França, o Soupe a L’Oignon à base de cebola. E a Bouillabaisse, à base de lugumes e frutos do mar

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Como  dissemos no post Dom na Panela, a culinária é uma arte e faz parte da cultura  e costumes de todas as civilizações existentes no mundo. Atrevo-me a dizer que é uma das mais fortes e eloquentes manifestações da alma , da mentalidade e do jeito de ser de um povo.E mais, tem uma grande importância nas relações familiares e sociais, sendo um instrumento insubstituível nas celebrações das festas e acontecimentos marcantes da nossa existência, adaptando-se às características próprias de cada um deles, a exemplo dos pratos típicos dos festejos juninos e natalinos , que enriquecem e alegram com seus ricos e variados sabores e aromas,  nosso paladar e nosso espírito, ajudando-nos a estreitar laços com familiares e amigos e a render graças ao nosso bom Deus.